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setembro 14, 2005

Apostar no Turismo, apostar na competitividade

O Aeroporto de Lisboa, a alta velocidade ferroviária e as qualidades turísticas da capital foram alguns dos aspectos abordados na audição organizada ontem, no auditório do edifício novo da Assembleia da República, pelo grupo parlamentar do CDS-PP.

”As grandes opções de infra-estruturas e o Turismo como factor de competitividade para Lisboa” foi o tema escolhido para o debate que reuniu a candidata democrata-cristã à presidência da Câmara Municipal de Lisboa, Maria José Nogueira Pinto, o Vice-presidente da AR, ex-ministro do Turismo e cabeça-de-lista pelo CDS-PP à Assembleia Municipal de Lisboa, Telmo Correia, o presidente da Confederação do Turismo Português (CTP), Atílio Forte, o presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), Vítor Filipe, e o presidente da Associação dos Hotéis de Portugal (AHP), Luís Alves de Sousa.

Depois das introduções levadas a cabo pelo presidente da bancada parlamentar do CDS-PP, Nuno Melo, Telmo Correia começou por lançar o mote: “Temos que pensar o que Portugal faz e o que pode fazer... quais deverão ser as suas áreas de aposta?”. Para o deputado, “o Turismo deverá ser uma aposta estratégica. O Turismo é o petróleo de Portugal, um factor-chave do nosso desenvolvimento. Mais ainda se pensarmos em Lisboa”.

E é em Lisboa que Maria José Nogueira Pinto pensa, à medida que afirma que “neste momento é preciso pôr um ponto final no declínio que se vive. Lisboa não tem tempo para mais asneiras, para mais atentados contra nós próprios”.

Para a candidata do CDS-PP à Câmara de Lisboa, “o panorama é o de uma cidade que precisa de ser revitalizada”.
“Tornar Lisboa competitiva é uma ambição de qualquer presidente de câmara” e “a questão do Turismo é um factor determinante para a competitividade da cidade”.

Por tal, Maria José Nogueira Pinto defende que se deve dar especial atenção às acessibilidades, à qualidade ambiental, às entidades prestadoras de serviços de qualidade (nomeadamente na área da Saúde), à desburocratização, à segurança, à sinalética, e até à poluição visual.

Mas no final, “um dos principais factores de competitividade para arranque é gostarmos de nós, é a auto-estima”, acrescenta.
A candidata democrata-cristã aposta numa competitividade de Lisboa que começa com “o arrumar da casa” e a revitalização da cidade, quer seja ao nível urbano, económico e humano. “Há que trazer as pessoas para a cidade, porque só as pessoas tornam a cidade viva e nós não queremos que os turistas visitem uma cidade morta”.

Publicado por CDSLX às setembro 14, 2005 10:33 AM