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novembro 04, 2005
Vice da Câmara atribui a Carmona decisão de inviabilizar acordo com CDS
(Notícia Lusa)
Lisboa, 03 Nov (Lusa) - O vice-presidente da Câmara de Lisboa, Fontão de Carvalho, negou hoje que tenha sido o PSD a inviabilizar uma coligação com o CDS-PP na autarquia, atribuindo a decisão ao presidente da Câmara, Carmona Rodrigues.
"Quem faz as equipas é o presidente, não é o PSD. As decisões foram tomadas e assumidas pelo presidente", disse à Lusa o número dois da autarquia lisboeta, Carlos Fontão de Carvalho, reagindo às acusações da vereadora do CDS-PP, Maria José Nogueira Pinto, que responsabilizou o PSD pela ausência de acordo.
A vereadora do CDS-PP afirmou hoje que o presidente da Câmara foi "manietado pelo partido" nesta decisão.
O vice-presidente da Câmara, que transmitiu a posição oficial do executivo municipal, assumiu que "houve uma tentativa de acordo para a governabilidade da Câmara, mas isso não foi possível", deixando em aberto a possibilidade de "no futuro" encetar conversações com qualquer dos vereadores na oposição.
"Tivemos uma votação esmagadora em Lisboa, sentimo-nos legitimados pelo povo de Lisboa e por isso não vamos pôr em causa o nosso programa por causa de um acordo", frisou Fontão de Carvalho.
Face ao aviso de Nogueira Pinto de que não vai estar ao lado de projectos megalómanos como o Parque Mayer, o vice-presidente social- democrata disse que o seu partido não anunciou em campanha eleitoral "nenhum projecto megalómano", mas sim projectos virados para as pessoas.
"Se o Parque Mayer for novamente um desígnio deste executivo, não tem o nosso voto", declarou hoje Nogueira Pinto.
A vereadora alertou ainda para o facto de o CDS-PP não votar ao lado do PSD "se a reabilitação urbana for um negócio imobiliário puro e duro para Lisboa".
"Não percebo essas declarações porque não elegemos a reabilitação urbana como um mero negócio, mas como uma prioridade dos bairros históricos e outras zonas de Lisboa e vamos manter essa linha de actuação", afirmou Fontão de Carvalho.
O vice-presidente considerou ainda "uma atitude normal" a declaração da vereadora democrata-cristã de que estará "particularmente atenta" às contas e regulamentos da autarquia.
"Todos os vereadores vão estar atentos, o contrário é que seria de estranhar", reagiu.
ACL.
Lusa/Fim
Publicado por CDSLX às novembro 4, 2005 11:36 PM