julho 31, 2005
Resposta Aberta à Vereadora Eduarda Napoleão
(Publicada no Público de 31 de Julho)
A Carta Aberta que me dirige, através do Jornal Público, a Senhora Vereadora Eduarda Napoleão é, do meu ponto de vista, reveladora de uma visão equivocada da missão da CML e da missão da Santa Casa Misericórdia de Lisboa (SCML) tendo em vista a Cidade e os seus habitantes.
(...)
Foi precisamente por uma Câmara amiga das instituições e dos cidadãos, uma Câmara que não esconda a sua passividade atrás da burocracia, que me candidatei. A sua carta só me anima a prosseguir.
A Carta Aberta que me dirige, através do Jornal Público, a Senhora Vereadora Eduarda Napoleão é, do meu ponto de vista, reveladora de uma visão equivocada da missão da CML e da missão da Santa Casa Misericórdia de Lisboa (SCML) tendo em vista a Cidade e os seus habitantes.
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Só a título de exemplo:
1) Porque a SCML tem de facto um Património Imobiliário considerável que a torna um Parceiro indispensável para a reabilitação urbana é curioso que nunca, ao longo do seu mandato, a Senhora Vereadora tenha promovido, por sua iniciativa, uma qualquer reunião para analisar em conjunto os termos de uma eventual Parceria ou, pelo menos, colaboração activa que, pelos vistos, nunca desejou.
Para a Senhora Vereadora foi sempre indiferente o esforço de reabilitação promovido pela SCML que se traduziu em mais 100 fogos, com financiamento próprio.
2) Acresce que esse Património considerável está afecto a duas vertentes fundamentais:
a) Património afecto à actividade onde, todos os dias, a Misericórdia de Lisboa acolhe, acarinha e cuida de crianças, jovens, deficientes, doentes, idosos, sem-abrigo e, sem geral, toda a população em risco da Cidade de Lisboa, alguns deles, pasme-se, instalados em edifícios propriedades do Município de Lisboa.
b) Património afecto ao rendimento que lhe permite, a par das receitas dos jogos sociais, fazer face às despesas de funcionamento e manutenção destes equipamentos.
3) E como actuou a Senhora Vereadora em relação ao Património Imobiliário afecto à actividade que acolhe a população da sua cidade que justamente lhe competia cuidar? Alguns exemplos:
a) Casa dos Plátanos (projecto para jovens adolescentes em risco) – entregue na CML em 26/03/2003, ainda não despachado;
b) Centro de Promoção Social de Nossa Sª da Conceição (instalação para crianças) – entregue na CML em 06/08/2003 – despachado em 16/08/2004;
c) Natália Correia (projecto para instalação para crianças e doentes) – entregue na CML em Dezembro/2003 – despachado em 07/06//2005;
d) Bairro da Ameixoeira (Projecto de Intervenção creche e centro social) – entregue na CML em 18/06/2004 deferido em 13/05/2005
e) Residência Assistida para Idosos - entregue na CML em 06/08/2003 – ainda não despachado;
4) Saliente-se que, em nenhum destes Projectos, havia qualquer intervenção sobre a fachada ou a cércea dos imóveis em questão ou, sequer, qualquer desrespeito pelo PDM.
5) Logo, a Senhora vereadora confunde “coragem com desprezo”, porque quem ia beneficiar com estas intervenções da Santa Casa eram os mais pobres e os mais necessitados da Cidade. Da mesma forma que é muito curioso o seu conceito de interesse público.
No que respeita ao património afecto ao rendimento, mesmo quando se tornou evidente a tão desejada inversão da situação financeira da SCML e apesar de comunicar formalmente em inúmeros ofícios, telefonemas e reuniões técnicas que estava em processo de adjudicação a reabilitação dos imóveis, mantiveram-se as posses administrativas, onerando desnecessariamente as finanças da Câmara.
6) Houve mesmo um caso ridículo, em que se invocou que o edifício era Pombalino (século XVIII) para inviabilizar o projecto de arquitectura quando, em boa verdade, a construção datava dos anos 40 do século XX.
7) E que dizer do processo de permutas pendente na CML, desde 26 de Dezembro de 1964 (é verdade, há mais de 40 anos) e das propostas de regularização promovidas pela SCML, aos quais a Senhora Vereadora não deu qualquer resposta?
8) Infelizmente para a Câmara, para a Misericórdia e sobretudo para os Lisboetas a Senhora Vereadora não percebeu que a Misericórdia não é um promotor privado a quem se imponham regras. É antes um parceiro social que deve ser tratado de forma diferente como de resto o entendeu a Vereadora Helena Lopes da Costa.
9) E que dizer de obras coercivas em imóveis com candidaturas já aprovadas ao programa Recria?
10) E que pensar quando outras Câmaras Municipais consideraram a SCML isenta de licenciamento? Será isso ultrajante?
O que nos desmoralizou profundamente, a todos os que tão duramente trabalhámos, foi o facto – extraordinário - de após termos conseguido sanear financeiramente a SCML e gerado receitas suficientes para a recuperação de um Património em elevado estado de degradação; e após termos visto aprovado o enquadramento jurídico necessário a uma gestão patrimonial eficaz, tenha sido a Ver. Eduarda Napoleão o único obstáculo que não lográmos ultrapassar. Se isto se passava com uma instituição pilar da Cidade, que se passaria com o simples e anónimo cidadão?
Foi precisamente por uma Câmara amiga das instituições e dos cidadãos, uma Câmara que não esconda a sua passividade atrás da burocracia, que me candidatei. A sua carta só me anima a prosseguir.
Publicado por CDSLX às 03:47 PM
julho 29, 2005
Compromissos Úteis
(Artigo publicado no jornal Público de 29 de Julho)
Tenho como objectivo nesta campanha substituir todas as promessas inúteis por compromissos úteis. Aliás, os últimos anos da política nacional e local demonstram bem como é contraproducente fazer campanhas de promessas para depois apenas oferecer frustrações e desilusões. Assim, o programa que apresentamos aos lisboetas tem dois traços distintos: é um programa sério, porque um programa só pode ser visto como sério quando é para cumprir em tempo útil; mas é também um programa articulado e integrado, que tem soluções para os problemas que comprometem o presente e para os grandes problemas que adiam o futuro. Vamos travar o declínio de Lisboa, revitaliza-la , recuperando o atraso da cidade e criando as condições de futuro para todos.
1. Os lisboetas não têm confiança na Câmara, não conhecem as suas contas mas sabem que o nível de endividamento já ultrapassa todos os limites. Para travar o declínio vamos pôr a máquina a funcionar, motivando o capital humano existente mas desaproveitado, aumentar a capacidade de execução e de resposta aos problemas concretos dos lisboetas. Vamos arrumar a casa, criando uma Câmara que seja facilitadora, vamos dar confiança aos cidadãos e prestar contas, numa cultura de responsabilidade. Vamos sanear financeiramente. Vamos construir circuitos mais rápidos de resposta. Vamos criar os Bairros Administrativos como instância intercalar que permita desconcentrar competências, hoje ineficazmente concentradas exclusivamente na CML. Com uma maior celeridade de resposta, ganha o cidadão lisboeta e a economia da cidade, com o fim das pendências, o fim da burocracia, os pagamentos atempados ou até o planeamento das pequenas obras ou a toponímia. Sei que não basta estabelecer objectivos e alcançá-los, é necessário gerir máquinas complexas e potenciá-las, gerir pessoas e motivá-las. Repudio em absoluto uma presidência que minimize este aspecto. Que subverta a cadeia hierárquica, dispense a capacidade instalada, despreze o capital acumulado de experiência e conhecimentos técnicos que a CML possui, e prescinda do seu capital humano. As instituições devem renovar-se sem rupturas. Só com um presidente, uma equipa, uma máquina bem gerida, um conjunto de Serviços devidamente organizados, dimensionados e enquadrados, será possível fazer em tempo útil. Só quem não conhece o mundo real é que pode minimizar estes aspectos. Queremos uma cidade com infra-estruturas seguras, com tranquilidade pública, menos poluição, mais espaços de convivialidade e melhor limpeza urbana.
2. Lisboa é hoje uma cidade de grande tensão entre os que cá vivem e os que cá entram. Vivemos numa cidade envelhecida, com os mais velhos isolados por políticas sucessivas que expeliram os mais jovens para a periferia. Vamos revitalizar a cidade, que tem de ser vista como um conceito orgânico. Precisamos de um desenvolvimento humano sustentado e de uma modernização efectiva. Através de um conjunto de programas integrados, com uma verdadeira política pública tendo como instrumento parte do património da CML. Essa política terá como objectivos, simultaneamente, reabilitar e criar habitação de arrendamento. Impediremos que Lisboa continue a ser apenas um túnel de passagem para os que vêm de fora. Queremos mais Lisboa para os lisboetas e mais lisboetas para Lisboa. Temos políticas e medidas objectivas para atrair a classe média, a população activa e os jovens para a cidade, ressuscitando as relações de convivialidade intergeracional com os mais idosos. Vamos criar habitação, mas habitação atractiva, com estacionamento residencial, proximidade dos serviços, creches, jardins, segurança e comércio. Queremos reviver o espírito de bairro, contrariando a falta de espírito das urbanizações, com o ambiente valorizado e animação cultural em ruas animadas com comércio e pessoas em segurança. Uma cidade isolada não tem horizontes. O que não está só nas nossas competências – como em matéria de transportes, solidariedade e mobilidade, mas também na Saúde, Cultura e Educação – pode e tem de ser conseguido em rede permanente com as parcerias institucionais, públicas e privadas, o Governo Central, os municípios vizinhos. A CML tem de se dar ao respeito para poder ser respeitada. Lisboa tem de ser ouvida e para ser ouvida tem de ser mais forte. É necessário a capacidade de liderança que impeça que obras ou mudanças estruturais da cidade não aconteçam sem que a Câmara seja ouvida – como aconteceu agora com o caso do aeroporto da Ota. Tudo faremos para que o aeroporto continue em Lisboa, mais perto dos lisboetas.
3. Cedo aprendi que, na área social, ou se previne ou se remedeia – o que tem sempre um maior custo, humano e financeiro – e a nossa cidade de Lisboa já tem muitos remendos a cair. Para uma cidade que integre e que inclua é essencial uma articulação e um planeamento conjunto em rede. Não resulta eleger uma diferente prioridade social de cada vez, se muitos dos problemas estão interligados, temos antes de articular as diversas respostas ao mesmo tempo. O maior exemplo é a solidão, por muitos chamado a “doença do séc. XXI, um drama que existe na vida, isolada, de muitos dos residentes desta cidade. Estes temas têm sido tratados com 15 anos de atraso em relação à capital do país vizinho, e não são um problema apenas dos que sobrevivem nas várias cidades ocultas dentro de Lisboa. Todos, como num corpo, somos afectados pelo ciclo da pobreza, e a sua morbilidade própria, que temos de interromper. No insucesso escolar precoce, no abandono familiar, nos bairros realojamento, no apoio em bens e serviços aos mais dependentes e idosos.
4. Ouço muito falar do futuro, lembro que não conheço nenhum futuro que não tenha sido preparado no presente. O futuro de Lisboa tem de apostar no desenvolvimento, humano e urbano, mais que no crescimento e, sobretudo, mais do que na falsa modernização. Lisboa competitiva passa por preservar (é o caso do aeroporto), criar e reunir os factores de competitividade num quadro regional. Muitos desses factores estão contidos nos objectivos de travar o declínio e revitalizar a Cidade.
Quero protagonizar uma ambição colectiva, não quero compactuar com megalomanias individuais. Oferecer soluções céleres e concretas para resolver problemas do presente e construir o futuro da cidade, tornando a CML numa entidade efectivamente facilitadora da vida dos cidadãos. A nossa ambição é de, dentro de 4 anos, ouvir os lisboetas dizer: Agora vivemos melhor!
Maria José Nogueira Pinto
Publicado por CDSLX às 01:04 PM
julho 28, 2005
Mais um blogue CDS

Mais um blogue do CDS a apresentar a candidatura a uma Junta de Freguesia, neste caso da Encarnação (Bairro Alto).
Bem vindos!
Publicado por CDSLX às 05:24 PM
Campanha visita o Porto de Lisboa
A Campanha “Lisboa com certeza Em Boas Mãos” visitou hoje, quinta-feira, 28 de Julho de 2005, a Administração do Porto de Lisboa.
Maria José Nogueira Pinto, acompanhada pelos elementos da lista para a CML, Anacoreta Correia e António Carlos Monteiro e António Esteves da Fonseca, visitou a Administração do Porto de Lisboa (APL), tendo reunido com o seu Presidente, Dr. Manuel Frasquilho e os vogais da Administração.
Esta reunião com os responsáveis da APL serviu para conhecer as prioridades do Porto de Lisboa, nas suas três grandes áreas (Transporte de Mercadoria, Cruzeiros e Marina de Recreio), assim como a necessidade de um indispensável bom relacionamento da APL com os vários Concelhos da Área Metropolitana de Lisboa.
Foi referida a prevista concentração do Porto de Cruzeiros na zona do Jardim do Tabaco, tendo sido salientado a importância deste sector do Turismo para a Cidade de Lisboa, actualmente o 2º Porto Atlântico de Cruzeiros na Europa.
Também os problemas entre a APL e a CML, nomeadamente em relação à circulação de pesados foram tema de discussão, lembrando que 5% do PNB de Portugal passa pelo Porto de Lisboa.
Publicado por CDSLX às 05:12 PM
Carta Aberta a Rodrigo Melo Gonçalves
Exmº Senhor
Deputado Municipal
Rodrigo Melo Gonçalves
Lisboa, 26 de Julho de 2005
Recebi a sua carta que li com a maior atenção e à qual respondo, mais em perplexidade do que esclarecimentos.
Em primeiro lugar devo dizer-lhe que o mais importante para mim, nesta campanha como na vida em geral é proferir pontos de vista e opiniões sérias e fundamentadas. O que significa que nenhuma coligação (que não integrei) branqueia posições menos correctas ou úteis para a cidade. Aliás, os Partidos têm um mínimo ético inamovível mas, como todas as organizações humanas, devem estar atentas aos factos e às suas consequências.
Queria o Senhor Deputado que eu fizesse a campanha da coligação? Porquê? a que propósito ? Em nome de que compromisso? Com que utilidade? Não entendo.
Aliás se o objectivo fosse esse (tão pobre !) não poderia eu personificá-lo já que lá não estive, nem nunca estaria.
Também o Senhor Deputado deixou de representar o CDS-PP, sinal que o assaltaram dúvidas sobre alguma coisa. É um direito que lhe assiste. Já não me parece lógico, salutar e racional que queira transferir para mim esse ónus, eu que julgo poder, com o que digo, exprimir o sentido da minha candidatura, enquanto, também candidatura do CDS-PP.
Mais fácil esta postura que a que ostenta de “ex” e “actual” em defesa de uma coligação (?) onde, tanto quanto sei, só figurava um vereador do meu Partido.
Para quem vive, conhece e ama Lisboa como eu, para quem a cuidou nas suas crianças, famílias e idosos, doentes com HIV, toxicodependentes, refugiados, imigrantes, o Túnel do Marquês e o Parque Mayer são uma anedota.
Posso e devo estar nesta campanha para desvelar as Lisboas ocultas que não brilham. Posso porque as conheço e devo porque com isso contribuirei, ainda que seja modestamente, para uma visão integrada, inclusiva, coesa e revitalizada de Lisboa. Com futuro. Para lá de repentes e voluntarismos, protagonizados por uns e, ao que parece, partilhados por si. Mas não por mim. Essa é a minha liberdade.
Com os melhores cumprimentos
(Maria José Nogueira Pinto)
Publicado por CDSLX às 11:49 AM
julho 27, 2005
"Nogueira Pinto lamenta "alheamento" da CML no processo da Ota"
(Notícia Lusa de 26 de Julho)
Lisboa, 27 Jul (Lusa) - A candidata do CDS-PP à Câmara Municipal de Lisboa (CML), Maria José Nogueira Pinto, lamentou hoje o "alheamento" da autarquia da capital no processo de tomada de decisão sobre a transferência do aeroporto para a Ota.
"Não só à Câmara não está envolvida na tomada de decisão como não está presente nas negociações para prevenir más ou menores compensações para o município devido à deslocalização", lamentou Nogueira Pinto, em declarações à Lusa no final de uma reunião com a administração da ANA, entidade responsável pela exploração aeroportuária, controlo e gestão do tráfego aéreo em Portugal.
(...)Nogueira Pinto questionou a administração da ANA sobre as compensações que serão atribuídas ao município se se concretizar a deslocalização do aeroporto.
Depois desta reunião, a candidata, que se tem manifestado contra a saída do aeroporto da capital, reiterou que "não está devidamente fundamentada a necessidade de mudar o aeroporto para a Ota".
"A saída do aeroporto da cidade é má para a sua competitividade e economia, só com uma fundamentação clara e objectiva faria sentido esta decisão", disse.
Nogueira Pinto questionou a administração da ANA sobre as compensações que serão atribuídas ao município se se concretizar a deslocalização do aeroporto, adiantando à Lusa que estas estarão relacionadas com os terrenos que ficarem livres depois da saída do aeroporto.
"É trocar actividade económica, que gera emprego e riqueza, por património", lamentou, insistindo que "a Câmara devia estar neste processo negocial e não está".
No início de Julho, na apresentação do Plano de Investimentos em Infra-Estruturas Prioritárias (PIIP), o primeiro-ministro garantiu que as linhas ferroviárias de alta velocidade e o novo aeroporto da Ota serão concretizados.
A construção do novo aeroporto da Ota tem merecido repetidas críticas dos líderes do PSD, Marques Mendes, e do CDS-PP, Ribeiro e Castro, bem como de alguns economistas devido à situação das finanças públicas.
SMA.
Lusa/fim
Publicado por CDSLX às 05:18 PM
"Candidata do CDS de visita à Baixa"
(Notícia Jornal de Notícias de 27 de Julho)
A candidata do CDS à presidência da Câmara de Lisboa, Maria José Nogueira Pinto, visitou ontem a freguesia de S. Nicolau, que tem o maior índice de envelhecimento do concelho. A acompanhar a candidata pela Baixa estiveram Anacoreta Correia e António Monteiro, além do cabeça de lista para a referida junta, João Freitas Ferreira.
A segurança foi o tema abordado numa reunião com o comandante da esquadra do Arsenal (1ª Divisão da PSP), sendo focados os programas de proximidade como o serviço "Apoio ao Idoso" e "Comércio Seguro". Um dos problemas referidos foi a difícil mobilidade, tendo em conta que a maioria os idosos habita em prédios sem elevador. Vários responsáveis referiram este "estigma do quarto andar sem elevador", que funciona como "um isolamento compulsivo de pessoas que, noutras circunstâncias, teriam ainda alguma actividade e convívio".
Também o contacto com instituições de solidariedade social particularmente vocacionadas para o apoio a idosos "confirmou a situação de desertificação e envelhecimento da Baixa e os pro- blemas sociais" daí resultantes.
Publicado por CDSLX às 12:38 PM
"Candidatos disponíveis para debates a dois"
(Notícia A Capital, de 27 de Julho)
«Todos temos uma mensagem para passar ao eleitorado, e a melhor forma de fazer passá-la é nos debates a dois e não a cinco», defende Nogueira Pinto.
ANA CLARA
Os candidatos à Câmara Municipal de Lisboa estão disponíveis para debates a dois. Os cinco candidatos estão de acordo, pelo menos numa coisa: é importante debater os problemas da cidade. O repto, lançado ontem por José Sá Fernandes, candidato independente apoiado pelo Bloco de Esquerda à autarquia lisboeta é partilhado pelos restantes candidatos.
Maria José Nogueira Pinto subscreveu, desde logo, o desafio. A candidata do CDS sublinhou a A Capital que «com cinco candidaturas à Câmara Municipal de Lisboa - o que não acontece há muitos anos - era uma pena que os debates fossem todos a cinco». «Os debates a dois dão a possibilidade de cada um de nós poder explicar as ideias que cada um defende para a cidade», frisou Nogueira Pinto. Para a democrata-cristã, os debates a dois constituem «uma forma de permitir a cada um dos candidatos fazer valer as suas posições e as suas ideias». «Todos temos uma mensagem para passar ao eleitorado de Lisboa, muito diversa e densa, e a melhor forma de fazer passar a mensagem é nos debates a dois e não a cinco», defendeu.
«Manuel Maria Carrilho regozija-se imenso com esse desafio e por isso estar a acontecer, já que até agora nunca recusou nenhum combate», disse a A Capital o assessor do candidato do PS, Mário Carneiro, acrescentando que o socialista «está disponível desde o início e aceitou até hoje todos os pedidos feitos para debates».
(continua na edição impressa)
Publicado por CDSLX às 09:32 AM
julho 26, 2005
"Maria José Nogueira Pinto também quer debates a dois "
(Notícia Lusa de 26 de Julho)
Lisboa, 26 Jul (Lusa) - A candidata do CDS-PP à Câmara Municipal de Lisboa, Maria José Nogueira Pinto, "está e sempre esteve" disponível para debates a dois com os outros candidatos à autarquia lisboeta, disse hoje à Lusa fonte da sua candidatura.
O candidato independente à Câmara Municipal de Lisboa apoiado pelo Bloco de Esquerda, José Sá Fernandes, desafiou hoje os restantes candidatos à autarquia da capital para aceitarem debates a dois, considerando que estes seriam mais importantes do que os debates a cinco.
"A dra. Maria José Nogueira Pinto está e sempre esteve disponível para debates a dois, porque considera que o mais importante numa campanha onde existem cinco candidatos é o esclarecimento", sublinhou a mesma fonte.
Até agora apenas se registou um debate entre os cinco candidatos à Câmara de Lisboa, na Antena 1, a 01 de Julho, com Carmona Rodrigues (candidato independente apoiado pelo PSD), Manuel Maria Carrilho (PS), Ruben de Carvalho (PCP), José Sá Fernandes e Maria José Nogueira Pinto (CDS-PP).
SMA.
Publicado por CDSLX às 11:04 PM
Maria José Nogueira Pinto visita a Freguesia de são Nicolau
A Campanha "Lisboa com certeza Em Boas Mãos" visitou hoje, terça-feira 26 de Julho", a Freguesia de São Nicolau.
Maria José Nogueira Pinto, acompanhada pelos elementos da lista para a CML Anacoreta Correia e António Carlos Monteiro, além do candidato do CDS à Junta de Freguesia de São Nicolau João Freitas Ferreira, visitou várias instituições desta freguesia da Baixa, que tem o maior índice de envelhecimento do Concelho de Lisboa.
A questão da segurança foi o tema abordado na reunião com o Comandante da esquadra do Arsenal (1ª Divisão da PSP), sendo focados os programas de proximidade como os serviços "Apoio ao Idoso" e "Comércio Seguro".
A problemática do envelhecimento é particularmente grave nesta zona, considerando que os idosos habitam em prédios sem elevador o que dificulta a sua mobilidade e aumenta o seu isolamento.
Vários responsáveis locais referiram este estigma do "Quarto andar sem elevador", que funciona como um isolamento compulsivo de pessoas que, noutras circunstâncias, poedriam ainda ter alguma actividade e convívio.
Também as Instituições de Solidariedade Social visitadas estão particularmente vocacionadas para o apoio a idosos e o combate ao seu isolamento, tendo estes contactos confirmado a situação de desertificação da Baixa e os problemas sociais resultantes do seu elevado índice de envelhecimento.
Publicado por CDSLX às 05:14 PM
As Listas de candidatos
As listas de candidatos, para a Câmara Municipal de Lisboa e para a Assembleia Municipal, foram apresentadas à Comunicação Social na passada quinta-feira, assim como o programa eleitoral que pode descarregar (ficheiro .pdf) no "sidebar" do lado direito.
Para ver as listas, encabeçadas pela Dr.ª Maria José Nogueira Pinto e pelo Dr. Telmo Correia, Continue a ler "As Listas de candidatos"
Lista para a Assembleia Municipal (primeiros dez candidatos):
Telmo Correia
José Rui Roque
Pedro Sampaio Nunes
Carlos Barroso
Carlos Andrade
João Pedro Gonçalves Pereira
Nuno van Uden
Vitorino Silva
António Corria Alemão
Tiago Pessoa
Lista para a Câmara Municipal de Lisboa:
Maria José Nogueira Pinto
Miguel Anacoreta Correia
António Carlos Monteiro
João Almeida
Fernando Chaves Correia
Jorge Garcia
Francisco de Aguiar
António Esteves da Fonseca
Maria Clara Ferreira da Silva
Beatriz Soares Carneiro
Correia de Paiva
Diogo Belford Henriques
Rita Costela
Vítor Graça
António Rosinha
Maria Adelaide Lucas Pires
António Ferreira de Lemos
Publicado por CDSLX às 05:02 PM
julho 25, 2005
Blogues CDS
No "sidebar", do lado direito, pode encontrar ligações a vários blogues das candidaturas do CDS às Juntas de Freguesia de Lisboa.
Ainda não tínhamos dado as boas vindas aos blogues das freguesias da Ameixoeira, Prazeres, São Domingos de Benfica e São Jorge de Arroios.
Publicado por CDSLX às 12:31 AM
julho 23, 2005
"Zezinha contra grandezas"
(Notícia Correio da Manhã de 23 de Julho)
Maria José Nogueira Pinto, candidata do CDS-PP à Câmara de Lisboa, aludiu ontem à exoneração do ministro Campos e Cunha e “ao dito por não dito” que marca as campanhas para definir o seu programa de candidatura como um “programa sério, que pode ser cumprido nas actuais circunstâncias e em apenas um mandato”.
Maria José Nogueira Pinto quis pôr de lado as promessas mas afirmou a necessidade de criar uma “ambição colectiva” entre os lisboetas. Em todo o caso, a ex-provedora da Santa Casa rejeitou as “megalomanias individuais”.
Segundo a candidata, o Parque Mayer é um exemplo disso mesmo e, “como está actualmente, é efectivamente um elefante branco”.
José Miguel Júdice, mandatário da campanha, sublinhou a sua militância no PSD, ainda que “hoje em dia pouco praticante porque a política me interessa muito pouco”, confessou. Júdice.
Disse também que o seu apoio é “pessoal” e afirmou não acreditar que “a filiação partidária seja um colete de forças”.
Diana Ramos
Publicado por CDSLX às 10:38 PM
"Nogueira Pinto define estilo de campanha"
(Notícia Radio Renascença de 23 de Julho)
(21:28) "Acho que não se deve gastar muito dinheiro em campanha, fazer muita palhaçada", declarou Maria José Nogueira Pinto aos jornalistas, antes de um almoço de mulheres do CDS-PP candidatas às autárquicas com o presidente do partido, José Ribeiro e Castro, em Telheiras.
A cabeça-de-lista "popular" à Câmara da capital prometeu não ir aos mercados "incomodar as pessoas" e "dar sacos de plástico".
"Acho isso tudo muito mau. Tudo isso, só no terceiro mundo, onde não queremos estar", acrescentou Maria José Nogueira Pinto.
À entrada para o almoço com mulheres candidatas e o presidente do CDS, Maria José Nogueira Pinto aproveitou para anunciar que foi incluída na lista das "40 mulheres formadoras de opinião na União Europeia", na qual constam "quatro mulheres portuguesas".
Publicado por CDSLX às 10:05 PM
Entrevista ao DN (Parte I)
(Entrevista publicada no Diário de Notícias de 23 de Julho)
"Estes quatro anos foram muito maus para Lisboa"
Candidata democrata-cristã arrasa a "desastrosa" gestão do PSD na capital "Vida dos lisboetas tornou-se num inferno"
Por que motivo decidiu candidatar-se?
- Estou preocupada. O declínio de Lisboa deve ser apagado rapidamente. Os lisboetas vivem numa cidade cheia de pequenos problemas que podem ser solucionados.
Quando fala em declínio refere-se concretamente a quê?
- A tudo. Lisboa é uma cidade socialmente fracturada, em muitos aspectos abandonada. As obras têm sido erráticas, sem se integrarem num plano consistente. Lisboa está descalibrada tem bairros muito envelhecidos, bairros de realojamento que foram feitos segundo modelos que já estavam condenados em toda a Europa. E é uma cidade quase fisicamente dilacerada por eixos de penetração que não se destinam às pessoas que aqui vivem. Hoje só 35% dos 500 mil activos de Lisboa aqui residem. O grosso da população activa entra e sai todos os dias da cidade.
De quem é a culpa?
- As causas são múltiplas e remontam à década de 60. Nessa época, a política urbanística para Lisboa foi uma desgraça. E sempre tivemos uma lei de arrendamento péssima. Fogos habitacionais foram destinados a serviços, o que despovoou o centro da cidade.
Recordo que o CDS também esteve dez anos à frente da Câmara de Lisboa...
- Comecei por falar da década de 60 é uma responsabilidade colectiva. Nem sei quem é que presidia à câmara na década de 60...
Refere-se a Santos e Castro, pai do actual líder do CDS?
- Isso foi mais tarde. E ele foi um grande presidente da câmara! A verda- de é que a lei do arrendamento deixou degradar o património senhorios que recebem rendas de cinco ou oito euros não podem fazer nada. Por outro lado, foi disparatada a ideia de que os serviços públicos deviam estar no centro da cidade. A 2.ª Circular foi destinada inicialmente à cidade administrativa, o que nunca se concretizou. Em Madrid, por exemplo, os ministérios foram transferidos para a borda da cidade.
Fala só em problemas estruturais...
- Lisboa tem problemas estruturais!
E como se resolvem esses problemas?
- Toda a gente sabe como. Os diagnósticos estão feitos por toda a gente e não há uma panóplia de soluções inventivas. Podemos encontrá-las em cidades que já tiveram problemas similares e já os resolveram.
Dito assim até parece fácil.
- Não é fácil. Mas não é impossível. O que se discute nestas eleições não é a dificuldade - é a possibilidade. O facto é que os lisboetas estão zangados com a cidade porque acham que ela os maltrata. E a cidade que os maltrata é a Câmara Municipal de Lisboa. A câmara corporiza, aos olhos deles, uma entidade hostil. Se a pessoa pede uma licença para a coisa mais simples, demora três anos a receber uma resposta. Para quem tem um pequeno comércio de restauração e pretende fazer uma esplana- da, esse processo pode demorar dois anos. Estas pequenas coisas transformam a vida dos lisboetas num inferno. Além disso, Lisboa é um estaleiro. Como as obras não têm planeamento, as pessoas podem ficar com um monte de entulho indefinidamente à porta. Se quiserem remover o entulho, não têm interlocutor. Se quiserem contactar a câmara, há um gabinete de atendimento ao munícipe de onde ninguém responde. Eu própria já fiz essa experiência.
Mas é fundamental fazer o diagnóstico...
- Os diagnósticos estão feitos! O Laboratório Nacional de Engenharia Civil tem diagnósticos fabulosos. As universidades também.
Refiro-me ao diagnóstico político. O seu diagnóstico político é demolidor para a gestão de Santana Lopes em Lisboa.
- Estes quatro anos foram muito maus porque conjugaram dois aspectos negativíssimos o total desprezo pelas pequenas coisas que deviam ser resolvidas com rapidez e a falta de um plano estrutural. Santana Lopes fez uma gestão por cartazes. E Carmona Rodrigues também.
Não separa os dois?
- Não posso separar. Das duas, uma ou Carmona Rodrigues não estava satisfeito naquela equipa e teria saído, ou estava satisfeito. Até que ele diga o contrário, entendo que esteve ali de livre vontade, de corpo e alma, num projecto que não é perceptível para a maioria das pessoas. Esse projecto acabou por ficar nos cartazes.
Isso é um projecto ou a falta dele?
- São pinceladas. É preciso pôr os meninos a nadar vamos fazer sete piscinas! São precisas flores na Avenida da Liberdade: vamos lá pôr vasos! Tudo um pouco surrealista. Além daquela tentação de deixar o nome associado a uma grande obra, que se pensou ser o Parque Mayer, quando o que mais temos são espaços culturais infelizmente vazios. E o túnel, que visa abrir outra via de passagem. A grande opção do próximo mandato é esta: mais Lisboa para os lisboetas e mais lisboetas para Lisboa. Podemos fazer um túnel no Saldanha e outro mais adiante, mas o eixo central da cidade fica transformado em quê? Hoje está fora de Lisboa algo que faz muita falta: activos, classe média e gente mais nova.
Como compagina essa visão tão crítica do mandato do PSD com o facto de o CDS ter pretendido coligar-se com os sociais-democratas na corrida a Lisboa?
- O 20 de Fevereiro [dia das eleições legislativas] marcou uma ruptura na direita. Há dois momentos de recuperação dessa ruptura as autárquicas e as presidenciais. Seria sempre razoável e aconselhável que o CDS tentasse a coligação em Lisboa para não dividir eleitorado e garantir uma eleição. Outra questão é eu estar nesta candidatura, que não me obriga a nenhuma espécie de aval a uma gestão que foi desastrosa.
Enquanto houve hipótese de coligação, o CDS apostava em Carmona Rodrigues...
- Na perspectiva de uma coligação, o cabeça-de-lista seria do PSD e o número dois seria do CDS. Eu não estaria nessa coligação que de alguma forma avalizaria o candidato Carmona Rodrigues e a sua actuação na câmara. Mas numa candidatura sem esse ónus de coligação não me importo de estar.
Mas não mostrou também disponibilidade para uma coligação?
- Carmona Rodrigues quis concorrer sozinho. Por isso acho extraordinário que ele esteja já a pensar na governabilidade em Lisboa! Isto quando, à esquerda, existem três forças distintas. Se ninguém se incomoda com um espaço tripartido à esquerda, é de mau tom que à direita haja quem se incomode por existirem duas ofertas ao eleitorado. Em democracia é desejável que a oferta seja cada vez mais ampla. Dito isto, acrescento tenho poder para decidir onde me sento naquela casa, mas não tenho poder para impedir uma coligação pós-eleitoral. Nem o faria jamais - isso é uma questão do partido. Mas terei sempre a minha liberdade e a minha coerência. Estou a concorrer para ser presidente da câmara porque acho que Lisboa ganhava com isso. Mas se só me elegerem vereadora, serei vereadora.
Será mesmo?
- Sem dúvida. Se o CDS tiver uma política de coligação pós-eleitoral, não irei contrariá-la. Mas nessa coligação posso sempre reservar o meu lugar de vereadora. E não preciso de ser mais nada.
Vai enfrentar a acusação de que pode contribuir para a vitória da esquerda...
- Isso leva-nos à questão do voto útil. Mas para quem é útil o voto em Carmona Rodrigues? Acho que não é um voto útil para Lisboa. Os lisboetas não podem esperar dele mais acção ou menos omissão do que já revelou. Carmona Rodrigues é o único candidato que pode ser julgado já ho-je pela sua permanência na câmara. Não podemos fazer isso em relação a nenhum outro.
Esse discurso favorece a esquerda...
- A minha preocupação não é essa. A direita tem feito mais escolhas de mal menor do que a esquerda. O resultado está à vista tivemos dez anos de escolhas de mal menor que consubstanciam o atraso em que o País está. A democracia existe para oferecer alternativas às pessoas. Sempre que eu possa contribuir com uma alternativa e se quem votar em mim entender que eu sou capaz, esse voto é sempre utilíssimo. Não vejo razão para pedir aos lisboetas que abdiquem dele com o objectivo de ajudar Carmona Rodrigues contra a esquerda. Até porque ele não é de direita. E o PSD assume-se, desde o último congresso, como um partido de centro-esquerda. Porque é que um partido que neste momento está no centro-esquerda e um candidato independente que não se diz de direita hão-de querer os votos da direita? Os votos da direita vou buscá-los eu!
Sente-se preparada para ser autarca?
- Nunca me candidataria a um cargo para o qual não estivesse preparada.
Pedro Correia
Susete Francisco
DN-Rodrigo Cabrita
Publicado por CDSLX às 09:56 PM
Entrevista ao DN (Parte II)
"Câmara tem exercido ditadura burocrática"
Já falou muito em Carmona Rodrigues. Como analisa os outros candidatos?
- Corram como correrem, estas eleições serão sempre muito interessantes para Lisboa, suscitando um debate aberto e diversificado, que não fica prisioneiro de dois blocos. Sá Fernandes é um homem do contrapoder. A minha dúvida é saber se uma pessoa que corporiza o contrapoder pode corporizar o poder. Mas a candidatura dele traz um aspecto interessante, que é a capacidade de mobilização das pessoas contra o poder instituído, nomeadamente contra a ditadura burocrática que a câmara tem exercido. O candidato do PCP [Ruben de Carvalho] é um homem que conhece muito bem Lisboa. Quanto a Manuel Maria Carrilho, não sei até que ponto gostará de gerir uma grande máquina - é o que aquilo é - e terá capacidade de envolver as pessoas. Não tenho dúvidas sobre a seriedade ou a inteligência dele. Mas será um homem agregador? Tenho muitas dúvidas.
A câmara tem graves problemas financeiros. Aumentaria as taxas municipais?
- Em todo o lado a tentação é aumentar a receita. Mas não devemos ir por aí. Se resolvermos o problema pelo lado da despesa, nunca o aumento da receita será suficiente. Há muitos financiamentos externos, nacionais e internacionais, a que a câmara pode candidatar-se.
O aeroporto deve continuar na Portela?
- Obviamente, pois é um factor de competitividade de Lisboa. O Governo decidiu pô-lo em causa. E não lhe ocorreu dar cavaco à câmara. É a cultura que temos em Portugal cada um tem a sua quinta. Há a "quinta" do Governo e a "quinta" da câmara. Isto não pode continuar assim! Qualquer decisão estratégica sobre o aeroporto terá de passar por longas negociações com a Câmara de Lisboa. O aeroporto oferece segurança e é um factor decisivo para a economia da cidade. A retirada do aeroporto tornaria Lisboa mais periférica, mais longe da Europa.
O que fará com espaços culturais hoje sem uso, como o cinema São Jorge?
- Sou absolutamente contra o consumo de energias e recursos em mais infra-estruturas. Devemos encher as que estão. Se amanhã vier aqui dançar o Ballet de Boston ou o Bolshoi, só me congratulo com isso. Hoje já existe em Lisboa uma grande procura cultural. Mas falta-nos uma cultura de cariz mais popular, que tem si-do sistematicamente desprezada. Quem está na câmara quer reproduzir a política cultural do ministério. E a da cidade é muito diferente. Uma peça importante da cultura lisboeta, por exemplo, é a Feira Popular. Aquele espaço talvez não fosse o ideal. Mas a feira deve ser um factor de revitalização da cidade. Na zona oriental de Lisboa temos muito espaço é para lá que deve ir. Gostava também de pôr as bandas nos coretos durante os muitos meses de bom tempo que temos em Lisboa. Se houver um coreto com uma banda, as pessoas aproximam-se, sentam-se, ouvem, entretêm-se. Para uma população envelhecida, ouvir uma banda num jardim pode ser uma coisa importantíssima.
Publicado por CDSLX às 09:54 PM
Entrevista ao DN (Parte III)
"Tive total liberdade para escolher a lista"
Que tipo de relação teve com a câmara enquanto provedora da Misericórdia?
- Muito má. A Misericórdia de Lisboa é titular de um dos maiores patrimónios imobiliários do País. Muito desse património estava degradado. A Misericórdia aumentou as receitas ao ponto de conseguir meios para recuperá-lo. Mas o que nos impediu de levar isso até ao fim foram as autorizações [da câmara] que não vieram. Estou a falar de estabelecimentos em bairros críticos da cidade, com água a cair pelas paredes. Perante isto, a câmara demonstrou total insensibilidade e até desprezo. Infelizmente, não conseguimos reabilitar estabelecimentos onde trabalham centenas de profissionais e onde há crianças carenciadas. Porque a câmara não deixou. Se faz isto à Misericórdia, o que fará aos cidadãos?
As coisas mudarão consigo?
- Com certeza! Não é possível não ser parceiro da Misericórdia, que é o segundo pilar da cidade.
O líder da distrital do CDS/Lisboa é o número três da sua lista. Foi uma imposição da estrutura do partido?
- Quem me conhece sabe que eu não aceito imposições. Por que motivo haveria de aceitar uma imposição?
A concelhia do CDS queixou-se de não ter sido consultada no processo que a levou a ser cabeça-de-lista do partido.
- No início deste processo, eu não estava nele. Não posso falar dessa fase. No momento em que sou convidada e aceito, peço total liberdade para escolher as primeiras pessoas da minha lista. Essa liberdade foi-me da-da e eu exerço-a. A mesma liberdade que pedi a Durão Barroso quando fui convidada para provedora da Misericórdia de Lisboa. A mesma liberdade que pedi a Leonor Beleza quando fui dirigir a Maternidade Alfredo da Costa. Não é possível pedirem-nos responsabilidades sem nos darem liberdade. O resultado da minha candidatura - bom, mau ou péssimo - é da minha inteira responsabilidade.
Publicado por CDSLX às 09:37 PM
julho 22, 2005
"Nogueira Pinto aposta na capacidade de fazer "
(Notícia Diário de Notícias de 22 de Julho)
"O que salvaria Lisboa era ter um programa de causas comuns, pois ninguém inventa nada. Os grandes diagnósticos estão feitos. O que faz a diferença é o modo e a capacidade de fazer", afirma a candidata do CDS/PP à presidência da maior autarquia do País. Maria José Nogueira Pinto, que ontem apresentou o seu programa de candidatura à Câmara Municipal de Lisboa, garante que é capaz de mudar a cidade, "não com grande obras faraónicas" mas com a "resolução dos pequenos e grandes problemas dos lisboetas".
O programa, "sério porque pode ser cumprido", assente num compromisso com os Lisboetas conseguiu reunir vários apoios ontem tornados públicos. Além da presença do mandatário José Miguel Júdice, Medina Carreira, António Pedro Vasconcelos, Alexandre Castro Caldas, Rosalina Machado e Maria Antónia Palla enviaram mensagens de incentivo."Travar o declínio, revitalizar a cidade e criar as condições do futuro", constituem os três eixos do programa da candidata. Com vista a concretizar os princípios a que se propõe, Nogueira Pinto explica que para travar o declínio da cidade é preciso "arrumar a casa, dar confiança, prestar contas, criar uma rede social para idosos, prostitutas e sem-abrigo, dignificar a deficiência, melhorar a tranquilidade pública, reduzir a poluição". São ideias, reconhece, comuns a outros programas. Como, por exemplo a de tornar o município num promotor de políticas públicas de habitação" ou a de promover o desenvolvimento sustentável em detrimento do crescimento da cidade. "Ninguém inventa nada", diz Nogueira Pinto, que garante, todavia, ser "capaz de fazer"."
Luísa Botinas
Publicado por CDSLX às 09:25 AM
"Maria José recusa fazer promessas inúteis"
(Notícia Jornal de Notícias de 22 de Julho)
"Maria José Nogueira Pinto apresentou, ontem, o seu programa à Câmara de Lisboa "sem megalomanias individuais" ou "promessas inúteis mas compromissos muito úteis para" a cidade.
Primeiro, explicou, "quer arrumar a casa". Isto é, "pôr a máquina a funcionar". A cabeça de lista do CDS à autarquia quer "atenuar a burocracia" e propõe a criação de um balcão municipal, com o modelo de funcionamento das Lojas de Cidadão. Entre as suas prioridades destacam-se a revitalização urbana, a luta pela manutenção do aeroporto da Portela e o lançamento de um "genuíno concurso internacional de ideias" para o Parque Mayer.
O CDS não acredita, lê-se no programa, que a sustentabilidade económica do espaço passe pela sua transformação numa "Broadway Lusitana".
O presidente do partido, Ribeiro e Castro, sublinhou que o "objectivo da candidatura é servir a cidade" e que essa missão só poderá ser cumprida com a vitória. O mandatário, José Miguel Júdice, afirmou que a ex-provedora da Santa Casa da Misericórdia "merece ser eleita vereadora". A presidência também é merecida, apressou-se a justificar, mas as dificuldades são mais que muitas, reconheceu, recordando que em 2001 o CDS tinha "um candidato populista" e Portas só foi eleito vereador. Júdice recusou comentar a possibilidade de incorrer numa sanção pelos estatutos do PSD. Aos militantes democratas-cristãos assumiu-se como um social-democrata que aceitou o convite por amizade à candidata. Se não fosse ela, apoiaria Carmona Rodrigues."
Alexanda Inácio
Publicado por CDSLX às 09:22 AM
"Zezinha contra grandezas"
(Notícia Correio da Manhã de 22 de Julho)
"Maria José Nogueira Pinto, candidata do CDS-PP à Câmara de Lisboa, aludiu ontem à exoneração do ministro Campos e Cunha e “ao dito por não dito” que marca as campanhas para definir o seu programa de candidatura como um “programa sério, que pode ser cumprido nas actuais circunstâncias e em apenas um mandato”.
Maria José Nogueira Pinto quis pôr de lado as promessas mas afirmou a necessidade de criar uma “ambição colectiva” entre os lisboetas. Em todo o caso, a ex-provedora da Santa Casa rejeitou as “megalomanias individuais”.
Segundo a candidata, o Parque Mayer é um exemplo disso mesmo e, “como está actualmente, é efectivamente um elefante branco”.
José Miguel Júdice, mandatário da campanha, sublinhou a sua militância no PSD, ainda que “hoje em dia pouco praticante porque a política me interessa muito pouco”, confessou. Júdice.
Disse também que o seu apoio é “pessoal” e afirmou não acreditar que “a filiação partidária seja um colete de forças”.
Publicado por CDSLX às 09:17 AM
julho 21, 2005
"Nogueira Pinto recusa promessas inúteis"
(Notícia Portugal Diário de 21 de Julho)
A candidata do CDS-PP à Câmara Municipal de Lisboa (CML), Maria José Nogueira Pinto, recusou-se hoje a apresentar "promessas inúteis" e a protagonizar "megalomanias individuais", na divulgação do seu programa para a capital.
Este é um programa sério, que pode ser cumprido", garantiu Nogueira Pinto, sublinhando que o seu programa irá dar "grande importância aos pequenos problemas de Lisboa".
A ex-provedora da Santa Casa da Misericórdia manifestou ainda a intenção de "protagonizar a ambição colectiva dos lisboetas", recusando-se, pelo contrário, a ser o rosto de "megalomanias individuais".
O seu programa, "Lisboa com certeza em boas mãos", divide-se em três áreas, começando por traçar medidas para "travar o declínio" da cidade.
"É preciso arrumar a casa, sanear a Câmara financeiramente e motivar o capital humano da autarquia", sublinhou a candidata do CDS, que quer procurar outras formas de financiamento da CML.
Neste capítulo, o programa de Maria José Nogueira Pinto propõe, por exemplo, a criação de um Balcão Municipal que permita aos lisboetas tratarem de todos os assuntos burocráticos num único local, seguindo o modelo das Lojas do Cidadão.
Outro dos grandes objectivos da candidata dos democratas-cristãos nas eleições de 9 de Outubro é a revitalização da cidade, promovendo a fixação da "classe média activa e nova" no centro de Lisboa.
"Não podemos alimentar esta tensão entre os que vivem em Lisboa e os que vêm trabalhar para Lisboa, mas também não podemos deixar transformar a cidade num túnel de passagem", sublinhou.
Na terceira parte do seu programa, "Criar as Condições do Futuro", a candidata do CDS pronuncia-se sobre o parque Mayer, considerando o plano existente "irrealista".
"Não acreditamos - os lisboetas não acreditam - que a sua sustentabilidade económica passe por uma +Broadway Lusitana+", lê-se no documento, em que é proposto o lançamento de um "genuíno concurso internacional de ideias".
O programa manifesta-se também contra a deslocalização de ministérios do Terreiro do Paço, uma ideia do actual presidente da CML, Pedro Santana Lopes.
"Não trago promessas inúteis, mas compromissos muito úteis para Lisboa", garantiu Nogueira Pinto.
O líder do CDS-PP, José Ribeiro e Castro, fez questão de realçar as qualidades de Nogueira Pinto, uma "mulher do concreto, do detalhe, do vigor".
"A novidade está aqui, as respostas para a cidade de Lisboa estão aqui", afirmou.
No início da cerimónia de apresentação do programa, foram lidas algumas mensagens de apoio a Maria José Nogueira Pinto de personalidades como o fiscalista Medina Carreira, o cineasta António-Pedro Vasconcellos, o professor universitário Alexandre Castro Caldas e a jornalista Maria Antónia Palla.
Publicado por CDSLX às 10:59 PM
Candidata apresenta programa
(Notícia Rádio Renascença de 21 de Julho)
"É preciso arrumar a casa" defende a candidata do CDS-PP a Lisboa"
A candidata revelou a sua grande ambição para Lisboa:" substituir o crescimento puro e duro pelo desenvolvimento sustentado".
Com base nesta ideia, Maria José Nogueira Pinto disse não trazer "promessas inúteis" mas sim "compromissos muito úteis".
O seu programa, "Lisboa com certeza em boas mãos", divide-se em três áreas, começando por traçar medidas para "travar o declínio" da cidade.
"É preciso arrumar a casa, sanear a Câmara financeiramente e motivar o capital humano da autarquia", sublinhou a candidata do CDS, que quer procurar outras formas de financiamento da CML.
Neste capítulo, o programa de Maria José Nogueira Pinto propõe, por exemplo, a criação de um Balcão Municipal que permita aos lisboetas tratarem de todos os assuntos burocráticos num único local, seguindo o modelo das Lojas do Cidadão.
Outro dos grandes objectivos da candidata dos democratas-cristãos nas eleições de 9 de Outubro é a revitalização da cidade, promovendo a fixação da "classe média activa e nova" no centro de Lisboa.
"Não podemos alimentar esta tensão entre os que vivem em Lisboa e os que vêm trabalhar para Lisboa, mas também não podemos deixar transformar a cidade num túnel de passagem", sublinhou.
Publicado por CDSLX às 10:50 PM
Apresentado o Programa "Lisboa com certeza em boas mãos"

Maria José Nogueira Pinto apresentou hoje o programa eleitoral "Lisboa com certeza em boas mãos".
Publicado por CDSLX às 05:39 PM
AGENDA, Hoje 21 de JULHO
APRESENTAÇÃO do PROGRAMA e dos CANDIDATOS À
CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA, ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE LISBOA,
53 ASSEMBLEIAS DE FREGUESIAS DE LISBOA.
17h30, HOTEL TIVOLI (Avenida da Liberdade)
Publicado por CDSLX às 02:26 AM
Mensagem da candidata do CDS aos lisboetas
Maria José Nogueira Pinto apresenta, esta quinta-feira, o seu programa de candidatura à Câmara Municipal de Lisboa.
(Notícia Radio Renascença, de 21 de Julho)
"Em carta aberta aos lisboetas, a que a Renascença teve acesso, a cabeça-de-lista do CDS-PP promete sanear as contas públicas da autarquia e faz um ataque cerrado à actual gestão de Santana Lopes e Carmona Rodrigues.
Na missiva, Maria José Nogueira Pinto refere que os lisboetas olham com desconfiança para Câmara, ao serem confrontados com notícias de "dívidas colossais" e "obras faraónicas", que ninguém sabe muito para o que servem.
Há muitos pontos da cidade em risco de derrotada, prossegue a candidata, para quem os habitantes da capital não compreendem porque é que lhes prometem mais túneis e mais buracos, numa clara alusão ao túnel do Marquês.
Mais à frente nesta carta, Maria José Nogueira Pinto refere que os lisboetas precisam de alguém com provas dadas de saber administrar bem, fazer contas e não desperdiçar dinheiros públicos, manifestando vontade de acabar com a imagem da Câmara como um "monstro burocrático".
A concluir a candidata do CDS gaba-se do seu passado na Santa Casa da Misericórdia e na Maternidade Alfredo da Costa, onde garante que cumpriu os compromissos a que se obrigou e saneou as contas."
Publicado por CDSLX às 02:21 AM
julho 19, 2005
Depoimento do Prof. Castro Caldas
"Há cargos e funções que carecem de competência política, outros há que exigem competência profissional, explicitada num curriculum de obra realizada. A Dr.ª Maria José Nogueira Pinto terá a primeira, mas é pela segunda que me solidarizo com a sua candidatura à Câmara Municipal de Lisboa. Faço-o numa postura apartidária mas confiante de que o que ela sabe fazer bem feito será de certo útil para a Cidade em que gosto de viver."
Alexandre Castro Caldas
Professor Universitário
Publicado por CDSLX às 04:44 PM
Depoimento de António Pedro Vasconcelos
"(...)O que me impressiona na Maria José é a sua capacidade para entender o fundo das questões, para incentivar os seus colaboradores a fazer obra - o que contrasta com a pesada maioria das pessoas com quem, ao longo de 30 anos de democracia, tenho esbarrado no aparelho de Estado -, o seu gosto em arrumar a casa, em lançar alicerces, em mobilizar as pessoas, em fazer o que é necessário e o que é justo.
Não fossem as suas convicções ideológicas – Deus, Pátria e Família – e eu, que sou ateu e de esquerda, revia-me sem esforço em tudo o que faz e no modo como o faz: no entendimento do que é serviço público, no espírito de missão, na capacidade para ouvir argumentos e delegar poderes, no desprezo pelo imobilismo. Em conversas que trocámos por email no único período em que divergimos – e de que irei falar – cheguei a dizer-lhe que a única coisa que parecia separar-nos era que eu não ia à missa ao domingo.(...)"
"O primeiro contacto profissional que tive com a Maria José foi em 1984 (se a memória me não trai), no período fugaz em que foi Presidente do IPC (Instituto Português de Cinema). Havia uns meses que o meu filme “O Lugar do Morto” estava parado porque o produtor e meu ex-sócio, Paulo Branco, havia desviado cerca de metade das verbas que o IPC lhe havia confiado, para produzir outro filme: “Dans la ville blanche”, de Alain Tanner. Perante os meus avisos e o meu protesto, a anterior direcção do IPC (já nem me lembro dos nomes das criaturas!) havia feito ouvidos de mercador e lavado as mãos do assunto como Pilatos.
Quando a Maria José chegou ao IPC, apresentei-lhe o problema, apelando à sua intervenção no sentido de obrigar o produtor, que continuava tranquilamente a produzir o filme de Tanner, a repor as verbas desviadas ou a devolver o negativo entretanto filmado. O que a Maria José fez foi o que faria qualquer pessoa com o sentido da justiça e da boa gestão da coisa pública, coisa que infelizmente nunca abundou entre os “servidores do Estado”, pelo menos na área do cinema: ordenou uma sindicância, levou o produtor a admitir a impossibilidade de repor em tempo útil as verbas desviadas, e, de posse do negativo, propôs que o IPC avançasse com as verbas em dívida para que o filme pudesse ser terminado, assumindo o produtor a responsabilidade de repor posteriormente as verbas desviadas.
Sem essa intervenção, a minha carreira no cinema teria provavelmente acabado ali; e o filme, que acabou por ser um dos mais populares do cinema português, teria ficado reduzido a uma série de bobines impressas, informe e incompleto, catalogado como uma mera curiosidade para historiadores.
Mais: estou absolutamente convicto que, se a Maria José tivesse ficado mais uns anos à frente do IPC, o cinema português não teria chegado ao que chegou: divórcio com o público, deserto de investimento privado, hostilidade dos agentes da comercialização – distribuidores, exibidores, directores de canais de TV -, total dependência dos subsídios, iniquidade dos concursos, ausência de fiscalização, impunidade de algumas situações de incumprimento.
Anos mais tarde, quando aceitei ser o responsável pelo SNA (Secretariado Nacional para o Audiovisual), acabei por vir a reencontrar a Maria José como Sub-Secretária de Estado da Cultura. Cavaco Silva delegara a tutela do SNA em Santana Lopes, à época o Secretário de Estado da Cultura, que, por sua vez, decidiu entregar à Maria José o dossier do Cinema e do Audiovisual. Durante o breve período em que com ela trabalhei, os dossiers avançaram, elaborou-se uma Lei de Cinema (que viria a ser trucidada em Conselho de Ministros, já depois da sua saída, e que levou à minha demissão do cargo), e preparou-se um pacote de medidas estruturantes da actividade, que ficou na gaveta depois da sua saída - e da minha.
Tenho-me por um homem de esquerda, que aceitou um cargo num governo de direita porque os objectivos que eu traçara para o sector mereceram o acordo expresso do PM e porque me pareceu que era possível fazer alguma coisa para mudar os destinos do cinema português, impor rigor e transparência na gestão dos dinheiros públicos, lançar uma política integrada para o sector, estabelecer códigos de regulação e medidas de fomento da actividade, tirar benefícios da nossa participação na União Europeia, nomeadamente através do acesso a fundos estruturais para o sector e também de um papel mais activo na obtenção de uma discriminação positiva para os chamados “pequenos países” europeus. De todos estes objectivos, só a política europeia teve êxito, porque tive mãos livres para a executar. No resto, só enquanto a Maria José teve a tutela directa dos dossiers tive uma cumplicidade activa do governo - o que, diga-se em abono da verdade, só foi possível pela confiança que Santana Lopes, nesse breve período, dedicou à equipa que eu formei com a Maria José e os seus colaboradores.
O que me impressiona na Maria José é a sua capacidade para entender o fundo das questões, para incentivar os seus colaboradores a fazer obra - o que contrasta com a pesada maioria das pessoas com quem, ao longo de 30 anos de democracia, tenho esbarrado no aparelho de Estado -, o seu gosto em arrumar a casa, em lançar alicerces, em mobilizar as pessoas, em fazer o que é necessário e o que é justo.
Não fossem as suas convicções ideológicas – Deus, Pátria e Família – e eu, que sou ateu e de esquerda, revia-me sem esforço em tudo o que faz e no modo como o faz: no entendimento do que é serviço público, no espírito de missão, na capacidade para ouvir argumentos e delegar poderes, no desprezo pelo imobilismo. Em conversas que trocámos por email no único período em que divergimos – e de que irei falar – cheguei a dizer-lhe que a única coisa que parecia separar-nos era que eu não ia à missa ao domingo.
Uma única vez, portanto, lhe manifestei a minha decepção pela posição que adoptou – e que viria a revelar-se, quiçá pela sua presença – menos negativa do que eu poderia temer. Foi quando decidiu dar cobertura e participar activamente numa Comissão nomeada pelo então Ministro Moraes Sarmento para definir os contornos e as regras do Serviço Público de Televisão (!), cujo mandato implicava a extinção de um dos canais da RTP. Tive, na altura, um papel muito activo na oposição ás anunciadas medidas do governo e à constituição e objectivos dessa Comissão, onde não tinham assento vozes incómodas e onde vi, com desgosto, no meio de gente que nada qualificava para aquela missão, sentarem-se pessoas que estimo e respeito como o Miguel Sousa Tavares e a própria Maria José. Tive então oportunidade de lhe manifestar a minha apreensão pelas medidas dementes que o Ministro – qual elefante numa loja de porcelana – anunciava para a RTP. Foi nessa altura que trocámos uma extensa correspondência por email – a Zezinha estava em Madrid -, onde lhe manifestei a minha decepção por vê-la a colaborar num projecto dúbio – posição que resumi num livro que, entretanto, publiquei e a que chamei “Serviço Público/Interesses privados”. O resultado desse grupo de Trabalho acabou por ser inóquo e, de certo modo, atenuar os ímpetos do Ministro, por ventura graças ao bom senso de pessoas como a Maria José – não me custa reconhecê-lo – que terão tido um papel moderador relativamente aos activistas ignorantes e oportunistas servis que abundavam por lá."
António Pedro Vasconcelos
Publicado por CDSLX às 04:27 PM
Nogueira Pinto em tempo útil
(Lido no Blogue As eleições autárquicas em Lisboa)
"Será em breve lançado o primeiro cartaz de Maria José Nogueira Pinto como candidata do CDS-PP à câmara de Lisboa.
De acordo com as informações reveladas, são dois os slogans da campanha democrata-cristã em Lisboa: "Lisboa com certeza em boas mãos" e "Saber fazer em tempo útil".
Detenho-me no segundo: "Saber" e "Fazer" uma dupla inseparável e imbatível. "Saber" remete para o estudo, para a reflexão, para o conhecimento. É uma componente não activa mas que contribui para a certeza. Depois o "Fazer" que concretiza, constrói. É a acção. Conjugadamente são a acção racional de que Lisboa carece.
"Saber fazer em tempo útil" significa dar esperança aos mais novos mas também aos mais velhos. Quer dizer que se deixam de ter apenas grandes planos para concretizar em décadas, mas que se faz já.
Lisboa precisa de que se faça já. E há muito para fazer no imediato. As pequenas coisas, aquelas que têm que ver com o dia-a-dia e que se devem resolver também no dia-a-dia.
posted by lxautarquicas at 11:48"
Publicado por CDSLX às 01:42 PM
"Outras Conversas" sobre Lisboa
(Lido no Blogue A Força das Ciscunstâncias)
"Os cinco candidatos à Câmara Municipal de Lisboa foram convidados pela Maria João Avilez para as últimas cinco edições do seu programa, na SIC Notícias, "Outras Conversas". Se me baseasse apenas no que ouvi nestes cinco programas que acompanhei e, não menos importante, se vivesse e votasse em Lisboa, escalonaria os candidatos da seguinte forma, premiando aqueles que focaram aquilo que eu acho que é necessário para Lisboa: 1.º Maria José Nogueira Pinto (CDS-PP); 2.º José Sá Fernandes (Independente-BE); 3.º Carmona Rodrigues (PSD); 4.º Manuel Maria Carrilho (PS); e, 5.º Ruben de Carvalho (CDU).
por Tiago Cristóvão em Terça-feira, Julho 19, 2005"
Publicado por CDSLX às 10:55 AM
"Saber fazer em tempo útil"
(Notícia Correio da Manhã, de 19 de Julho)
"Lisboa em boas mãos e saber fazer em tempo útil são as primeiras mensagens de Maria José Nogueira Pinto
O programa e listas estão a ser ultimados e Maria José Nogueira Pinto lembra ao CM que foi a “primeira” a defender a manutenção do aeroporto internacional em Lisboa, por uma questão de “competividade” da cidade que é a capital do País. E sublinha “os investimentos que têm sido feitos” para a rentabilidade. Curiosamente, Carmona Rodrigues, candidato apoiado pelo PSD, tem a mesma posição.
A também dirigente democrata-cristã, que apresentará o seu programa dia 21, bem como as listas, explicou ontem ao CM que o presidente da distrital de Lisboa, António Carlos Monteiro, será o número três. Uma escolha pelo “bom trabalho” desenvolvido na autarquia, como refere ao CM a candidata. O mesmo se aplica a Telmo Correia, a liderar a Assembleia Municipal.
Recorde-se que tanto Telmo Correia como António Carlos Monteiro foram adversários da actual direcção no último congresso. E chegou a vaticinar-se a exclusão de Monteiro das listas. Não se confirmou. Desta forma, o resultado eleitoral, seja ele qual for, não pode ser imputado, apenas, à actual direcção.
O número dois da lista para a vereação é Anacoreta Correia e o mandatário da candidatura é o ex-bastonário da Ordem dos Advogados, José Miguel Júdice. Morais Leitão, recém-filiado, também integra a lista para a Assembleia Municipal."
Cristina Rita com J.R.
Publicado por CDSLX às 09:30 AM
julho 18, 2005
O apoio de Henrique Medina Carreira
Apoio convictamente a candidatura de Maria José Nogueira Pinto à presidência da Câmara Municipal de Lisboa. É generosa, solidária e
justa; preocupa-se genuinamente com a pessoa, as suas necessidades e a sua qualidade de vida. Detesta o espectáculo, a ostentação, a propaganda e a facilidade. De carácter inflexível,trabalha com apego, analisa com minúcia, pensa com rigor, concebe com sentido prático, decide com prudência e executa com rapidez. Realizou obras notáveis na Maternidade Alfredo da Costa e na Santa Casa da Misericórdia. Por tudo o que lhe conheço penso que, eleita, deixaria uma obra importante para Lisboa. Diferente, sem alardes, sem ruídos e sem quezílias.
HENRIQUE MEDINA CARREIRA
Publicado por CDSLX às 12:00 PM
julho 17, 2005
"Outrtas conversas", com Maria João Avillez
Maria João Avillez entrevista Maria José Nogueira Pinto. Emissão hoje, na SIC Notícias, pelas 22h00*, com repetição amanhã, no mesmo horário.
*Devido à transmissão do jogo Benfica-Chelsea, o programa terá lugar dia 18 pelas 23h00.
Publicado por CDSLX às 06:28 PM
julho 16, 2005
"CDS-PP quer nova divisão do concelho"
(Notícia JN, de 16 de Julho)
"A candidata do CDS-PP à Câmara de Lisboa, Maria José Nogueira Pinto, anunciou ontem que quer dar prioridade à reorganização dos serviços municipais e propôs dividir a cidade em seis a oito bairros administrativos.
No final da sua primeira visita de pré-campanha, às freguesias de Carnide e São Domingos de Benfica, declarou que a sua prioridade será «arrumar a casa» e condenou a prática de anunciar «promessas inexequíveis». A ex-provedora da Misericórdia de Lisboa adiantou que pretende descentralizar os serviços da Câmara e dividir o concelho em seis a oito bairros administrativos, mantendo as juntas de freguesia como «uma rede de maior proximidade com o cidadão».
Maria José Nogueira Pinto disse que o diagnóstico dos problemas da capital «está mais do que feito» e insistiu na necessidade de melhorar a coordenação e a organização municipal. «O túnel do Marquês é para os de fora, o Parque Mayer ainda não se sabe para quem é. Para os que nos interessam ainda não vimos nada», criticou a ex-deputada do CDS-PP.
Maria José Nogueira Pinto apontou como outras duas prioridades a revitalização da capital - incentivando a habitação jovem nas áreas mais envelhecidas - e fazer de Lisboa «uma cidade competitiva»."
Publicado por CDSLX às 02:15 PM
julho 15, 2005
"Primeira visita de pré-campanha"
(Notícia Diário Digital/Lusa, de 15 de Julho)
"A candidata do CDS/PP à câmara de Lisboa, Maria José Nogueira Pinto, anunciou esta sexta-feira que quer dar prioridade à reorganização dos serviços municipais e propôs dividir a cidade em seis a oito bairros administrativos.
No final da sua primeira visita de pré-campanha, às freguesias de Carnide e São Domingos de Benfica, Maria José Nogueira Pinto declarou aos jornalistas que a sua prioridade se for eleita presidente da câmara será «arrumar a casa» e condenou a prática de anunciar «promessas inexequíveis».
A ex-provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa adiantou que pretende descentralizar os serviços da câmara e dividir Lisboa em seis a oito «bairros administrativos», mantendo as juntas de freguesia como «uma rede de maior proximidade com o cidadão».
«Politicamente, a descentralização da câmara, que é uma entidade macrocéfala, é um ponto muito sensível», considerou a democrata-cristã que, durante um encontro com o presidente da junta de freguesia de São Domingos de Benfica, Sérgio Lipari, considerou que se criou uma estrutura pesada «para se poder gerir dependências».
Maria José Nogueira Pinto disse que o diagnóstico dos problemas da capital «está mais do que feito» e insistiu na necessidade de melhorar a coordenação e a organização municipal, salientando que a sua candidatura não tem «obras extraordinárias» para prometer, «fantasias nem flores na lapela».
«O Túnel do Marquês é para os de fora, o Parque Mayer ainda não se sabe para quem é. Para os que nos interessam ainda não vimos nada», criticou a ex-deputada do CDS/PP.
«O que mais temos visto são promessas incumpridas», acrescentou.
Antes da visita à junta de São Domingos de Benfica, liderada pelo PSD, Maria José Nogueira Pinto visitou o Centro Paroquial e a Casa da Nossa Senhora do Rosário, naquela freguesia, e esteve na junta de freguesia de Carnide, presidida pelo PCP.
O número dois da lista do CDS/PP a Lisboa, o deputado Anacoreta Correia, acompanhou a candidata do partido e sublinhou o exemplo do apoio social à natalidade dado pelo Centro Paroquial de São Domingos de Benfica, «sobretudo num país que tem um dos maiores números de mulheres a trabalhar».
Maria José Nogueira Pinto, que apresentará o seu programa eleitoral dia 21, apontou como outras duas prioridades a «revitalização» da capital - por exemplo, incentivando a habitação jovem nas áreas mais envelhecidas - e fazer de Lisboa «uma cidade competitiva».
«O património histórico e as condições naturais lindíssimas da cidade, que estão debilitados, podem ser aproveitados para que Lisboa acolha grandes eventos, congressos e turismo de curta duração», afirmou.
«Nunca prometi o futuro, mas por onde passei fiz o futuro. Nunca saí de lado nenhum sem deixar o futuro feito. Mas comecei sempre por pegar na vassoura», frisou a ex-provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
Nas eleições autárquicas de 9 de Outubro, Maria José Nogueira Pinto terá como adversários Carmona Rodrigues (independente apoiado pelo PSD), Manuel Maria Carrilho (PS), Ruben de Carvalho (CDU) e José Sá Fernandes (independente apoiado pelo BE)."
Publicado por CDSLX às 10:53 PM
julho 14, 2005
Visita de Maria José Nogueira Pinto
FREGUESIAS DE CARNIDE, SÃO DOMINGOS DE BENFICA E SÃO SEBASTIÃO DA PEDREIRA
Sexta-Feira dia 15 de Julho
Freguesia de Carnide
10h15 - Centro Paroquial de Carnide
(Estrada da Correia)
Freguesia de São Domingos de Benfica
11h15 - ATL e Centro Paroquial de São Domingos de Benfica
(Rua Raul Carapinha)
- Casa Nossa Senhora do Rosário
(Rua Projectada ao Beco da Botica)
Freguesia de São Sebastião da Pedreira
15h15 - Patronato - Creche da Igreja São Sebastião da Pedreira
(Rua Tomás Ribeiro, 62)
16h00 - Centro Social de auxílio de São Sebastião da Pedreira
(Rua Latino Coelho, 95)
Publicado por CDSLX às 04:44 PM
Praças
Lido no blogue A Arte da Fuga:
"Praças para todos
"Iremos solicitar os nossos talentosos arquitectos para nos ajudar", disse Manuel Maria Carrilho, defendendo que deve haver "uma praça em cada bairro de Lisboa, que aumente o convívio entre os cidadãos e dote a comunidade dos equipamentos de que ela necessite, culturais ou de desporto ou de saúde".
O que Manuel Maria Carrilho não diz, porque não pode e sabe que não pode, é como é que vai construir uma praça por cada bairro da cidade. Expropriar? Esbulhar? Demolir o que não lhe pertence?
tema por AMN em 13:11"
Publicado por CDSLX às 01:34 PM
julho 13, 2005
“Que faz aqui uma Socialista ?”
Depoimento de Maria Antónia Palla
“Que faz aqui uma Socialista ?” – perguntaram-me alguns jornalistas na apresentação da Candidatura da Maria José Nogueira pinto Á câmara Municipal de Lisboa.
E eu respondi : “porque não havia de estar aqui ?”.
Conheço-a há já alguns anos, tornei-me amiga dela, admiro a sua inteligência, a sua energia, a sua determinação, a competência com que tem desempenhado os cargos que assumiu.
Ao longo do nosso convívio e para lá das diferencias, tecemos laços, afectos, cumplicidades, em torno de princípios e causas comuns.
Se entro em sua casa, partilhando momentos importantes da sua vida pessoal e familiar, como poderia não aceitar o convite que me fez para partilhar agora um momento tão importante do seu percurso profissional e político ?
A amizade não é de esquerda nem de direita. Foi precisamente a consciência disso que a democracia nos proporcionou.
Conhecer a Zézinha foi, é um dos prazeres raros dos meus últimos anos.
Para além de outras razões, aprecio ainda nela o sentido lúdico com que vive os desafios, mesmo difíceis que enfrenta e o sentido de humor, que ambas cultivamos, que sustenta a lucidez e relativiza as opções humanas, necessariamente contingentes.
Para mim a amizade é uma felicidade e uma responsabilidade.
Lembro que o voto é secreto.
Só posso desejar-lhe o maior êxito nesta nova empresa em que se lançou.
Maria Antónia Palla
Publicado por CDSLX às 07:42 PM
Sondagem da Católica (CESOP)
Comentário de Maria José Nogueira Pinto
"Não vou dizer que comecei mais tarde, nem dizer que não tenho ainda cartazes na rua.
Não sei ainda qual foi o universo desta sondagem, mas relembro que há, em Lisboa, 35.000 idosos isolados.
Talvez eu tenha vindo para esta campanha representar as pessoas a quem ninguém telefona"
Publicado por CDSLX às 06:44 PM
Depoimento de Margarida Costa Ferreira
Maria José Nogueira Pinto, não precisa de apresentações.
Tive a honra e o privilégio de colaborar num grandioso desafio que foi relançar uma Instituição de enorme prestígio como a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, em que a força motriz foi a Senhora Provedora.
Numa entrega absoluta às causas em que acredita, trabalha com afinco, sinceridade e, de uma forma muito clara, sem lugar a subterfúgios cria, o “Sonho acordado”, de Ernest Bloch.
“Um Sonho que se manifesta na verdadeira fome psíquica pela qual se idealizam os planos futuros, se antecipam e dissipam as dificuldades e as obrigações de um hoje omnipresente, mas sobretudo que, projectando-nos, nos une na constituição de uma consciência antecipadora: a da fome pela mediatização do útil imaginário”
É portanto assim que, aceitando os desafios de uma forma inteligente, olha os problemas de frente, ordena as ideias, define estratégias, equaciona as questões, define objectivos e, como referia Gramsci:
“Inova e torna críticas as actividades já existentes”.
Com uma personalidade ímpar uniu sinergias e, independentemente da particularidade das convicções políticas, com um único propósito, exortou-nos a colaborar na edificação de uma nobre causa:
“o bem servir”
e … conseguiu.
A alma de Lisboa cresceu e, na convicção do trabalho realizado, ao seu dinamismo prestamos tributo.
Contudo, o sonho persiste … e precisa de ser continuado.
Ninguém melhor do que Maria José Nogueira Pinto tem determinação, coragem, e capacidade de “bem fazer”, e “fazer o bem”.
Um muito obrigada por tudo o que tem feito por nós.
Vamos acreditar, Lisboa!
Até sempre,
Margarida Costa Ferreira
Mestre em Direito
Publicado por CDSLX às 06:17 PM
julho 12, 2005
A questão do Aeroporto da Ota.
(Intervenção de Miguel Anacoreta Correia, enviada para o jornal A Capital)
O problema não se põe em termos absolutos: OTA ou Portela. O que está
em causa é saber se a decisão do Governo foi precedida de todos os
estudos necessários tendo em conta as implicações de um empreendimento desta natureza e dimensão. Não foi.
Já tive ocasião de dizer que, por exemplo, não foram feitos estudos
profundos sobre a saturação do espaço aéreo, sobre quanto custa o comboio que faz a ligação entre a OTA e Lisboa em menos de 20 minutos, sobre quanto custa desactivar e recuperar os terrenos poluídos da Portela... todos estes estudos não foram feitos. E, com certeza, muitos outros.
Mas o problema maior é que, essencialmente, não foi estudado o impacto económico da decisão de mudar da Portela para a OTA. Um novo aeroporto não é só uma questão de orçamento e de custo para o contribuinte, mas tem implicações económicas que não foram inimamente estudadas.Lisboa perderá competitividade.
Não foi realizado um estudo comparativo entre a Ota e a hipótese da
Portela reforçada por um dos dois aeroportos da Área Metropolitana de
Lisboa: Montijo ou Alverca. A Portela, dentro de dois anos, concluídas as obras em curso, ficará com uma reserva de capacidade de 30 a 40 por cento.
Estes "aeroportos complementares" - Montijo ou Alverca - poderão
atingir capacidades de seis a sete milhões de passageiros com investimentos muito moderados. Sou, em conclusão, contra a forma como foi tomada a decisão, gravissimamente lesiva para os interesses de Lisboa. Mas decisões destas, tomadas com ligeireza, sobre equipamentos de grande significado para a cidade de Lisboa, sem previamente consultar o município, são um hábito antigo do Governo central. Vamos a ver como se passarão as coisas para o TGV...
Esta deturpação foi há dias denunciada pela Dra. Maria José Nogueira
Pinto. Foi a única de todos os candidatos a fazê-lo. Adoptada desta
forma, esta decisão é um erro. Se for provado que a Ota é essencial para o todo nacional, obviamente que serei a favor. Repito: tomar a decisão nestes termos significa apenas mais despesa pública e prejuízo para Lisboa.
Miguel Anacoreta Correia
(Segundo na lista do CDS-PP à Câmara Municipal de Lisboa)
Publicado por CDSLX às 10:46 AM
Convenção do CDS inicia campanha das autárquicas
(Notícia JN, de 12 de Julho)
O CDS vai dar o "pontapé de saída" para a campanha das eleições de Outubro com uma convenção autárquica a 3 de Setembro, no distrito de Aveiro, onde será apresentada a "carta do autarca democrata-cristão".
De acordo com o secretário-geral Martim Borges de Freitas, a reunião, que funcionará como a "rentrée" do CDS depois das férias, servirá para proclamar o conjunto de medidas pelos quais se devem reger os candidatos autárquicos do partido.
A pouco mais de um mês da data limite de entrega das listas de candidatos autárquicos (16 de Agosto), o secretário-geral do CDS-PP escusou-se a fornecer números sobre este processo, mas adiantou que "já existem mais coligações com o PSD do que em 2001".
Publicado por CDSLX às 04:01 AM
julho 11, 2005
"Nogueira Pinto recupera atraso na partida"
(Notícia JN de 11 de Julho)
"Foi a última a apresentar-se ao eleitorado como candidata à presidência da Câmara de Lisboa. Depois do logro das negociações para uma coligação com o PSD, o CDS/PP escolheu Maria José Nogueira Pinto para o lugar. Com todos os outros concorrentes no terreno, a ex-provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa apressa-se agora para recuperar o atraso.
Como os tempos são de contenção, Maria José Nogueira Pinto deverá ficar com a sua sede de candidatura localizada num espaço do Largo do Caldas criado para esse fim, explicou ao DN, Adelaide Lucas Pires, responsável pela campanha. A racionalização de meios comanda, pois no mesmo edifício funciona também a sede do partido que a apoia.
No dia 21, Maria José Nogueira Pinto deverá apresentar o seu programa de candidatura num hotel de Lisboa. Até lá, prosseguem os trabalhos da estrutura partidária de forma a preparar o terreno para a candidata avançar em acções de campanha. A candidatura não descura as vantagens que as novas tecnologias oferecem e, assim já tem disponível um blogue lisboaemboasmaos.weblog.com.pt .
Maria José Nogueira Pinto vai recorrer ao capital de notoriedade que ao longo dos anos conseguiu desempenhando funções na área social em Lisboa, nomeadamente, como directora da Maternidade Alfredo da Costa e ainda como Provedora da Santa casa da Misericórdia. "As pessoas conhecem-me" afirmou sem rodeios a candidata quando se apresentou à corrida."
Publicado por CDSLX às 10:09 AM
julho 10, 2005
A Avenida da Liberdade é a artéria mais poluída da Europa
O que dizem os candidatos à Câmara de Lisboa
"Sensibilizar a população"
MIGUEL ANACORETA CORREIA
Segundo na lista do CDS-PP
(texto da edição de 10 de Julho do jornal Público)
O programa do CDS-PP contempla o problema da poluição atmosférica, "na medida em que a qualidade do ar é um dos direitos mais fundamentais dos cidadãos", diz Anacoreta Correia, número dois da lista do PP a Lisboa. O partido propõe actuar em vários sectores: o primeiro ponto é a sensibilização da população, nas empresas e nas escolas e prosseguir o programa de monitorização contínua.
"Não somos adeptos de medidas imediatas que não tenham sustentação em estudos, como a implementação de portagens diferenciadas ou restrições absolutas à penetração automóvel na cidade".
Mas o candidato acredita que "a medida mais eficaz é uma rigorosa fiscalização e repressão do estacionamento ilegal ou abusivo, o que também se estende à disciplina nas cargas e descargas". Deve haver mais corredores BUS. Para os mais de 3500 táxis em Lisboa, defende que 80 por cento desses veículos deve utilizar gás natural no prazo de seis a oito anos.A.M.
Publicado por CDSLX às 03:34 PM
julho 07, 2005
O blogue de Santa Isabel

A candidatura do CDS-PP à Junta de Freguesia de Sta. Isabel já tem o seu blogue. Bom trabalho!
Publicado por CDSLX às 08:13 PM
Mais blogues do CDS em Lisboa

No blogue Alcântara 2005 vai poder encontrar brevemente os rostos e as propostas da candidatura do CDS a esta Junta de Freguesia.
Também a lista à Junta de Fregusia do Beato vai dar a conhecer as suas ideias e candidatos no blogue Beato CDS.
Publicado por CDSLX às 08:06 PM
Agradecimentos
Pelas saudações e boas vindas, enviadas pelos os blogues "Forum Lisboeta", "Uma Geração às Direitas", "Nortadas" e "Cidadania LX".
Publicado por CDSLX às 07:51 PM
Mais um blogue do CDS em Lisboa

Aqui está o blog da candidatura do CDS/PP à Junta de Freguesia de São Sebastião da Pedreira.
Na próxima semana será possível encontrar neste blogue toda a informação relacionada com a lista, bem como as nossas propostas.
Publicado por CDSLX às 07:48 PM
julho 06, 2005
Depoimento de Rosalina Machado
O meu apoio à candidata, Dra. Maria José Nogueira Pinto, a Presidente da Camara Municipal de Lisboa, prende-se com o facto de todo o respeito e amizade que me merece, quer no campo pessoal quer como profissional.
Não queria deixar de salientar, que devido ao conhecimento que tenho de todo o trabalho por pela efectuado ao longo de vários anos, que considero ser a garantia de um exercício fundamental, para o desenvolvimento de Lisboa
Rosalina Machado
Chairman
Group Ogilvy Portugal, Lisbon
Publicado por CDSLX às 01:40 PM
julho 05, 2005
Apresentação de candidatos e do Programa
No próximo dia 21, pelas 17h30 no Hotel Tivoli, serão apresentados os candidatos aos orgãos autárquicos, bem como o Programa da candidatura à Presidência da Câmara Municipal de Lisboa.
Publicado por CDSLX às 06:59 PM
"Nogueira Pinto quer que aeroporto continue na Portela"
(Notícia Diário Digital)
"Candidata do CDS-PP à Câmara Municipal de Lisboa, Maria José Nogueira Pinto garantiu, no domingo, que tudo fará para que o principal aeroporto do País continue em Lisboa.
Segundo refere a edição desta segunda-feira do Correio da Manhã, a dirigente popular prepara-se assim para fazer frente ao Governo, que deverá anunciar em breve o futuro aeroporto internacional da Ota como parte do programa de investimentos para o período entre 2007 e 2009."
Publicado por CDSLX às 03:54 PM
O debate da Antena 1
(Notícia Correio da Manhã, de 2 de Julho)
"O debate, transmitido pela Antena 1, evidenciou que os cabeças de lista do PS, Manuel Maria Carrilho, e da CDU, Ruben de Carvalho, defendem soluções semelhantes para vários problemas.
A discussão centrou-se, no início, sobre o que fazer com o Túnel do Marquês, cujas obras estiveram paradas durante cerca de oito meses devido a uma providência cautelar interposta pelo advogado José Sá Fernandes, que agora se candidata como independente com o apoio do Bloco de Esquerda.
O comunista Ruben de Carvalho considerou que “já que se fez o buraco”, que seja um prolongamento do Túnel das Amoreiras e que termine na rua Rodrigo da Fonseca.
A candidata do CDS-PP, Maria José Nogueira Pinto, disse estar “muito assustada” pela inexistência de um estudo da sustentabilidade financeira do Parque Mayer e acusou a câmara de “falta de transparência”."
Publicado por CDSLX às 02:32 AM
"Nogueira Pinto paga dívidas e sai com saldo positivo"
(Notícia Cristina Serra, Correio da Manhã, de 3 de Julho)
"Redução das despesas e o aumento das receitas permitiram à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), em apenas três anos, acabar com um prejuízo de 77 milhões de euros e fechar as contas com um saldo positivo de 90 milhões de euros.
A ex-provedora, Maria José Nogueira Pinto, era uma mulher feliz no dia 30 de Junho, quando terminou o seu mandato.
Poucas horas antes, Nogueira Pinto desvendou ao CM o segredo de uma boa gestão. “A recuperação fez--se trabalhando a despesa, ou seja, havia muito desperdício, comprava--se mal, caro, e coisas não necessárias. O sector da alimentação foi posto em ‘out-sourcing’ e teve imediatamente um resultado bastante positivo; é um serviço que abrange quatro milhões de refeições por ano, no apoio social.”
Segundo dados da ex-provedora, as despesas da SCML em 2002 eram de 142 milhões de euros. Dois anos depois, com aumento de actividade, baixaram para 130 milhões. Enquanto as despesas são reduzidas, as receitas da instituição aumentam: de 121 milhões (em 2002) subiram para 201 milhões (em 2004).
CONTRATOS RENOVADOS
Perante dívidas tão avultadas, Maria José Nogueira Pinto chegou a colocar a hipótese do despedimento.
“As maiores despesas são com os recursos humanos e os aprovisionamentos. Pensei que tínhamos de despedir, o que é sempre violento. Falei com sindicatos na altura mas foi bom não ter de ser assim”. Contudo, foi necessário proceder à não renovação de contratos a termo, uma situação que abrangeu “umas dezenas largas de funcionários”. Avançou-se ainda com uma política de reformas antecipadas.
A recuperação da actividade permitiu depois “absorver o pessoal que estava excedentário à data da nossa entrada”, sublinha a ex-provedora.
A maior “fatia” das despesa da SCML vai para a acção social traduzida em subsídios para lares de idosos e crianças e subsídios para famílias, abrangendo uma factura anual de 92 milhões de euros.
MARKETING AGRESSIVO
Maria José Nogueira Pinto admite que “reduzir a despesa permitiu libertar mais dinheiro para a missão da Misericórdia que é ajudar as pessoas”.
Uma política agressiva no marketing dos jogos sociais permitiu à Santa Casa duplicar as receitas no espaço de três anos, passando dos 700 milhões (em 2002) para os 1400 milhões (em 2004). Os lucros distribuídos, nesses dois anos, passou de 200 para os 460 milhões.
Nogueira Pinto diz que os jogos foram tratados como verdadeiros produtos comerciais, com reestruturação da rede comercial, implementação do sistema ‘on-line’, acesso pela internet, placa digital e telemóvel.
“A modernização no acesso aos jogos, com a implementação das apostas através da internet e por telemóvel permitiu captar novos apostadores que não iam às agências beber café ou comprar o jornal e assim aumentámos as receitas”, concluiu.
INSTITUIÇÃO PODEROSA
Na hora de saída da Misericórdia, Maria José Nogueira Pinto leva uma mágoa: “Saio sem saber quem me vem substituir. Esta casa não merecia isto.” E adianta: “Estes números – os resultados da actividade dos três anos – mostram que esta é uma das instituições portuguesas mais poderosas.” Maria José Nogueira Pinto, candidata à Câmara de Lisboa, refere-se ao peso da instituição na economia nacional, especialmente devido ao Departamento de Jogos, fonte essencial de receitas, mas também ao património que possui, parte dele legado por beneméritos. “Os portugueses são muito generosos”, comenta. Fonte do Ministério do Trabalho e Solidariedade Social disse ao CM que a nomeação do novo provedor da SCML está “para breve”. Um dos nomes mais falados para ocupar o cargo de provedor e suceder a Nogueira Pinto é Rui Cunha, antigo secretário de Estado da Inserção Social. Fernando Paes Afonso também deixa o cargo de presidente do Departamento de Jogos.
JOGOS RENDEM 1400 MILHÕES DE EUROS
O Departamento de Jogos da Santa Casa foi o maior contribuinte para as receitas consolidadas. Em 2004 foram arrecadados 1400 milhões de euros, o dobro das receitas em 2002, que contabilizaram 700 milhões.
Para isso muito contribuiu a introdução do Euromilhões e da possibilidade de jogar através da internet e as alterações no Totobola.
Quanto à despesa, a Santa Casa despendeu mais de 40 por cento em actividades de acção social, 29 por cento na área da saúde, 2,6 por cento em acções relacionadas com a cultura.
Segundo dados da instituição, a população de Lisboa beneficiou, em 2004, de 67 000 consultas em ambulatório, 15 462 consultas ao domicílio, 52 454 atendimentos sociais e rastreios pediátricos a 872 crianças. Dado o envelhecimento da população, a Santa Casa proporcionou o acesso a lares, centros de dia, centros de convívio ou apoio domiciliário a mais de 4000 idosos. No combate à exclusão social, a instituição apoiou mais de 1500 pessoas sem-abrigo. Foram ainda realizados diversos projectos na área da saúde, incluindo rastreios nas creches e jardins--de-infância, práticas de saúde comunitária e familiar e um centro de acolhimento e vigilância para terapêutica para doentes com o VIH. O processo de adopção de crianças foi acelerado, permitindo que 44 crianças tenham iniciado o processo de pré-adopção, 48 crianças foram adoptadas, 62 famílias adoptantes foram seleccionadas.
FORTUNAS, PRÉDIOS E ÚLTIMAS MORADAS
BARRAS OURO
A Santa Casa chegou a ter barras em ouro depositadas em bancos suíços, doadas por beneméritos. Outros bens têm sido entregues ao longo dos anos: terrenos, casas, edifícios, quadros e outras obras de arte são exemplos de heranças, testamendos legados à instituição.
IMÓVEIS
A SCML recebeu, neste mandato, 109 entregas voluntárias de chaves, 26 prédios totalmente devolutos e fez intervenção imediata em fogos vagos: 109 casas foram reabilitadas ou estão em vias de reabilitação. Em 2004 foram executadas 101 empreitadas e cerca de 1400 intervenções.
JAZIGOS
A SCML reabilitou jazigos: 174 no cemitério do Alto de S. João e 237 no cemitério dos Prazeres. Recuperou ainda o mausoléu dos beneméritos. No âmbito do Recria, tem oito processos de recuperação de imóveis. Em 2004 recebeu 4 562 387 euros de beneméritos e 784 853 euros de donativos."
Publicado por CDSLX às 02:08 AM
Jogos da SCML sobem 50% no semestre para 700 milhões
(Notícia Luís Villalobos com Bárbara Baldaia, Diário Económico, 4 de Julho)
"Euromilhões já vale cerca de metade das receitas. Governo ainda não tem sucessor para Maria José Nogueira Pinto.
Euromilhões assumiu-se definitivamente como a principal fonte de receitas da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), ao representar cerca de metade da venda dos jogos sociais desta instituição.
De acordo com dados recolhidos pelo DE junto da SCML, as vendas no primeiro semestre deste ano atingiram os 700 milhões de euros, um crescimento da ordem dos 50% vale a idêntico período de 2004. Desde valor, o Euromilhões valeu cerca de metade das verbas totais angariadas pelos jogos sociais nos primeiros seis meses.
Apesar de haver um subida consolidada das receitas dos jogos explorados pela SCML, verifica-se um ligeiro efeito de canibalização do Euromilhões face ao Totoloto e Loto 2.
Introduzido no início de Outubro, o Euromilhões, segundo a SCML, veio comprovar que a oferta não estava adequada à procura, tendo servido de combate ao jogo clandestino, através da transferência de verbas para o jogo legal.
Mantendo o ritmo de receitas verificado até Junho, a SCML estima atingir uma receita total de 1,4 mil milhões de euros em 2005, ficando assim acima da previsão inicial que apontava para os 1,3 mil milhões. Os lucros deverão ser da ordem dos 500 milhões de euros. Em 2004, a SCML teve vendas de 1.014 milhões e lucros de 352 milhões de euros.
A estratégia da mesa cessante (ver caixa) passava pela continuação do combate ao jogo ilegal e transferência de verbas para os jogos sociais através de novos lançamentos, como uma aposta mútua desportiva, dentro da filosofia do Euromilhões.
Governo procura provedor
O Governo considera que escolha do próximo provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa é algo que “exige uma escolha acertada, que requer ponderação”, segundo fonte oficial do Ministério do Trabalho e Solidariedade. Assim, embora o mandato da actual mesa, liderada por Maria José Nogueira Pinto, candidata à Câmara de Lisboa pelo CDS, tenha terminado na passada quinta-feira, dia 30 de Junho, ainda não existe uma nova administração, ficando a mesa cessante em funções. A mesma fonte garante a solução será resolvida “muito em breve”."
Publicado por CDSLX às 01:48 AM
Júdice apoia Nogueira Pinto
(citação do jornal 24HORAS)
"Agi de acordo com a minha consciência e não perguntei a ninguém. Até hoje nunca me preocupei em ser politicamente correcto"
José Miguel Júdice
Publicado por CDSLX às 01:38 AM
PSD pondera sancionar Júdice

(Notícia de Alexandra Marques, Jornal de Notícias de 4 de Julho)
"A Comissão Nacional de Jurisdição do PSD poderá abrir um processo disciplinar contra José Miguel Júdice, por ser o mandatário da candidatura do CDS-PP à Câmara de Lisboa, que é liderada por Maria José Nogueira Pinto. Jorge Bacelar Gouveia confirmou ao JN que, a Comissão vai reunir-se não esta, mas na semana seguinte e que a questão será analisada.
A título pessoal, o jurista, que é membro da Comissão, diz "estranhar que um militante do PSD que já ocupou lugares importantes no partido seja mandatário de uma candidatura adversária de Carmona Rodrigues, que é o candidato apoiado pelo PSD".
"Não fica muito bem a um militante tão prestigiado" essa decisão, referiu ao JN, alegando que a militância partidária "envolve responsabilidades e um certo comprometimento", que não foi respeitado.
Qualquer um dos nove membros da Comissão de Jurisdição pode propor a abertura de um processo disciplinar que será sujeito a votação, precisando de uma maioria de cinco contra quatro votos para ser aprovado. A sanção aplicada pode ir da simples advertência à suspensão de militante, até à expulsão.
Bacelar Gouveia lembra que já houve casos semelhantes em eleições autárquicas, mas com figuras menos conhecidas do partido e que, por isso, Júdice pode mesmo ser penalizado.
Ao JN, o ex-bastionário da Ordem dos Advogados disse que aceitou ser mandatário de Nogueira Pinto "no exercício de um direito" que lhe assiste e lembrou "Já fiz críticas duras a dirigentes do meu partido e nunca aconteceu nada". "Se me quiserem censurar, censurem, mas até ao momento não há nada a comentar", concluiu.
O vice-presidente do PSD, Azevedo Soares não quis pronunciar-se, reconhecendo, porém, que "é um facto político"."
Publicado por CDSLX às 01:28 AM
Júdice mandatário de Nogueira Pinto
(Notícia TSF, de 3 de Julho)
"Na primeira entrevista após o anúncio formal da sua candidatura, Maria José Nogueira Pinto respondeu a perguntas sobre a saída do Aeroporto de Lisboa para a Ota e a catedral de Lisboa, construção que foi recentemente aprovada.
No entanto, Nogueira Pinto não quais revelar quais os nomes que vão fazer parte da sua candidatura à Câmara de Lisboa, prometendo apenas algumas «surpresas».
Para já, apenas uma confirmação: José Miguel Júdice é o mandatário da campanha da candidata pelo CDS-PP à autarquia da capital.
Em declarações à TSF, Nogueira Pinto explicou por que escolheu o ex-bastonário da Ordem dos Advogados: «É uma pessoa que eu conheço há muitos anos e que acompanhou grande parte da minha vida.»
Sobre a decisão do Governo de avançar com um novo aeroporto a construir na Ota, Nogueira Pinto afirmou que, até ao momento, ainda não conhece nenhum documento que demonstre que a deslocalização do aeroporto é de absoluta necessidade, mostrando-se, deste modo, contra a medida.
Em relação às opções tomadas pela actual gestão camarária, Nogueira Pinto, que chegou a apelidar de «imbróglios» os projectos para a Feira Popular e o Parque Mayer, aplaude agora a construção de uma nova catedral na cidade.
Questionada sobre o adiamento da decisão em relação à casa Almeida Garrett, disse apenas tratar-se de uma matéria que pode ser retomada pela próxima gestão camarária."
Publicado por CDSLX às 01:21 AM
Júdice mandatário de Nogueira Pinto
(notícia Ana Serzedelo, EXPRESSO 2 de Julho)
"José Miguel Júdice vai ser o mandatário da candidatura de maria José Nogueira Pinto à Câmara Municipal de Lisboa.
O social-democrata e ex-bastonário da Ordem dos Advogados explica que é amigo da candidata há 40 anos e salienta o "seu papel notabilíssimo" na Santa Casa da Misericórdia.
Apesar de concordar que "seria natural que apoiasse o candidato do PSD para presidente da Câmara", Júdice diz que preferiu pôr a "amizade acima dos valores partidários".
E acrescenta: "Seria uma grande perda se maria José Nogueira Pinto não fosse eleita vereadora".
A ex-provedora deverá apresentar a sua lista e programa eleitoral na próxima semana.
Ontém de manhã, num primeiro debate, na Antena Um, entre os cinco candidatos a Lisboa, Carmona Rodrigues esteve debaixo de fogo. Manuel Maria Carrilho (do PS), Rubem de Carvalho (do PCP), Sá Fernandes (do BE) e Nogueira Pinto (do CDS)comcentram-se no ataque ao actual presidente da autarquia, o que lhe dificultou claramente a tarefa.
Fonte da candidatura de carmona Rodrigues admitiu ao EXPRESSO que o formato dos debates tem de ser reequacionado. "Porque se se insiste nos debates a cinco, isto acaba sempre assim".
A SIC já terá proposto, para depois do Verão, uma série de debates a dois entre os vário candidatos à capital"
Publicado por CDSLX às 12:24 AM
julho 04, 2005
A hora de Maria José, por Daniel Sampaio
(texto publicado a 23 de Junho no jornal A Capital)
"Maria José Nogueira Pinto é uma excelente candidata à Câmara de Lisboa. Embora longe da sua perspectiva política, gosto do seu estilo: convicção e rigor nas suas posições, em diversos contextos, fazem com que tenha apreciado o seu percurso.
Quer na Maternidade Alfredo Costa, quer na Misericórdia de Lisboa, a sua actuação revelou um rumo claro e um sentido de serviço público que merecem registo. Conhece muito bem Lisboa, porque está no terreno há vários anos e a sua experiência de trabalho nos campos da Segurança Social e da Saúde são importantes trunfos para a campanha.
Deseja «refundar a direita» e por isso nunca entrou no núcleo sectário de Portas, que sempre soube ter um fim a prazo. Sabe que o avanço da sua ideologia dependerá da forma como o seu grupo souber defender (de modo sempre civilizado) os valores que a separam da esquerda.
Não vai ganhar a Câmara, mas comprometeu-se a aceitar trabalhar na autarquia, respeitando o mandato que obtiver: uma atitude correcta, que deveria servir de exemplo a muita gente. Esperemos pelo seu programa, para o analisarmos em conjunto com o dos outros candidatos, pois Lisboa precisa de ideias e de propostas transformadoras e o seu contributo por certo será útil. Tem para já um mérito: ao contrário de Carmona, sempre soube manter distância face à aliança Santana-Portas, de quem os portugueses não têm saudades. Ainda bem que aparece na luta eleitoral por Lisboa."
Publicado por CDSLX1 às 07:16 PM
Nogueira Pinto rejeita coligação com Carmona

"Candidata do PP diz que não irá "remendar erros dos outros" Se perder, ficará como vereadora"
(in Jornal de Notícias)
"A única mulher que se candidata à chefia da Câmara de Lisboa garantiu, ontem, que não se coligará com a lista do independente, apoiado pelo PSD, Carmona Rodrigues. "Não estou aqui para coligar-me, mas para ganhar", disse. E afirmou que, como presidente ou vereadora, não irá "remendar os erros dos outros", como "os imbróglios" do Parque Mayer e da Feira Popular, mas tentar resolver os problemas dos lisboetas.
Na apresentação oficial da sua candidatura, num hotel da cidade, a candidata do CDS-PP, Maria José Nogueira Pinto, anunciou que o deputado Miguel Anacoreta Correia será o número dois da sua equipa, que deverá ser conhecida, com o programa da candidatura, já no próximo mês.
A candidata adiantou ainda que convidará independentes para a lista, uma vez que teve "carta branca" do partido para o fazer, mas não revelou se o vereador independente António Carlos Monteiro, que estava a seu lado na mesa, será um deles. O programa será "conciso" porque, disse, "é preciso saber muito para escrever pouco" e não terá soluções milagrosas para "os imbróglios" que as anteriores gestões camarárias criaram. Por isso, apenas disse que, em relação ao projecto do arquitecto Frank Gehry para o Parque Mayer, não gosta "de factos consumados", além de ser preciso avaliar os custos que implica, uma vez que a situação financeira da Câmara "não estará bem".
Os agradecimentos foram dados à família, à Distrital lisboeta e ao líder do partido, José Ribeiro e Castro, que destacou a capacidade de acção da ex-provedora da Santa Casa e lançou uma picardia ao candidato do PS, Manuel Maria Carrilho, quando disse ser fácil ter ideias. "Difícil é fazer... fazer obra"."Fazer em tempo útil"Para Maria José Nogueira Pinto, a presidência da Câmara é uma questão de liderança, que quer partilhar, em especial, com as juntas de freguesia, para que tudo possa ser feito "em tempo útil". Questionou, aliás, a razão de tantos projectos se arrastarem indefinidamente ao longo de diferentes mandatos.
Prometeu também que a Câmara será um parceiro privilegiado nas relações com o Governo, para que as decisões sobre o TGV, o futuro aeroporto e novos hospitais não sejam tomadas "à revelia dos lisboetas".Para além dos problemas dos jovens, do meio ambiente, do turismo e do excesso de tráfego, a candidata prometeu ainda olhar para "as cidades ocultas" onde há bolsas de pobreza, idosos sós, tantos obstáculos aos deficientes e tão poucos equipamentos de apoio às famílias . E assegurou "Não vou ter treinadores pessoais, não vou deixar que me vendam como um sabonete ou uma margarina, não vou falar do que não sei, nem subjugar o meu discurso a mediatismos".
Socialista dá apoio sem revelar voto
Maria Antónia Palla, socialista e mãe do ministro António Costa, esteve na sessão a apoiar a amiga Maria José. Sobre o sentido do voto, a jornalista disse não conhecer o programa de Carrilho nem ter sido convidada para a apresentação da candidatura do candidato do PS. Mas que, domingo, vai a Sintra apoiar João Soares.
Carlos Monjardino, Cinha Jardim, Medina Carreira, as ex-secretárias de Estado Sofia Galvão (do PSD) e Teresa Caeiro (do CDS), além de Nuno Magalhães e o ex-chefe de gabinete de Portas, José Bourbon, foram alguns dos presentes."
Publicado por CDSLX1 às 07:14 PM
Uma candidatura para ganhar.

"Candidata do CDS afasta o cenário de coligação. Uma candidatura para ganhar. É assim que a vê Maria José Nogueira Pinto "
Luísa Botinas
(texto publicado no DN, 22 de Junho)
"A hipótese de um acordo pós-eleitoral entre CDS/PP e PSD está posta de parte - para já -, a julgar pela posição ontem assumida por Maria José Nogueira Pinto durante a apresentação da sua candidatura à presidência da Câmara Municipal de Lisboa.
"Encaro esta candidatura com seriedade e por isso estou aqui para ganhar, não para me coligar. Aceitarei o lugar que os lisboetas me quiserem dar, mas não penso em coligações", disse a propósito de um eventual entendimento pós--eleitoral com o candidato do PSD, Carmona Rodrigues.
Procurando marcar a diferença pelo seu trabalho e prestígio relativamente aos quatro concorrentes ao lugar, Maria José Nogueira Pinto, apesar de partir atrasada para a corrida, considera que vai muito a tempo e até lembrou a fábula da lebre e da tartaruga.
Recusando as "obrigações" habituais dos candidatos em tempo de campanha, a ainda provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa garante que não vai ter "treinadores pessoais". E acrescenta "Não vou deixar que me vendam como se fosse um sabonete ou uma margarina". Prometendo divulgar a composição da sua equipa e respectivo programa eleitoral ainda antes de Agosto, Maria José Nogueira Pinto sublinhou que Miguel Anacoreta Correia será o número dois e ainda o facto de querer ter na sua lista nomes de "independentes", não "para enfeitar", mas porque o contributo é importante.
Perante casos bicudos como o do Parque Mayer ou a Feira Popular, a candidata, que entende que "não há nada pior do que ir para os sítios para arrumar os erros dos outros", preferiu dizer que vai para a Câmara de Lisboa "devolver a cidade aos cidadãos".
"O meu nome, o meu trabalho, aquilo que já fiz e uma excelente equipa." É neste capital que a candidata aposta para apresentar aos lisboetas. Sublinhando que vai trabalhar com os serviços municipais, pois "as instituições devem renovar-se sem rupturas", Maria José Nogueira Pinto prometeu também ouvir as freguesias, com vista a uma gestão de proximidade de uma cidade cujos problemas dos deficientes, dos idosos, da droga e da pobreza quer resolver. Na apresentação da candidatura do CDS/PP à Câmara de Lisboa estiveram personalidades que saem claramente do círculo "popular". Medina Carreira e Sofia Galvão foram alguns dos nomes fora da esfera CDS/PP que apareceram além, obviamente, da família. O apoio das estruturas partidárias também não falta, garante."
Publicado por CDSLX1 às 07:13 PM
Maria José Nogueira Pinto
Maria José Avillez Nogueira Pinto tem 53 anos, é casada e mãe do Eduardo, da Catarina e da Teresa. Nasceu em Lisboa, na casa onde ainda hoje vive, no Campo Grande.
Licenciada em Direito pela Universidade de Coimbra exerceu, até ao momento, os seguintes cargos:
- Investigadora do Gabinete de Estudos Rurais da Universidade Católica
- Vice-Presidente do Instituto Português de Cinema
- Adjunta da Mesa da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa
- Provedora Interina da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa
- Directora da Maternidade Alfredo da Costa
- Subsecretária de Estado da Cultura
- Consultora da Fundação Calouste Gulbenkian
- Deputada da Assembleia da República, por Lisboa, CDS-Partido Popular
- Líder do Grupo Parlamentar do CDS-Partido Popular
- Administradora da Fundação para a Saúde
- Representante de Portugal na Secretaria de Cooperação Ibero-Americana
Foi, ainda, autora do livro “o Direito da Terra”, colaboradora da Enciclopédia Jurídica e da Enciclopédia Luso-Brasileira, do Jornal Expresso, Público, A Capital, Diário Económico, RTP e SIC.
Integrou as Comissões para o Ano Internacional da Família e para o Ano Internacional do Voluntariado, a título individual, por nomeação do Primeiro-Ministro.
Foi desde 2002, Provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
Apresentou, neste mês de Junho, a sua candidatura à Câmara Municipal de Lisboa com a campanha "Lisboa com certeza Em Boas Mãos".
Publicado por CDSLX às 07:12 PM
Apresentação da candidatura

PORQUE ESTOU NESTA CANDIDATURA
Pela Cidade de Lisboa. A minha cidade, onde nasci, cresci e onde vivo.
Para a qual trabalhei, que conheço não apenas como cidadã residente, no meu quotidiano, mas que conheço também pelo meu trabalho em algumas das mais importantes instituições que servem esta cidade e os seus cidadãos.
Dirigi-as, por meu modo de ser, no contacto directo com as pessoas, nas ruas, nos bairros, nas freguesias onde se desenrola o seu dia-a-dia onde se entendem os seus problemas, as causas destes e as possíveis soluções.
As pessoas conhecem-me e sabem que sou uma mulher de compromissos. E encerrado o compromisso com a SCML, bem importante, que cumpri com alegria, rigor e escrúpulo, posso assumir um novo compromisso em toda a sua plenitude e com todas as implicações que dele decorrem e decorrerão.
Estou a dizer-vos que eu vou para a Câmara de Lisboa.
Vou cumprir o mandato que os Lisboetas me derem.
E fá-lo-ei nos termos em que, hoje, assumo este compromisso publicamente.
Estabeleço aqui, uma nova aliança com os Lisboetas.
COMO ESTOU NESTA CANDIDATURA
Venho com uma teoria geral sobre Lisboa. Uma linha de fundo, um fio condutor aberto, suficientemente aberto para que o tempo de campanha não seja um tempo de certezas absolutas, mas antes um tempo de ouvir e sentir, perceber melhor e reflectir, até chegar a uma oferta identificada com o real, o concreto, a diferença, o detalhe. A campanha será também um processo de aprendizagem.
Porque a cidade é uma vida colectiva, que pela sua natureza cruza diversidades, conflitos e interesses, sabemos que o seu projecto tem de ser sempre um projecto de compromisso.
A vida das pessoas, de todos nós, de cada um de nós, dos Lisboetas, é também feita de pequenas coisas concretas.
São elas o importante, muito mais do que os grandes dossiers, os projectos de grande impacto mas fracos resultados, as teorias aparentemente quase perfeitas.
São elas que permitem rapidamente melhorar as condições de vivência e convivência dos Lisboetas no seu dia-a-dia, na resposta eficaz e qualificada das suas necessidades habituais.
É a cidade do quotidiano.
Convém lembrar que a CML existe porque existe a cidade e os Lisboetas. Não é um fim em si mesma. Não é o termo da corrida eleitoral. E também não é um instrumento para fazer o que eu penso, ou o que os candidatos no geral pensam, mas para realizar o que os Lisboetas querem e precisam:
- bons serviços
- respostas em tempo útil
- transparência
- informação, etc.
Penso, pois, fazer oportunamente a apresentação da equipa que me acompanhará e do programa da candidatura.
Essa vai ser a ocasião de expor com clareza o que penso que a Câmara pode, por exemplo, fazer pelos jovens da nossa cidade que é muito mais do que prometer-lhes habitação; como pode Lisboa situar-se no plano das cidades mais competitivas; porque penso que a actividade turística deve ser considerada um desígnio para a nossa cidade e a consciência do que isso implica; porque devemos apostar forte pelos municípios vizinhos numa Área Metropolitana que não seja apenas mais papel e que seja sentida pelos seus habitantes; porque deve uma Lisboa com mais solidariedade praticar o reconhecimento pela dignidade da velhice; porque acho que os lisboetas, no seu interesse, devem ser exigentes com o meio ambiente que reclama, a seu respeito, um compromisso cívico; insistirei na ideia de que as boas práticas podem mais e dão melhor resultado do que o betão; também como podemos fazer para que se perca menos tempo no congestionamento automóvel; para que as nossas ruas e avenidas sejam mais seguras e os passeios não sejam um prolongamento das ruas, mas coisa diferente e que pertence de facto aos peões.
Estes são alguns exemplos de questões em que a nossa candidatura vai insistir.
É para uma forma diferente de administrar Lisboa, para uma população que queremos mais feliz, para uma cidade com elevado grau de auto-estima e que não se resigna a ser resignada, que vamos trabalhar.
E é por isso que não será nunca uma colagem de temas mediáticos, uma réplica às ideias alheias ou um puro exercício de retórica.
SABER FAZER
As cidades tornam-se frequentemente ingeríveis. Não são realidades homogéneas, implicam aspectos diversos, alguns muito técnicos; e ainda interesses por vezes desagregadores.
Venho com a convicção absoluta, que aliás a minha experiência profissional sempre confirmou, que o que se espera de quem aceita este tipo de responsabilidades é saber fazer.
Serão certamente muito importantes os conhecimentos técnicos, a capacidade de projectar, a coragem de decidir inteligentemente.
Mas estamos aqui para fazer.
Eu sei fazer. É fazer, realizar, concretizar, o que mais me motivou ao longo de muitos anos de trabalho público.
Vivemos hoje numa cultura de alibis que leva a desperdiçar energias, tempo e recursos em justificações de toda a ordem para explicar porque é que as coisas mais simples não acontecem. Porque razão se arrastam os problemas, porque motivo sobre o mesmo assunto se pensa isto e o seu contrário, porque se constatam erros crassos na concepção e execução de grandes obras.
Para justificar, afinal, negligências e incompetências de toda a ordem que se traduzem num enorme atraso. É pois urgente exigir que se faça. Os Lisboetas não querem mais projectos e teorias, ideias brilhantes e soluções inexequíveis.
Os Lisboetas querem a concretização de objectivos claros, simples, qualitativamente importantes. Querem boas práticas. E querem responsabilidade.
Mas ao contrário do que alguns pensam ninguém faz nada sozinho.
Diria mesmo que, nem sequer com uma excelente equipa, um candidato à Presidência da CML pode dar garantias de que fará e fará bem. A Câmara não é só um Presidente e a sua equipa.
A Câmara é também uma macro-máquina que tem de funcionar. Que tem de ser gerida.
A CML é uma capacidade instalada que é preciso pôr em funcionamento com a máxima eficiência. Um conjunto muito significativo de recursos humanos, técnicos, financeiros, físicos que são indispensáveis para operacionalizar as decisões.
A presidência da Câmara é pois, também, uma questão de liderança.
Eu tenho experiência de liderar grandes organizações. Tenho resultados nessa matéria. Estabelecer objectivos e alcançá-los, gerir máquinas complexas e potenciá-las, gerir pessoas e motivá-las.
Repudio em absoluto uma presidência que minimize este aspecto. Que subverta a cadeia hierárquica, dispense a capacidade instalada, despreze o capital acumulado de experiência e conhecimentos técnicos que a CML poss