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julho 04, 2005

Nogueira Pinto rejeita coligação com Carmona

foto Tiago Petinga - Lusa


"Candidata do PP diz que não irá "remendar erros dos outros" Se perder, ficará como vereadora"

(in Jornal de Notícias)

"A única mulher que se candidata à chefia da Câmara de Lisboa garantiu, ontem, que não se coligará com a lista do independente, apoiado pelo PSD, Carmona Rodrigues. "Não estou aqui para coligar-me, mas para ganhar", disse. E afirmou que, como presidente ou vereadora, não irá "remendar os erros dos outros", como "os imbróglios" do Parque Mayer e da Feira Popular, mas tentar resolver os problemas dos lisboetas.

Na apresentação oficial da sua candidatura, num hotel da cidade, a candidata do CDS-PP, Maria José Nogueira Pinto, anunciou que o deputado Miguel Anacoreta Correia será o número dois da sua equipa, que deverá ser conhecida, com o programa da candidatura, já no próximo mês.

A candidata adiantou ainda que convidará independentes para a lista, uma vez que teve "carta branca" do partido para o fazer, mas não revelou se o vereador independente António Carlos Monteiro, que estava a seu lado na mesa, será um deles. O programa será "conciso" porque, disse, "é preciso saber muito para escrever pouco" e não terá soluções milagrosas para "os imbróglios" que as anteriores gestões camarárias criaram. Por isso, apenas disse que, em relação ao projecto do arquitecto Frank Gehry para o Parque Mayer, não gosta "de factos consumados", além de ser preciso avaliar os custos que implica, uma vez que a situação financeira da Câmara "não estará bem".

Os agradecimentos foram dados à família, à Distrital lisboeta e ao líder do partido, José Ribeiro e Castro, que destacou a capacidade de acção da ex-provedora da Santa Casa e lançou uma picardia ao candidato do PS, Manuel Maria Carrilho, quando disse ser fácil ter ideias. "Difícil é fazer... fazer obra"."Fazer em tempo útil"Para Maria José Nogueira Pinto, a presidência da Câmara é uma questão de liderança, que quer partilhar, em especial, com as juntas de freguesia, para que tudo possa ser feito "em tempo útil". Questionou, aliás, a razão de tantos projectos se arrastarem indefinidamente ao longo de diferentes mandatos.

Prometeu também que a Câmara será um parceiro privilegiado nas relações com o Governo, para que as decisões sobre o TGV, o futuro aeroporto e novos hospitais não sejam tomadas "à revelia dos lisboetas".Para além dos problemas dos jovens, do meio ambiente, do turismo e do excesso de tráfego, a candidata prometeu ainda olhar para "as cidades ocultas" onde há bolsas de pobreza, idosos sós, tantos obstáculos aos deficientes e tão poucos equipamentos de apoio às famílias . E assegurou "Não vou ter treinadores pessoais, não vou deixar que me vendam como um sabonete ou uma margarina, não vou falar do que não sei, nem subjugar o meu discurso a mediatismos".

Socialista dá apoio sem revelar voto

Maria Antónia Palla, socialista e mãe do ministro António Costa, esteve na sessão a apoiar a amiga Maria José. Sobre o sentido do voto, a jornalista disse não conhecer o programa de Carrilho nem ter sido convidada para a apresentação da candidatura do candidato do PS. Mas que, domingo, vai a Sintra apoiar João Soares.

Carlos Monjardino, Cinha Jardim, Medina Carreira, as ex-secretárias de Estado Sofia Galvão (do PSD) e Teresa Caeiro (do CDS), além de Nuno Magalhães e o ex-chefe de gabinete de Portas, José Bourbon, foram alguns dos presentes."

Publicado por CDSLX1 às julho 4, 2005 07:14 PM