novembro 11, 2005
Conselho para as minorias étnicas
(Notícia Lusa)
A vereadora do CDS-PP na Câmara de Lisboa vai propor a criação de uma comissão para estudar a situação dos bairros sociais e das minorias étnicas na cidade, como ponto de partida para uma intervenção nas zonas problemáticas.
A vereadora Maria José Nogueira Pinto, que falava hoje numa conferência de imprensa nos Paços do Concelho, alertou para os problemas de integração dos imigrantes de segunda geração, uma realidade para que as próprias comunidades chamam a atenção, disse.
"Estes jovens estão desenraizados da cultura dos pais, mas também não assimilaram a cultura portuguesa. Não se trata de um conflito de culturas, mas da ausência de referências culturais", referiu.
Sublinhando que os números oficiais apontam para a existência de 125 mil imigrantes na Grande Lisboa, mas que "não devem ser verdade", Nogueira Pinto afirma que "a situação da imigração e das minorias étnicas não está diagnosticada", defendendo a constituição de uma "comissão específica que permita ter, daqui a seis meses, uma radiografia tão precisa quanto possível da realidade".
A medida, que será apresentada ao executivo camarário liderado por Carmona Rodrigues (PSD) na primeira reunião pública deste mandato, no final do mês, propõe que o grupo seja integre diversas entidades públicas e privadas, como os ministérios da Educação, da Saúde, da Administração interna, da Segurança Social, a Câmara de Lisboa, representantes das minorias étnicas e instituições particulares de solidariedade social.
"Não há diagnóstico bairro a bairro e por isso não temos uma estratégia de intervenção", sublinhou a vereadora, que defende que "há que analisar a situação: quantos imigrantes temos, como estão distribuídos, quais os fluxos entre concelhos".
Após a recolha dos dados - que "existem, mas estão espalhados por diversas entidades" - a democrata-cristã acredita que será possível conceber um modelo de intervenção, "que deve ser articulado com o poder central e com os concelhos limítrofes".
Nogueira Pinto identifica duas situações problemáticas em Lisboa: os bairros da Ameixoeira e Alfredo Bensaúde, "com uma excessiva concentração de pessoas de etnia cigana, que têm uma cultura muito própria" e o bairro de Marvila, em Chelas, "que recebeu o número mais significativo de minorias étnicas".
"Não se trata de estigmatizar, mas há aqui algum desequilíbrio entre as minorias e a população portuguesa", referiu, considerando que "não houve o cuidado de transferir uma população suficientemente diversificada para não constituir guetos".
A vereadora defende a instalação de uma rede de equipamentos de proximidade, nomeadamente sociais, culturais, lúdicos e desportivos nos bairros sociais, como instrumentos de "aculturação" para as crianças e jovens, a par das escolas, formação profissional e trabalho com as famílias.
Nogueira Pinto referiu ainda a importância do diálogo com os mediadores, representantes das diversas comunidades, além do combate à guetização, através das políticas de urbanismo e de habitação.
A vereadora prometeu ainda interpelar o executivo municipal para que "ponha rapidamente em funcionamento" os conselhos municipais de Segurança e para as Comunidades Imigrantes e Minorias Étnicas, que envolvem vários organismos públicos e privados.
"O Conselho de Segurança teve um trabalho muito incipiente, e o das Comunidades nem sequer funcionou neste último mandato", frisou.
Notícia LUSA
Publicado por CDSLX às 11:06 AM
novembro 08, 2005
Carmona vai atribuir todos os pelouros até ao dia 16
(Notícia JN de 8 de Novembro)
O presidente da Câmara de Lisboa (CML), Carmona Rodrigues, afirmou, ontem, que todos os pelouros serão distribuídos pelos vereadores do PSD antes da próxima reunião do Executivo, marcada para dia 16. Em declarações à agência Lusa, nos Paços de Concelho, Carmona disse que a maioria dos pelouros já estão definidos, faltando apenas "algumas franjinhas".
Entre os cargos já certos, o presidente (independente eleito pelo PSD) ficará responsável pelo Urbanismo, Reabilitação Urbana e Turismo, enquanto o vice-presidente, Fontão de Carvalho, ocupará as Finanças, atribuição que já teve com a maioria PS/PCP e no anterior mandato, durante a presidência de Carmona.
O autarca anunciou a criação de um novo pelouro, o da Mobilidade, atribuído à vereadora Marina Ferreira, anterior presidente da Autoridade Metropolitana de Transportes, que vai ainda deter os Recursos Humanos. Pedro Feist, antigo vereador do CDS/PP, regressa dois anos depois de ter saído da autarquia, voltando aos pelouros que sempre deteve Desporto, Higiene Urbana e Viaturas.
A ex-chefe de gabinete e directora de campanha de Carmona Rodrigues, Gabriela Seara, vai ficar com a Habitação Social, Modernização Administrativa e Serviços Centrais, que vai acumular com o cargo de adjunta do presidente. António Prôa volta a ocupar o Ambiente e Espaços Verdes, pelouro que já deteve durante a presidência de Carmona no anterior mandato. O ex-secretário de Estado da Cultura dos governos de Durão Barroso e de Santana Lopes, Amaral Lopes, ficará ligado à mesma área. Desconhece-se, apenas, o pelouro que será atribuído a Sérgio Lipari, num mandato em que o PSD governa sem maioria.
Publicado por CDSLX às 07:25 PM
Carmona fica com pasta do urbanismo
(Notícia DN de 8 de Novembro)
Carmona Rodrigues garantiu que os pelouros da câmara de Lisboa estarão todos distribuídos pelos vereadores do PSD antes da próxima reunião do executivo autárquico, dia 16. Entre os cargos já certos, o presidente ficará responsável pelo Urbanismo, Reabilitação Urbana e Turismo, enquanto o vice-presidente, Fontão de Carvalho, ocupará as Finanças. Nenhum dos vereadores da oposição terá pelouros. Carmona anunciou a criação de um novo pelouro, o da Mobilidade, atribuído à vereadora Marina Ferreira, anterior presidente da Autoridade Metropolitana de Transportes, que vai ainda deter os Recursos Humanos. Pedro Feist, antigo vereador do CDS/PP, regressa dois anos depois de ter saído da autarquia lisboeta, voltando aos pelouros que sempre deteve Desporto, Higiene Urbana e Viaturas.
Publicado por CDSLX às 07:19 PM
novembro 04, 2005
Vice da Câmara atribui a Carmona decisão de inviabilizar acordo com CDS
(Notícia Lusa)
Lisboa, 03 Nov (Lusa) - O vice-presidente da Câmara de Lisboa, Fontão de Carvalho, negou hoje que tenha sido o PSD a inviabilizar uma coligação com o CDS-PP na autarquia, atribuindo a decisão ao presidente da Câmara, Carmona Rodrigues.
"Quem faz as equipas é o presidente, não é o PSD. As decisões foram tomadas e assumidas pelo presidente", disse à Lusa o número dois da autarquia lisboeta, Carlos Fontão de Carvalho, reagindo às acusações da vereadora do CDS-PP, Maria José Nogueira Pinto, que responsabilizou o PSD pela ausência de acordo.
A vereadora do CDS-PP afirmou hoje que o presidente da Câmara foi "manietado pelo partido" nesta decisão.
O vice-presidente da Câmara, que transmitiu a posição oficial do executivo municipal, assumiu que "houve uma tentativa de acordo para a governabilidade da Câmara, mas isso não foi possível", deixando em aberto a possibilidade de "no futuro" encetar conversações com qualquer dos vereadores na oposição.
"Tivemos uma votação esmagadora em Lisboa, sentimo-nos legitimados pelo povo de Lisboa e por isso não vamos pôr em causa o nosso programa por causa de um acordo", frisou Fontão de Carvalho.
Face ao aviso de Nogueira Pinto de que não vai estar ao lado de projectos megalómanos como o Parque Mayer, o vice-presidente social- democrata disse que o seu partido não anunciou em campanha eleitoral "nenhum projecto megalómano", mas sim projectos virados para as pessoas.
"Se o Parque Mayer for novamente um desígnio deste executivo, não tem o nosso voto", declarou hoje Nogueira Pinto.
A vereadora alertou ainda para o facto de o CDS-PP não votar ao lado do PSD "se a reabilitação urbana for um negócio imobiliário puro e duro para Lisboa".
"Não percebo essas declarações porque não elegemos a reabilitação urbana como um mero negócio, mas como uma prioridade dos bairros históricos e outras zonas de Lisboa e vamos manter essa linha de actuação", afirmou Fontão de Carvalho.
O vice-presidente considerou ainda "uma atitude normal" a declaração da vereadora democrata-cristã de que estará "particularmente atenta" às contas e regulamentos da autarquia.
"Todos os vereadores vão estar atentos, o contrário é que seria de estranhar", reagiu.
ACL.
Lusa/Fim
Publicado por CDSLX às 11:36 PM
Vereadora do CDS/PP acusa Carmona de estar manietado
(Notícia JN de 4 de Novembro)
Câmara Maria José Nogueira Pinto ficará na Oposição, sem pelouros, vigilante à actuação do Executivo de maioria PSD Não aceita servir de "alibi" para incapacidade governativa
Maria José Nogueira Pinto, única vereadora eleita pelo CDS/PP para a Câmara de Lisboa (CML), acusou, ontem, o presidente da autarquia, Carmona Rodrigues, de estar "manietado" pelo PSD, partido por que foi eleito, e de não ter a "independência" com que se apresenta. Numa conferência de imprensa na sede do partido, Nogueira Pinto anunciou que ficará na Oposição, sem pelouros, e responsabilizou o PSD por não ter havido acordo.
Nogueira Pinto acusou o PSD de ter tido "muitas hesitações" e "grandes dificuldades em formar uma decisão". "Lamento que tenha feito perder muito tempo ao CDS/PP", disse, referindo-se ao processo negocial, que se prolongou por mais de 15 dias e que terminou, de forma súbita, anteontem.
"Escassos minutos antes da (primeira) reunião do executivo, Carmona Rodrigues chamou-me ao seu gabinete para me dizer que, afinal, não era útil, nem oportuno, nem adequado fazer qualquer coligação com o CDS/PP", disse, considerando que o autarca foi "mensageiro" do PSD, quando não estavam em causa os pelouros que lhe seriam atribuídos.
Nogueira Pinto recordou que, no início do processo, Carmona sugeriu que ficasse com a Educação e Juventude, pastas que não aceitou por "não constituirem um pelouro". Quando lhe foi proposta a Acção Social, pôs como condição ficar com a Habitação e com a tutela da Gebalis, empresa municipal responsável pelos bairros municipais, por considerar tal essencial para um bom trabalho.
"Notei que havia um grande melindre em torno da Gebalis", disse, adiantando que se disponibilizou para que fosse o PSD a nomear a administração. "Só queria a tutela. Não discuto empresas, nem lugares", disse. Face às reservas de Carmona, afirmou estar disposta a ouvir outras propostas. "Tenho um curriculum muito diversificado. Isso podia facilitar as hesitações do PSD", disse, citando os Recursos Humanos, Aprovisionamento e Património.
Com o desfecho das negociações, Nogueira Pinto diz que "toda a responsabilidade da gestão e governabilidade da CML é exclusivamente do PSD, por vontade do PSD". E avisou "Não vou servir de alibi a este executivo camarário se não cumprir as 309 promessas que fez para os primeiros 180 dias".
Diz que vai estar na CML "para obrigar o PSD a cumprir o seu programa" e não para "criar obstáculos". "Sempre que Carmona levar uma boa medida, conta com o meu apoio", disse, anunciando que não vai aprovar propostas "despesistas" e de reabilitação urbana que sejam "um negócio imobiliário puro e duros. "Não vou apoiar qualquer megalomania como é o projecto do Parque Mayer", avisou.
* Com Carolina Silva
Os órgãos autárquicos do concelho, eleitos no dia 9, tomaram posse ontem à noite
Publicado por CDSLX às 11:34 PM
Maioria não fecha porta a coligação
(Notícia JN de 4 de Novembro)
Coube a Fontão de Carvalho, vice-presidente do Executivo, reagir às acusações de Maria José Nogueira Pinto. "Neste momento, não foi possível arranjar um entendimento entre os dois partidos", disse, adiantando que o PSD entendeu não aceitar a "exigência" feita pela vereadora do CDS/PP. Contudo, o vice-presidente da autarquia salienta que "o facto de não se ter conseguido chegar, agora, a um entendimento com o CDS/PP, não quer dizer que não se alcance no futuro". "Vamos ver", disse, "não quero fechar totalmente a porta a entendimentos pontuais ou globais com o CDS/PP ou com qualquer outro partido representado na CML". Fontão de Carvalho admite que o facto de o PSD governar em minoria (com oito elementos contra os nove da Oposição) vai obrigar a "mais diálogo".
Publicado por CDSLX às 11:32 PM
Nogueira Pinto diz que Carmona é "manietado" pelo PSD
(Notícia DN de 4 de Novembro)
Negociações acabam sem acordo em Lisboa. Nogueira Pinto não poupa nas críticas
susete francisco
"Havia um grande melindre em torno da Gebalis, quem sabe se já a pensar no Conselho de Administração"
Maria José Nogueira Pinto acusou ontem o presidente da Câmara de Lisboa de ter sido "manietado" pelo PSD, não tendo a independência de que "fez gala" durante a campanha eleitoral. A vereadora eleita pelo CDS respondeu assim ao encerrar das negociações para a formação de uma maioria na câmara da capital - que terminou sem acordo. Um desfecho pelo qual responsabilizou directamente o PSD, que qualificou como um "partido de hesitações".
Afirmando que ficará na câmara como vereadora, sem pelouro, Nogueira Pinto não poupou nas críticas ao processo de negociações. Segundo a dirigente centrista, Carmona Rodrigues comunicou-lhe na última quarta-feira, poucos minutos antes do início da sessão camarária, que "não era útil, oportuno, nem adequado fazer qualquer coligação com o CDS". Para Nogueira Pinto não há dúvidas de que "as negociações foram mais feitas pelo PSD" - "Carmona Rodrigues era apenas o mensageiro" -, até porque a ausência de acordo não se ficou a dever "a qualquer exigência do CDS que não pudesse ser satisfeita".
De acordo com a vereadora, Carmona começou por lhe oferecer o pelouro da Educação, o que Nogueira Pinto recusou. Questionada sobre a área que queria tutelar, apontou então a Acção Social, reclamando a tutela da Gebalis (empresa que faz a gestão dos bairros municipais), considerando que esta é essencial para a "construção de uma rede social de proximidade". "Notei que havia um grande melindre em torno da Gebalis, quem sabe se já a pensar no Conselho de Administração", disse Nogueira Pinto, acrescentando que chegou a dizer a Carmona que "só queria a tutela" e que o PSD poderia nomear a administração. A vereadora garante ter-se disponibilizado para "ouvir qualquer outra proposta", que nunca chegou.
Face a este desfecho, Nogueira Pinto deixa, desde já, um aviso a Carmona "Não vou servir de álibi a uma eventual incapacidade de [Carmona] cumprir 309 promessas nos próximos 180 dias". A vereadora assegura que "não será um obstáculo" ao cumprimento das promessas eleitorais do agora presidente, mas acrescenta também que não dará o seu acordo a "nenhuma megalomania".
Na resposta, o vice-presidente da autarquia, Fontão de Carvalho, desmentiu as acusações de Nogueira Pinto, garantindo que a decisão de não firmar o acordo "cabe inteiramente" a Carmona. Sobre o facto de a oposição estar em maioria no executivo camarário, o número dois fala em procura de consensos e diz acreditar que não existirão "forças de bloqueio".
Publicado por CDSLX às 11:29 PM
outubro 03, 2005
"Nogueira Pinto promete aumentar limpeza de ruas e iluminação"
(Notícia Lusa, Diário Digital)
"Lisboa, 03 Out (Lusa) - A candidata do CDS-PP à câmara de Lisboa, Maria José Nogueira Pinto, prometeu hoje aumentar a iluminação pública da baixa da cidade, disciplinar o estacionamento e reforçar a limpeza das ruas, se for eleita no domingo.
Em conferência de imprensa no terraço dos armazéns Pollux, com vista para a baixa da cidade, Nogueira Pinto defendeu a aplicação de várias medidas "que podem ser aplicadas em meses ou num ano" para "inverter a decadência e pôr em marcha um plano de desenvolvimento mais a longo prazo".
A fixação de "horários rígidos" de cargas e descargas nas zonas pedonais, tarifários de estacionamento mais barato para o comércio local, a limpeza diária da ruas com "duas lavagens semanais", o aumento da iluminação pública, "regras claras" para a venda ambulante foram algumas das medidas apresentadas pela candidata.
Assegurando que estas medidas podem ser aplicadas no "curtíssimo prazo", Maria José Nogueira Pinto considerou que "o que é preciso fazer só não foi feito por desleixo, incapacidade e falta de decisão" dos executivos camarários anteriores.
"É preciso liderança e capacidade de decisão. Estou habituada a fazer os consensos possíveis, com toda a disponibilidade para os consensos úteis", disse, acrescentando que a equipa que lidera é capaz "de fazer tudo ao mesmo tempo".
Acompanhada pelo líder do CDS-PP, Ribeiro e Castro, a candidata disse que dará prioridade à baixa de Lisboa, por se tratar de "um conjunto monumental classificado desde 1978", que "hoje está ao abandono".
As medidas hoje apresentadas serão "o primeiro passo" de uma intervenção "mais profunda" para "travar o despovoamento da cidade e trazer a classe média activa para baixa", defendeu.
"É necessário por termo à segregação, em especial dos idosos devido ao envelhecimento da população que vive nesta zona", sustentou, sublinhando ainda que as medidas contribuiriam para melhorar o turismo na capital.
Maria José Nogueira Pinto assegurou que, se for eleita para a câmara de Lisboa, promoverá a participação dos "diferentes actores, proprietários, moradores, agentes económicos e representantes de áreas sociais".
Por seu lado, Ribeiro e Castro, que disse ter "tantas expectativas" quanto ao resultado das eleições de 9 de Outubro, elogiou "o brio" da candidata, defendendo que a cidade e a política precisam de "pessoas briosas, que sabem fazer bem".
SF."
Publicado por CDSLX às 04:10 PM
"Zezinha quer campanha digna"
(Notícia Correio da Manhã, de 2 de Outubro)
A candidata do CDS-PP à Câmara Municipal de Lisboa, Maria José Nogueira Pinto, cancelou ontem a acção de campanha prevista para o Bairro Azul, por falta de residentes, transferindo a iniciativa para junto ao rio Tejo, próximo do restaurante Vela Latina, em Belém.
Local onde, segundo afirmou ao CM, encontrou “inúmeras famílias” e onde hoje, domingo, volta a insistir, pretendendo com estas acções de campanha sublinhar a importância que a candidatura dá “ao rio” e “usufruto que dele fazem os lisboetas”.
Instada a comentar a sondagem do CM que deixa o CDS-PP aquém dos votos necessários para chegar à vereação, Nogueira Pinto privilegia a “campanha digna” e argumenta que “até ao lavar dos cestos é vindima”. A candidata recusa comparações com a votação obtida por Paulo Portas há quatro anos, sublinhando a diferença de contextos: “Carmona Rodrigues não é Santana Lopes, para o bem e para o mal” e “em 2001, havia uma coligação de esquerda”.
Publicado por CDSLX às 07:49 AM
outubro 02, 2005
Nogueira Pinto critica falta de equipamentos e degradação na Expo
(Notícia Diário Digital, Lusa)
A candidata do CDS-PP à presidência da Câmara Municipal de Lisboa criticou este domingo a falta de equipamentos sociais no Parque das Nações e denunciou alguns sinais de degradação, que atribuiu à «indefinição administrativa» da Expo.
«O que não tem dono fica ao abandono. Não há escola, não há centro de saúde, não há paragens de autocarro e já se vêem alguns sinais de degradação porque há dúvidas sobre quem tem responsabilidade pelo espaço», afirmou Maria José Nogueira Pinto numa acção de rua no Parque das Nações.
A candidata democrata-cristã defende a criação de uma freguesia única no Parque das Nações, um espaço actualmente partilhado pelas Câmaras de Lisboa e de Loures e no qual o Governo também interfere através da Parque Expo.
Para Maria José Nogueira Pinto é necessário «extinguir a Parque Expo ou limitar as suas competências» no espaço e iniciar negociações com a autarquia de Loures para definir administrativamente as fronteiras da freguesia.
Num dia de campanha dedicado à zona ribeirinha, que incluiu ainda visitas às Docas e a Belém, a candidata do CDS-PP quis «fazer justiça a vários presidentes da Câmara pela progressiva recuperação» das zonas envolventes do rio e defendeu que é necessário manter o que já está feito, antes de criar mais habitação junto ao Tejo.
A uma semana das eleições autárquicas, Nogueira Pinto afirmou que não vai alterar a estratégia de campanha, até agora discreta e sem as habituais visitas a mercados, considerando que o estilo adoptado é aquele em que mais se revê.
«É uma campanha desenhada muito por mim e, por isso, eu responsabilizo-me pelo resultado«, afirmou.
Nas ruas da Expo, Maria José Nogueira Pinto distribuiu folhetos e apertos de mão e apelou ao voto, afirmando-se como um »valor seguro« para a cidade e garantindo que não vai perder a cor, mesmo com as altas temperaturas da campanha.
«Eu sou como aquelas roupas dos catálogos de senhora que têm um autocolante a dizer valor seguro. Não encolhe, não alarga, não desbota. É isso que eu sou», garantiu.
Diário Digital / Lusa
Publicado por CDSLX às 08:57 PM
setembro 30, 2005
"Nogueira Pinto denuncia partidarização da Câmara "
(Notícia Diário de Notícias, de 30 de Setembro)
"Maria José Nogueira Pinto, criticou a partidarização da autarquia através da colocação de assessores políticos sem experiência e formação em cargos de competência técnica. "Houve uma grande partidarização da Câmara, que já vem de longe e, numa casa como esta, que tem funções técnicas tão importantes, isso é praticamente a morte", disse a candidata numa acção de campanha junto ao edifício da autarquia em Entrecampos. "Os assessores políticos não podem substituir os técnicos", defendeu.
Nogueira Pinto distribuiu uma carta aos funcionários quando estes entravam para os serviços, na qual considerou que "a colocação de chefias sem experiência autárquica anterior e sem formação ajustada aos lugares" prejudicou a eficiência da autarquia, além de constituir um factor de desmotivação para as pessoas que ficaram subordinadas a essas mesmas chefias. Para Maria José Nogueira Pinto, "a Câmara é uma grande máquina que não funciona", nomeadamente devido à duplicação de competências."
Publicado por CDSLX às 07:35 AM
setembro 28, 2005
"Nogueira Pinto promete ajudas"
(Notícia Jornal de Notícias, de 28 de Setembro)
"Bem-vinda à nossa escola", receberam, em coro, as crianças do infantário do Bairro dos Lóios, em Marvila, a candidata à Câmara de Lisboa, Maria José Nogueira Pinto, ontem, ao fim da manhã.
Em reunião com a Associação de Moradores, que gere o centro de infância do bairro, a candidata do CDS-PP referiu que "é preciso incentivar o empenho dos cidadãos que realizam estes projectos, quando deviam ser da responsabilidade do Estado".
O infantário do bairro tem dificuldades com as despesas, já que, das 118 crianças matriculadas, apenas 92 são comparticipadas pelo Estado. "Não é possível pedir às Instituições Particulares de Solidariedade Social que façam de tesoureiro do Governo. Não se pode pedir este esforço", insistiu a candidata à autarquia.
As crianças presentearam Maria José Nogueira Pinto com desenhos e cartazes, onde expressaram os seus desejos para a escola e para o bairro. No "caderno reinvindicativo dos mais novos munícipes do concelho", como brincou Nogueira Pinto, estavam os pedidos de um campo de jogos e de material para as salas e recreio. "Vamos lá ver se com ou sem autárquicas arranjamos isto", prometeu a candidata.
A campanha passou ainda na Creche da Santa Casa da Misericórdia, no Jardim da Estrela, e na Fundação Júlia Moreira, na freguesia de São João ."
P. P. G.
Publicado por CDSLX às 08:05 AM
setembro 27, 2005
"CDS/PP acusa executivo camarário de «provincianismo»"
(Notícia Diário Digital / Lusa)
A candidata do CDS/PP à presidência da Câmara de Lisboa, Maria José Nogueira Pinto, acusou esta terça-feira de «provincianismo» o executivo social-democrata da autarquia devido à escolha do arquitecto Frank Gehry para reabilitar o Parque Mayer.
«Há um provincianismo que leva a pensar que trazer um grande arquitecto estrangeiro nos promove, em vez de ter a lucidez de resolver pequenos problemas da cidade», afirmou Maria José Nogueira Pinto, no final de uma visita à escola básica nº31 do Lumiar.
A escolha do arquitecto Frank Gehry para a reabilitação do Parque Mayer foi anunciada em 2002 pelo ex-presidente da autarquia Pedro Santana Lopes, entretanto substituído no cargo por Carmona Rodrigues, que também apoia a ideia.
A candidata democrata-cristã explicou que o principal objectivo da sua candidatura a Lisboa é «resolver pequenos problemas, tornar a cidade civilizada, pôr as coisas em ordem e fazer as pessoas felizes», em detrimento da realização de grandes obras ou eventos.
«Só depois disso, poderíamos ter Jogos Olímpicos ou rali Dacar», sustentou.
Maria José Nogueira Pinto escolheu dedicar o primeiro dia oficial de campanha para as eleições autárquicas de 9 de Outubro às crianças e à identificação de «problemas simples que não se resolvem».
Na escola básica do primeiro ciclo do Lumiar, a candidata ouviu as queixas da associação de pais, que lamentou a falta de obras na cozinha do estabelecimento de ensino, a ausência de grades nas janelas e a limitação de vagas no atelier de tempos livres.
Segundo Nogueira Pinto, a falta de respostas por parte da autarquia a estes problemas leva à adopção de soluções transitórias, que se revelam mais caras e menos eficientes.
«É mais caro ter um catering do que fazer obras na cozinha, é mais caro ter computadores encaixotados por falta de segurança do que pôr grades nas janelas. Tudo sai mais caro quando a administração do dinheiro é mal feita», concluiu.
Para resolver este tipo de problemas, a candidata defendeu a necessidade de criar bairros administrativos, que beneficiassem de uma transferência de competências e de verbas actualmente concentradas na autarquia.
Diário Digital / Lusa
Publicado por CDSLX às 06:48 PM
Lisboa - Candidata do CDS-PP
(Notícia Correio da Manhã, de 27 de Setembro)
Maria José Nogueira Pinto é a única candidata à maior autarquia do País que admite, no limite, despedimentos na Câmara. Um cenário extremo e que só pode ser encarado depois de feito um diagnóstico exaustivo das necessidades da autarquia.
Se houver excesso de efectivos, pode ter de ser rectificado”, declarou ao CM, especificando que tal hipótese seria aplicada a casos de vínculos precários. Para esta análise, concorre também a avaliação das funções das empresas municipais, como a da EMARLIS. A sua extinção é uma hipótese real para a candidata que defende também a extinção das Sociedades de Reabilitação Urbana (SRU).
"A ex-provedora da Santa Casa considera ainda que os “empreiteiros não têm direitos especiais”, são um grupo entre muitos outros, logo a sua influência não deve ser sobrevalorizada na cidade. E o tema da construção é uma área ‘cara’ à candidata, que alerta para situações onde a densidade de construção impede a qualificação do que já existe”.
“A câmara tem uma palavra a dizer sobre o que quer”, sustenta a candidata. A classe média, os idosos e mesmo os deficientes merecem especial atenção de Maria José Nogueira Pinto. A ex-provedora da Santa Casa tem ainda como prioridade, além das contas da autarquia, a criação ou reabilitação de equipamentos.
A candidata acusou ontem Carmona Rodrigues de ter um programa perigoso do ponto de vista “político”, porque, diz, o seu adversário “defende que é tudo mau e que é preciso fazer de novo”. Ora, Carmona é o actual edil.
No seu programa, Nogueira Pinto tem por objectivo a fixação da classe média na capital, porque “só 35 por cento da população activa vive em Lisboa”. A solução passa por uma nova política que permita rendas correspondentes a um terço dos rendimentos médios”. A candidata é adepta de Fundos Imobiliários que façam a gestão do património da Câmara, porque, como defende no seu programa, há 50 a 70 mil habitações vazias na capital.
TRÊS PROPOSTAS
SERVIÇOS
Candidata admite criar seis a oito Bairros Administrativos com funções de interligação entre os Serviços Centrais do Município e as Juntas de Freguesia.
SEGURANÇA
Nogueira Pinto quer adoptar sistemas de videovigilância nas zonas problemáticas e generalizar a instalação de tele-alarme nas casas dos mais idosos.
SAÚDE
Reforço do Apoio Domiciliário, Centros de Dia e Convívio para quebrar o isolamento são outras propostas. Assim como a criação de residências Assistidas para idosos."
Cristina Rita
Publicado por CDSLX às 02:51 PM
setembro 26, 2005
"Não dou empregos porque não sou o eng. Sócrates"

(Notícia DN, de 26 de Setembro)
filipe morais
"O discurso da candidata do CDS/PP à câmara municipal de Lisboa é assumido como politicamente incorrecto. Maria José Nogueira Pinto visitou ontem o bairro da Musgueira e , depois de ouvir vários moradores, defendeu que "fazer pedagogia" é o mais importante . "Venho explicar que não dou empregos porque não sou o engenheiro Sócrates e explicar o que a câmara pode fazer pelas pessoas que aqui vivem", porque há "uma cultura de direitos e poucos deveres e estas pessoas põem-se muito na posição de assistidas e não na posição de pessoas que têm de contribuir para as suas vidas".
A candidata sublinhou que "assiste-se mais a um fenómeno de exclusão do que pobreza e o provérbio chinês, de que é preciso ensinar a pescar, aplica-se muito bem". Nogueira Pinto entende que a sociedade tem que considerar este fenómeno e que, como candidata, tem que "vir a estes locais, mesmo que não seja bem recebida", o que chegou a acontecer. Ao ouvir algumas queixas, que passaram principalmente pelas dificuldades económicas, a candidata popular disse que as suas propostas passam pela "acção social e pelas competências. Temos obrigação de as dar às pessoas que não tiveram oportunidades, mas elas têm que estar dispostas a receber estas competências".
As queixas passaram ainda pela falta de transportes, com a residente Helena Maria, de 47 anos a explicar que "nem um autocarro nos dão". Já outro morador, que se definiu como "o presidente da sociedade dos pobres" interrogou a candidata sobre "o que vai fazer e como", criticando ainda o modelo de bairro social. No entanto, Maria José Nogueira Pinto elogiou o modelo aplicado, que junta prédios de realojamento com habitações para venda a custos controlados. "Não tenho nenhuma relutância em dizer que este modelo, que começou com João Soares e continuou com Santana Lopes, é muito mais integrador, embora saibamos que faltam outras componentes sociais que é necessário criar".
Crítica. Maria José Nogueira Pinto aproveitou ainda para criticar um patrocínio da Santa Casa da Misericórdia ao rali Lisboa-Dakar no valor de cinco milhões de euros, segundo revelou o jornal Expresso "Como candidata à câmara e tendo sido provedora da Misericórdia, tenho perfeita noção do que compete às duas entidades. Pensava que Lisboa ia contar com a Misericórdia, que não está vocacionada para um patrocínio desta dimensão. Um milhão de contos para o rali, é menos um milhão de contos para apoiar estas pessoas".
Publicado por CDSLX às 12:52 PM
setembro 22, 2005
"CDS quer mais segurança cívica "
(Notícia Diário de Notícias, de 22 de Setembro)
f.a.l.
"Maria José Nogueira Pinto foi ontem às instalações da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), em Lisboa, defender medidas intercalares para atacar o problema da insegurança nas suas várias vertentes. "O raciocínio político é de curto prazo", disse.
A candidata do CDS/PP ouviu os responsáveis da APAV traçarem um quadro negro sobre o apoio às vítimas de violência doméstica, de acidentes ou de assaltos e garantiu ser a favor da videovigilância e da introdução da figura dos "mediadores" em bairros problemáticos. Para o efeito, Nogueira Pinto lembrou a sua experiência na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, onde existem os "mediadores ciganos" que dialogam com aquela comunidade.
Manuel Ferreira Antunes e João Lázaro, respectivamente presidente e secretário-geral da APAV, adiantaram à candidata a sua preocupação face às estatísticas sobre as vítimas, que dizem ser pouco fidedignas. Contrastando as cifras negras com o que apelidaram de "cifras cinzentas", os responsáveis daquela instituição privada - que é contratada pelo sector público - alertaram para o facto de não existir "um critério uniforme de estatísticas". E, reforçaram, "no meio deste filme quem perde é a vítima", visto que para além do perigo da retaliação ainda sofre pressão para não apresentar queixa.
"Mais segurança não é necessariamente mais polícia", disse Maria José Nogueira Pinto, que concordou com os responsáveis da APAV no diagnóstico de problemas como o do urbanismo como factor de risco (tendo sido citado o exemplo de Chelas), da violência doméstica sobre idosos e, sobretudo, do papel dos próprios cidadãos na prevenção dos crimes. Neste ponto, aliás, Nogueira Pinto chegou a alertar para o facto dos "poderes eleitos" não poderem fazer tudo "Até convém que nos defendamos deles", disse a candidata democrata-cristã.
Admitindo que Lisboa não é uma "cidade tão segura quanto outras cidades", Maria José Nogueira Pinto garantiu no final da visita a importância do envolvimento dos cidadãos com a polícia no que designou de "detecção precoce". E lembrou que a necessidade de reforço dos efectivos da Polícia Municipal depende da PSP."
Publicado por CDSLX às 09:18 AM
setembro 21, 2005
"Nogueira Pinto quer envolver cidadãos na segurança"
(Notícia Lusa) "Lisboa, 21 Set (LusaTV) - A candidata do CDS/PP à presidência da Câmara Municipal de Lisboa defendeu hoje a necessidade do envolvimento dos cidadãos na construção das condições de segurança, afirmando que não é uma competência só da polícia. "A segurança é vista como qualquer coisa que fica só a cargo da polícia ou das entidades competentes", afirmou Maria José Nogueira Pinto, depois de visitar as instalações da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), acrescentando que há "uma perspectiva interessante que é a do envolvimento dos cidadãos na construção das condições de segurança". Seja ao nível dos comerciantes, dos vizinhos ou dos pais em relação aos filhos, a candidata defende a figura do "mediador" que consiste naquela "pessoa que pode actuar na detecção precoce e na prevenção em relação ao sistema de segurança". Maria José Nogueira Pinto defendeu também "a contratualização entre o estado e instituições como a APAV", uma vez que "cumprem um serviço público". "Embora sejam associações voluntárias, estão na persecução de um interesse público", disse a candidata. ACA. LusaTV/"Publicado por CDSLX às 09:58 PM
"CDS lamenta falhas de coordenação"
(Notícia Jornal de Notícias, de 21 de Setembro)
A sede do Regimento de Sapadores de Bombeiros de Lisboa foi o ponto de partida para mais um dia de pré-campanha de Maria José Nogueira Pinto.
Depois de um encontro com ocomandante Baptista Antunes, candidata do CDS-PP à Câmara de Lisboa fez questão de sublinhar a importância dos bombeiros "na segurança da cidade".
Na opinião da cabeça de lista democrata-cristã "há muitas falhas de coordenação" e "uma falta de competências atribuídas das diferentes entidades", seja Bombeiros, Protecção Civil ou INEM.
"Quanto mais se fragmenta, mais difícil será a resposta", acrescentou a candidata a autarca, para quem "a Câmara tem que ser responsável pela articulação entre instituições".
De acordo com uma informação divulgada pela candidatura, Maria José Nogueira Pinto encontrou-se com estudantes da Universidade Católica a quem explicou a sua opção de não tornar prioritária a construção de residências universitárias.
"Eu não tenho dinheiro para as vossas residências. Nem eu, nem nenhum candidato. Tenho outras prioridades que estão aí, espalhadas pela rua. É a pessoa que não tem o que comer, que não tem onde dormir", afirmou a candidata.
Publicado por CDSLX às 09:35 AM
setembro 20, 2005
"Desleixo na Droga"
(Notícia Correio da Manhã, de 20 de Setembro)
"Maria José Nogueira Pinto, candidata do CDS-PP à Câmara Municipal de Lisboa, denunciou ontem o “relaxamento do actual Executivo camarário” na política contra a droga e na “coordenação da rede de apoio” aos toxicodependentes, no final de uma visita ao Instituto da Droga e Toxicodependência (IDT), onde se encontrou com os responsáveis.
Sublinhando que “a actual Câmara não pode iludir as suas responsabilidades” na degradação de um problema que, na sua opinião, se agravou nos últimos anos, Maria José Nogueira Pinto apontou, como exemplo, a “falta de intervenção nos espaços nocturnos”.
No que respeita à estratégia nacional, Nogueira Pinto sugere uma melhor definição das quantidades previstas para consumo, para que não haja traficantes a fugir à Justiça, com o argumento de que a droga em sua posse é para consumo. A candidata sublinha, porém, respeitar a lei e que, apesar de ter criticado a descriminalização do consumo, não prevê alterar o actual quadro legal.
Também presente, o líder do CDS-PP, Ribeiro e Castro, sublinhou a “importância das questões sociais para esta candidatura”, no seu entender, “a melhor”, em especial depois do último debate televisivo. “Entre Carmona e Carrilho, valha-nos N.ª Sr.ª, o mesmo é dizer Maria José”, concluiu Ribeiro e Castro."
Rui Arala Chaves
Publicado por CDSLX às 08:14 AM
setembro 19, 2005
Maria José Nogueira Pinto visita o IDT
(Notícia Lusa)

Lisboa, 19 Set (LusaRádio) - A candidata do CDS/PP à Câmara de Lisboa, Maria José Nogueira Pinto, considerou hoje que a prevenção da toxicodependência é fundamental, face à avaliação pessimista o Plano Estratégico de Luta Contra a Droga.
Maria José Nogueira Pinto defendeu a articulação entre a autarquia e outras entidades mobilizadas no combate à droga com vista a impulsionar programas específicos de prevenção nas escolas e de intervenção tão precoce quanto possível em indivíduos ainda não dependentes de drogas.
A candidata do CDS-PP considerou "muito negativos" os resultados, divulgados pelo Instituto Nacional de Administração (INA), do Plano Estratégico de Luta Contra a Droga.
"Todos os objectivos a que esta estratégia se propunha não foram alcançados, em alguns casos há estagnação noutros casos há agravamento (Ó) não há nada de positivo ao fim de quatro anos (o horizonte era 2004)", afirmou Maria José Nogueira Pinto, durante uma visita ao Instituto da Droga e da Toxicodependência.
A candidata popular considerou que "muitos dos pressupostos deste plano não funcionaram por razões de vária ordem" e considerou indispensável que a autarquia tenha um papel activo na coordenação intersectorial assim como no que poderiam ser "planos de pormenor para a cidade de Lisboa, nomeadamente de maior pormenor em relação a determinadas zonas da cidade".
SV/ZCM.
Publicado por CDSLX às 06:43 PM
Nogueira Pinto olha para a droga e toxicodependência
(Notícia Radio Renascença)
15:18) Depois de uma visita de campanha ao Instituto da Droga e da Toxicodependência, a candidata por Lisboa considera que o aumento do consumo, a diminuição do tratamento e da prevenção fazem parte de um falhanço da autarquia da cidade.
A candidata "popular" foi esta manhã acompanhada pelo líder do partido, Ribeiro e Castro, que diz ter cada vez mais razões para estar satisfeito com a escolha de Nogueira Pinto para a capital. Ribeiro e Castro considera que não é indiferente quem fica à frente da autarquia de Lisboa para resolver o problema da droga na cidade.
Publicado por CDSLX às 06:41 PM
"Bem podem prometer a lua... "
(PRETO NO BRANCO, Fernando Madrinha, Expresso de 17 de Setembro)
"COM a experiência que já têm de promessas de campanha não cumpridas, os eleitores tendem a desvalorizá-las cada vez mais e a fazer as suas opções de voto em função de outros critérios mais subjectivos. Bem podem os candidatos prometer a lua que, se não souberem ou não puderem transmitir credibilidade e confiança, se não mostrarem um pouco de humanidade, um mínimo de simpatia e até de humildade, dificilmente mobilizam os votos que pretendem. Mesmo os daqueles eleitores habituais do partido por que concorrem, pois também essa identificação pela ideologia ou pelo espírito clubista já deu o que tinha a dar.
(...)
Perante este desempenho dos «grandes», é bem possível que muitos eleitores comecem a olhar com mais atenção para os «pequenos». E se é verdade que, nos debates da SIC-Notícias, Sá Fernandes já decepcionou, Ruben de Carvalho e, sobretudo, Maria José Nogueira Pinto vêm ganhando aos pontos o item da credibilidade. Podem muito bem vir a exceder bastante os limites dos partidos que representam, o que não serão boas notícias para Carmona nem para Carrilho. Em especial para este último, já que Nogueira Pinto, cuja candidatura foi aplaudida pelo PS na expectativa de enfraquecer a do PSD, capta bastante simpatia à esquerda, especialmente entre as mulheres. Se as baias partidárias não fossem, ainda assim, um grande obstáculo, quem sabe se não ganharia - e talvez mais merecidamente do que qualquer dos vencedores prováveis."
(Para ler o artigo completo, clique em "Continuar a ler")
Basta ver as análises às sondagens recentes sobre as presidenciais. Há muitos milhares de portugueses que jamais votarão em Cavaco Silva e outros tantos que nunca apoiarão Mário Soares. Mas isso tem cada vez menos a ver com a fidelidade aos partidos a que eles pertencem. Tanto que, na decomposição do eleitorado potencial de cada um dos pré-candidatos, aparecem percentagens significativas de votantes do PS, do BE e da própria CDU - embora esta seja a que fixa melhor a sua base - a optar por Cavaco. E o mesmo acontecerá com Soares no centro e na direita. Quanto mais os partidos monopolizam a vida pública, menos são donos dos votos dos eleitores.
O que é verdade para Belém não o é menos para as autárquicas, que têm uma fortíssima componente presidencialista. Nos milhares de cartazes que estão espalhados por esse país fora, provando cabalmente que a crise financeira não chegou aos partidos - um mistério que todos gostaríamos de ver desvendado um dia - o que salta à vista é uma campanha personalizadíssima de figuras, figurinhas e figurões cujos retratos às vezes são mais do que o bastante para um cidadão decidir, pelo menos, em quais não vota.
Em Lisboa, o «presidencialismo» da câmara e, portanto, das candidaturas, é ainda mais acentuado - de novo com a excepção da CDU, que se esforça por projectar uma ideia de equipa e transmite essa preocupação nos próprios cartazes. A prestação de cada um no contacto com os eleitores e nos debates televisivos assume, portanto, especial importância. Daí supor-se que Carmona Rodrigues e Manuel Maria Carrilho terão uma noção aproximada do desastre que foi para ambos a hora e meia de gritaria com que brindaram os espectadores da SIC-Notícias na quinta-feira.
Carmona, que tinha a seu favor uma imagem de serenidade e de seriedade argumentativa, conseguiu desfazê-la em grande parte. Começou por se queixar das agressões e insultos de Carrilho em debates e entrevistas anteriores, e caiu ele próprio em comentários de gosto duvidoso, expressões agrestes e «indirectas» incompreensíveis para a maioria dos espectadores, como a alusão, nunca explicada, a uma casa de banho luxuosa que Carrilho teria mandado instalar no Ministério da Cultura. No mais, o que passou foi uma visão burocrática dos problemas da cidade, por parte de um candidato sem alma, forçado a responder pelo que fez e pelo que não fez nestes quatro anos e sem que tenha para propor a mais pequena novidade.
Carrilho, por seu lado, deve julgar que a eleição se decide a favor de quem mais grita e fala mais depressa, independentemente do que diga e pouco dizendo além da banalidade - mas sempre com a pose de quem acaba de descobrir a pólvora. Faz de cada debate uma briga, sem o menor pejo de agredir e desconsiderar os outros para se pôr em bicos de pés. Ainda esta semana, na TSF, dizia que Sá Fernandes não tinha condições para presidir sequer a uma junta de freguesia, traçando dele um retrato muito próximo do de um pobre diabo.
Perante este desempenho dos «grandes», é bem possível que muitos eleitores comecem a olhar com mais atenção para os «pequenos». E se é verdade que, nos debates da SIC-Notícias, Sá Fernandes já decepcionou, Ruben de Carvalho e, sobretudo, Maria José Nogueira Pinto vêm ganhando aos pontos o item da credibilidade. Podem muito bem vir a exceder bastante os limites dos partidos que representam, o que não serão boas notícias para Carmona nem para Carrilho. Em especial para este último, já que Nogueira Pinto, cuja candidatura foi aplaudida pelo PS na expectativa de enfraquecer a do PSD, capta bastante simpatia à esquerda, especialmente entre as mulheres. Se as baias partidárias não fossem, ainda assim, um grande obstáculo, quem sabe se não ganharia - e talvez mais merecidamente do que qualquer dos vencedores prováveis.
Publicado por CDSLX às 06:26 PM
setembro 15, 2005
Nogueira Pinto quer "renovação de fundo" para Lisboa
(Notícia Lusa)
"Lisboa, 15 Set (LusaRádio) - A candidata do CDS/PP à Câmara de Lisboa defendeu hoje que Lisboa precisa de uma "renovação de fundo" e de "alguém que a agarre e a vire para o futuro".
Maria José Nogueira Pinto afirmou, durante uma visita à Maternidade Alfredo da Costa (MAC), que "Lisboa é um pouco como esta instituição no dia 9 de Outubro [data das eleições autárquicas] os lisboetas vão escolher entre ter obras de fachada ou ter uma renovação de fundo como aconteceu aqui".
A candidata recordou o tempo em que foi directora da MAC, no início da década de 90, durante o qual a instituição passou por "uma fase particularmente crítica", referindo que a sua equipa conseguiu "graças à capacidade técnica dos profissionais que aqui trabalhavam encontrar nichos de excelência e dotá-la de tecnologia de ponta".
"Primeiro tentámos encontrar a missão da maternidade e depois é que vieram as obras", sublinhou.
Maria José Nogueira Pinto disse ainda que a visita é uma homenagem à "casa mãe de Lisboa onde nasceu mais de um milhão de lisboetas".
A candidata do CDS-PP visitou, acompanhada pelo director da Maternidade Alfredo da Costa, Jorge Branco, a nova unidade de consulta de alto risco, que entrou hoje em funcionamento, e os cuidados intensivos da MAC.
ACA.
Publicado por CDSLX às 02:48 PM
setembro 14, 2005
"Lisboa deve ser ouvida sobre deslocalização do aeroporto"
(Notícia Lusa)
"Candidata do CDS/PP à Câmara Municipal de Lisboa, Maria José Nogueira Pinto, na audição parlamentar sobre "As Grandes Opções de Infra-estruturas e o Turismo como factor de competitividade para Lisboa".
"Lisboa tem de ser ouvida quanto à questão da deslocalização do aeroporto da Portela para a Ota, bem como a autarquia lisboeta, os agentes económicos e os representantes das empresas", afirmou Maria José Nogueira Pinto, à margem da audição parlamentar sobre "As Grandes Opções de Infra-estruturas e o Turismo como factor competitividade para Lisboa".
A candidata disse que não conhece qualquer estudo sobre a matéria e teve a confirmação neste encontro, pela voz do presidente da Confederação Portuguesa de Turismo, de que também os associados do sector não estão a ser informados sobre o impacto da medida.
Nogueira Pinto considerou que, "sendo o aeroporto um dos factores de competitividade determinante para a cidade", a sua deslocalização terá efeitos bastante negativos para a capital.
"Os empregos, os restaurantes, os hotéis e os táxis" serão os principais afectados uma vez que a cidade tem muito "turismo de fim-de- semana".
"Não estamos contra o aeroporto da Ota, mas a favor do aeroporto da Portela", sublinhou.
Para além disto, a candidata afirmou ser necessário resolver problemas como o do "ambiente, do ruído, da qualidade da água e da mobilidade", não só pelo turismo, mas principalmente pela "qualidade da cidade que só assim será competitiva".
ACA."
Publicado por CDSLX às 10:29 AM
setembro 08, 2005
"Nogueira Pinto contra taxa à entrada de automóveis em Lisboa"
(Notícia Lusa/Diário Digital)
"A candidata do CDS/PP à presidência da Câmara de Lisboa, Maria José Nogueira Pinto, contestou quinta-feira a ideia de introduzir uma taxa à entrada de automóveis na capital, considerando que a medida é «fácil, mas muito injusta».
A introdução de uma taxa à entrada de automóveis em Lisboa é prevista no programa eleitoral do candidato apoiado pelo Bloco de Esquerda, José Sá Fernandes, e admitida pelo candidato do PS, Manuel Maria Carrilho, apenas como «medida limite».
O programa eleitoral do candidato do PSD e actual presidente da câmara, Carmona Rodrigues, é omisso em relação a uma eventual portagem para os carros que entrem em Lisboa - medida que é aplicada em cidades europeias como Londres.
«Uma percentagem das pessoas utiliza o carro para entrar em Lisboa por necessidade e outra percentagem utiliza-o por egoísmo. A taxa é uma medida cega, uma medida fácil, mas muito injusta», declarou Maria José Nogueira Pinto à agência Lusa, depois de uma visita ao Centro de Recursos Multicultural, no bairro Padre Cruz.
A candidata do CDS/PP à Câmara de Lisboa argumentou que «existem ainda condições que não estão preenchidas» para que as pessoas possam não se deslocar de carro à capital, como a construção de parques dissuasores e «uma sequência correcta de transportes públicos», sem as quais não deve ser ponderada a introdução de uma taxa.
«Todos os dias há 400 mil carros que entram em Lisboa. É preciso criar essas condições e fazer pedagogia», contrapôs, salientando que actualmente, «o automóvel pode ser o meio mais económico e eficaz para uma família de classe média-baixa se deslocar».
Maria José Nogueira Pinto dedicou a manhã a visitar departamentos da Câmara Municipal de Lisboa ligados aos transportes e à acção social, entre os quais o Centro de Recursos Multicultural, um espaço dirigido às comunidades imigrantes e minorias étnicas, para conhecer a estrutura que se propõe dirigir.
Questionada sobre a estratégia do seu partido quanto às eleições para a Presidência da República, a presidente da mesa do Conselho Nacional do CDS/PP alegou não ser o momento adequado para se pronunciar sobre o assunto e aproveitou para acusar o PS de utilizar as presidenciais para desvalorizar as autárquicas.
«A candidatura do dr. Mário Soares é uma cortina de fumo que o PS lançou sobre estas autárquicas. Por cima de estas eleições procurar colocar outras é uma falta de respeito pela democracia», acusou.
Diário Digital / Lusa "
Publicado por CDSLX às 06:13 PM
setembro 01, 2005
"Idosos devem ser prioridade em Lisboa "
(Notícia Diário de Notícias, de 1 de Setembro)
Luísa Botinas
"Maria José Nogueira Pinto defende a intervenção do Estado na promoção do apoio a idosos e, quanto ao papel da Câmara de Lisboa, a candidata do CDS/PP à presidência da autarquia da capital é clara "O município deve incluir nas suas operações de reabilitação urbana uma componente de apoio a idosos, promovendo a construção de residências assistidas. Um caso paradigmático poderá ser o da Baixa, se avançar a sua recuperação como se anuncia."
Quando uma cidade como Lisboa já tem 25 por cento da sua população com mais de 65 anos e os problemas associados a esta faixa etária são sérios e caros para a sociedade, "um autarca tem que ter sensibilidade para a sua resolução", sustenta a candidata.
Não foi o facto de ter exercido o cargo de Provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa que levou Maria José Nogueira Pinto a dedicar o dia de ontem às questões sociais e a incluir uma visita a um centro da instituição. "Viemos porque o problema demográfico dos idosos em Lisboa é muito importante e vai custar cada vez mais caro, conforme os próprios estudos indicam."
O centro de Dia de Doentes de Alzheimer foi outro ponto de paragem que serviu para "mostrar a falta de ajudas disponíveis a estes doentes e suas famílias na rede social existente".
No entender da candidata, "para a resolução de problemas desta natureza é preciso estabelecer prioridades", acrescentou, mostrando incompreensão face à utilidade de investimentos municipais avultados "como o do projecto Gehry" para o Parque Mayer, quando "há ainda tanta coisa para fazer por estes Lisboetas".
Ribeiro e Castro, líder do CDS/PP, acompanhou a visita e considera que "desde Nuno Abecasis Lisboa não tinha uma pessoa com tanta sensibilidade para resolver os seus problemas como Maria José Nogueira Pinto"."
Publicado por CDSLX às 08:59 AM
"Zezinha nos Alunos de Apolo"
(Notícia Correio da Manhã, de 1 de Setembro)
"A candidata a Lisboa do CDS-PP, Maria José Nogueira Pinto, quis ontem mostrar como o papel de uma colectividade pode cumprir a missão de formação e entretenimento até para idosos.
Os Alunos de Apolo, com cerca de 600 associados, estão abertos durante o dia e são vários os idosos que lá passam para um pézinho de dança. Também foi lá que a candidata aprendeu a dançar o tango há uns anos. Ontem, dedicou parte do dia a defender residências assistidas para idosos".
Publicado por CDSLX às 08:56 AM
agosto 31, 2005
"Nogueira Pinto quer mais habitações e apoio a idosos"
(Notícia Lusa, Portugal Diário de 31 de Agosto)
"Cabeça de lista do CDS-PP à Câmara Municipal de Lisboa defendeu hoje novas políticas de habitação.
A cabeça de lista do CDS-PP à Câmara Municipal de Lisboa, Maria José Nogueira Pinto, defendeu hoje que a autarquia devia apostar na construção de residências para os idosos mais desfavorecidos da cidade.
"O que nós temos em Lisboa é residências para ricos. Acho surpreendente que uma cidade em que 25 por cento da população é idosa, sabendo nós dos baixos rendimentos e das despesas, que o que tenha avançado são as residências para idosos ricos", criticou.
Acompanhada pelo líder do CDS-PP, Ribeiro e Castro, Maria José Nogueira Pinto visitou hoje a unidade de saúde da Santa Casa da Misericórdia em Alcântara, Lisboa, responsável por um projecto-piloto de apoio domiciliário a idosos em três freguesias da cidade.
A candidata, ex-provedora da Santa Casa, defendeu a construção de "residências assistidas" para idosos desfavorecidos que necessitam de apoio domiciliário diário a nível de limpeza, alimentação e cuidados de saúde.
A equipa de apoio domiciliário da Santa Casa acompanha actualmente cerca de 100 idosos de três freguesias, 25 por cento dos quais a viverem sozinhos.
Para Maria José Nogueira Pinto, a construção das residências assistidas são uma forma de "combater o isolamento dos idosos", numa "perspectiva de "reabilitação urbana" que, disse, poderia ser aplicado na baixa de Lisboa.
"As pessoas mantinham a sua privacidade, seria muito mais humano e muito mais económico", disse.
No final da visita, o líder do CDS-PP elogiou "a qualidade política e humana" de Nogueira Pinto, e afirmou que o programa social da candidatura é uma das prioridades para Lisboa.
As eleições autárquicas realizam-se a 9 de Outubro."
Publicado por CDSLX às 06:06 PM
agosto 30, 2005
"Lisboa é cidade "hostil" para deficientes - Maria José Nogueira Pinto"
(Notícia Lusa, de 30 de Agosto)
Lisboa, 30 Ago (LusaTV) - Lisboa é uma cidade "hostil" para deficientes, disse hoje a candidata do CDS-PP à Câmara de Lisboa, Maria José Nogueira Pinto, defendendo a necessidade de criar "condições de autonomia" para os portadores de deficiência.
"A nossa função não é ter pena, é criar as condições da sua autonomia", afirmou Maria José Nogueira Pinto durante uma visita à Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal.
"É fundamental que as pessoas ganhem autonomia e possam viver tão normalmente quanto possível", disse a candidata do CDS-PP ao criticar as barreiras urbanísticas e sociais que os deficientes encontram, nomeadamente nos passeios, referindo "quem concorre a presidente da Câmara tem que ter isto em consideração".
Maria José Nogueira Pinto lembrou ainda que o apoio aos deficientes passa também pela melhoria de condições no domínio da habitação, em que "a câmara tem algumas responsabilidades", e não apenas na questão da acessibilidade nas vias públicas.
"Não custaria, tendo em conta um rácio equilibrado entre o número de deficientes e o número de fogos, conseguir que nos pisos térreos fossem construídas para estes deficientes as habitações", sublinhou a candidata do PP.
Maria José Nogueira Pinto afirmou que propôs à edilidade lisboeta a construção de apartamentos adaptados a deficientes motores e outros portadores de deficiência no rés-do-chão de prédios, uma vez que "os protótipos estão feitos".
Durante a visita que decorreu na zona de Chelas, Maria José Nogueira Pinto fez-se acompanhar pelo arquitecto Manuel Salgado, inicialmente apoiante da candidatura do PS à Câmara Municipal de Lisboa.
A candidata do CDS justificou a presença do arquitecto como perito, face à necessidade de "melhorar estes bairros de realojamento que precisam de correcção".
ZCM.
LusaTV/FIM
Publicado por CDSLX às 07:14 PM
"Nogueira Pinto em Chelas "

(Notícia SIC, de 30 de Agosto)
"Maria José Nogueira Pinto esteve esta manhã na Zona J de Chelas, numa acção de campanha para as autárquicas. A candidata do CDS-PP a Lisboa foi acompanhada pelo arquitecto Manuel Salgado.
Mais um dia de campanha, desta vez pelas ruas da Zona J, um bairro problemático da cidade de Lisboa. A candidata do CDS-PP quer saber o que está mal em termos urbanos e sociais. Os moradores aproveitam a passagem de Maria José Nogueira Pinto para criticar e pedir ajuda no realojamento.
Acompanhada pelos cabeças de lista de Marvila e do Beato, Maria José Nogueira Pinto, fez também questão de convidar Manuel Salgado. A visita guiada teve direito a comentários do arquitecto, que conhece bem as características urbanísticas da zona.
Manuel Salgado era apoiante do PS, chegou a ser falado como possível nº 2 de Manuel Maria Carrilho. Em Julho afastou-se do candidato socialista, acusando-o de deficiências de carácter. Agora diz que estar aqui ao lado de Nogueira Pinto não tem nada a ver com a candidatura dos populares.
Maria José Nogueira Pinto sublinha que a presença do arquitecto Manuel Salgado é apenas técnica. Ambos defendem que as observações do arquitecto em relação à zona de Chelas devem ser levadas em conta pelo futuro presidente da Câmara Municipal de Lisboa, independentemente de quem vier a ocupar o cargo."
Publicado por CDSLX às 07:12 PM
agosto 25, 2005
"Campanha do CDS abre diálogo com religiões"
(Notícia Jornal de Notícias, de 25 de Agosto)
Maria José Nogueira Pinto, candidata do CDS-PP à Câmara de Lisboa, enquadrou ontem os seus encontros com o cardeal patriarca e com líderes das comunidades islâmica, ismaili e israelita na "dimensão espiritual" da campanha autárquica. "Todas estas comunidades têm uma dimensão social importante", frisou a candidata, sublinhando que Lisboa tem de ser vista como "uma cidade multiétnica, multicultural e multireligiosa".
De acordo com Nogueira Pinto, na sua conversa com D. José Policarpo - que durou cerca de 40 minutos - ambos trocaram impressões sobre "a importância da revitalização da cidade em sentido lato".
À saída do encontro, a candidata aconselhou o PSD a preocupar-se mais com Carmona Rodrigues do que com o seu mandatário. "O dr. José Miguel Júdice é o meu mandatário político e, em breve, irá fazer campanha ao meu lado", prometeu.
A ex-provedora da Santa Casa da Misericórdia explicou ainda o facto de não ser o nome de Júdice que consta nas listas entregues no Tribunal Constitucional "Há o mandatário financeiro, há o mandatário que responde perante o tribunal pela veracidade das assinaturas, há o mandatário para a juventude e há o mandatário político, é isso que é o dr. Júdice".
Publicado por CDSLX às 08:13 AM
agosto 24, 2005
"Câmara acumula dívidas de água"
(Notícia Correio da Manhã, de 24 de Agosto)
"A candidata do CDS-PP à Câmara de Lisboa, Maria José Nogueira Pinto, considera que o seu adversário, Carmona Rodrigues, “desorçamentou mentalmente” uma dívida da empresa intermunicipal SIMTEJO às Águas de Portugal.
Por haver um acordo, não quer dizer que a dívida desapareça do Orçamento. Ela está lá”, referiu ao CM a ex-provedora da Santa Casa. E revelou: “a autarquia está a acumular um segundo pacote de dívidas”, numa alusão a despesas mensais. Esta é a resposta da candidata do CDS-PP à polémica em torno das dívidas da Câmara de Lisboa, designadamente um valor de 44 milhões da SIMTEJO, na qual as Águas de Portugal têm uma participação de 50,5 por cento e a autarquia detém 23,5 por cento. Segundo Carmona Rodrigues, há um acordo entre a autarquia e a Águas de Portugal para o pagamento daquela dívida da SIMTEJO.
Nogueira Pinto recorda, por seu turno, que houve um acerto de contas entre a SIMTEJO e a Câmara em Maio de 2005. A SIMTEJO tinha uma dívida de 14 milhões à Câmara. Feitos os acertos, ficou acordado que a autarquia pagaria em três anos a dívida de 30 milhões. A candidata desconhece se o acordo está ou não a ser cumprido, mas tem informações de que as despesas de água mensais, “que podem ascender a um milhão de euros”, estarão a ser acumuladas. Nogueira Pinto visitou ontem a Mesquita de Lisboa e hoje reúne com D. José Policarpo."
Cristina Rita
Publicado por CDSLX às 08:15 AM
"Nogueira Pinto quer religiões como factor de unidade"
(Notícia Lusa de 23 de Agosto)
Lisboa, 23 Ago (LusaRádio) - A candidata do CDS-PP à Câmara de Lisboa, Maria José Nogueira Pinto, defendeu hoje a diversidade religiosa como factor de unidade e não de divisão no tecido social da capital portuguesa.
"A nossa preocupação é que Lisboa se reconheça nesta diversidade e que seja capaz de criar as condições para que esta diversidade seja um factor de unidade e de riqueza e não um factor de divisão", disse Maria José Nogueira Pinto durante uma visita à Sinagoga de Lisboa e depois ter visitado a Mesquita e a comunidade ismaelita, numa acção de pré-campanha para as autárquicas de Outubro.
"A intenção destas visitas é, numa cidade que é multi-étnica, multi-cultural e multi-religiosa, acentuar o aspecto da importância destas religiões para a dimensão espiritual da cidade. A cidade é uma comunidade humana, tem uma dimensão espiritual e consideramos que todas estas comunidades religiosas têm um papel determinante no fortalecimento deste aspecto espiritual", explicou a candidata do CDS- PP à saída da Sinagoga.
Para a candidata à Câmara de Lisboa há enormes vantagens que podem advir do reconhecimento da realidade sócio-cultural de Lisboa, uma vez que, explicou, "a cidade foi sempre uma porta de entrada e de saída, sempre uma porta aberta a todos os outros povos de outras partes do mundo e isso é de manter porque é uma riqueza da cidade".
"E temos hoje realidades que não tínhamos há trinta nem há vinte anos e portanto eu penso que a cidade tem de preparar para isso e isso deve ser entendido como uma mais valia, como uma riqueza", concluiu.
A visita às principais religiões presentes na cidade de Lisboa termina quarta-feira com uma visita ao Patriarcado de Lisboa, onde será recebida pelo Cardeal Patriarca, D. José Policarpo.
SV.
Lusa
Publicado por CDSLX às 01:19 AM
agosto 22, 2005
Jornal de Notícias entrevista Maria José Nogueira Pinto
Haver cinco candidaturas é desafio muito interessante
foto Ana Rivera - JN
(Entrevista Jornal de Notícias de 22 de Agosto)
Garante que a preparação para as eleições autárquicas em Lisboa está a ser uma experiência "divertida" e "muito enriquecedora". Maria José Nogueira Pinto, candidata do CDS/PP, está convicta na sua eleição e diz que a sua prioridadade será a revitalização da cidade e da sua economia.
[Jornal de Notícias] O que é a que a fez aceitar o desafio de candidatar-se à CML?
[Maria José Nogueira Pinto] Em primeiro lugar, o que conheço de Lisboa porque, ao longo da minha vida, tive a sorte de dirigir duas instituições que são pilares da cidade a Maternidade Alfredo da Costa e a Casa da Misericórdia (SCML). Sou lisboeta, gosto da cidade e achei que estas eleições eram uma oportunidade muito significativa por haver cinco candidatos. É uma riqueza para Lisboa.
Quando foi convidada, já estava decidido que não haveria coligação de Direita?
Já, já... O prof. Carmona Rodrigues entendeu que não queria concorrer coligado. Foi o entendimento dele. Então, colocou-se a necessidade do CDS/PP ter uma candidatura autónoma.
Se tivesse havido coligação, entraria nas listas?
Se fosse preciso, entraria.
Entraria numa lista liderada por alguém que tem criticado?
Quem tem criticado esta gestão é o prof. Carmona...Todas as críticas que possa ter feito ficaram muito aquém das que ele fez.
Cinco candidatos é bom?
É. São pessoas muito diferentes e interessantes. Vai obrigar a um debate. Quando cheguei, havia quatro temas Feira Popular, Túnel, Parque Mayer e um casino. Hoje, os temas são muito mais abertos. Foi interessante ver que o tema da arrumação da Câmara, que lancei na apresentação da candidatura, hoje é considerado por todos como necessário. Se não arrumarmos a Câmara, não temos condições de execução.
Sugere a eliminação de empresas municipais?
Não, as empresas municipais podem ou não ser interessantes. O que se verifica é que, em vez de eliminarem serviços, duplicaram-nos. A vantagem das empresas é a possibilidade de terem procedimentos de gestão mais ágeis do que os serviços administrativos e isso não aconteceu. As potencialidades acabaram por não ser aproveitadas. Isso tem muito a ver com a figura do gestor e nem sempre as escolhas são despartidarizadas.
Fala de algum caso particular?
Não, estou a pensar no geral. Ainda agora ouvimos dizer que aquele senhor fadista, do PPM, ia dirigir a Empresa de Gestão de Equipamentos e Espaços Culturais. É indiscutível que os equipamentos culturais se gerem melhor num quadro empresarial. Agora, se se põe uma pessoa que nunca geriu nada, a utilidade é zero.
Refere-se às suspeitas de troca de apoios que surgiram na candidatura de Carmona Rodrigues. Como vê essas notícias?
Se é verdade, é mau. E é duvidoso que essas forças políticas possam dar votos, a confusão pós-eleitoral é total. São facturas que ficam para pagar no dia seguinte.
A candidatura de Carmona está fragilizada?
Não sei. É sempre muito fumo, mas também não vi o fogo. Os compromissos que se assumem, sobretudo desta natureza, são engulhos muito grandes à gestão.
Disse que se, for eleita, cumprirá o mandato. Aceitará pelouros se o PS ganhar?
Se me derem autonomia para de-senvolver uma área como entendo, muito bem. Se não, não. O que eu advogaria era que quem ganhasse a Câmara apresentasse um programa para o mandato, que não era o programa eleitoral. Há pontos positivos em todos os programas e há uma dinâmica na campanha que leva a perceber com mais clareza alguns aspectos. Do meu ponto de vista, era mais sério que quem ganhasse apresentasse um programa para quatro anos, que pudesse reunir pontos positivos dos outros programas e que permitiria fazer um executivo camarário de luxo. Porque iria buscar pessoas de outras listas, sem o constrangimento de estarem a cumprir o programa de outro candidato.
Há condições para fazer isso?
Depende de quem lá chegar ter uma visão mais lisboeta ou partidária. Se tiver uma visão lisboeta, não deixará fugir a oportunidade, porque estão pessoas excelentes nas listas. Se tiver uma perspectiva partidária, não fará isto, mas também não fará mais nada.
Um passeio?
Do CCB à Expo.
Sítio preferido?
Campo Grande, o meu berço.
O mais positivo?
Sete colinas e um rio, há várias janelas que se abrem.
O negativo?
As lisboas ocultas.
Um jardim?
Campo Grande, tem muitos buracos e problemas de segurança.
Uma cidade-modelo?
Valência. Arrebatou-nos a Copa.
Uma música sobre Lisboa?
"Gaivota", Amália, David Mourão Ferreira, Alain Oulman.
Um livro?
Poesia, Álvaro de Campos.
E um filme?
"O pai tirano", por causa dos Armazéns Grandella.
O bairro onde reside?
Campo Grande.
Onde nasceu?
Campo Grande, na casa onde moro.
Que transporte usa?
Carro (embora não tenha carta), metro e muito a pé, tropeçando nos buracos dos passeios.
Publicado por CDSLX às 09:03 AM
"Arrendamento é prioridade"
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(Entrevista Jornal de Motícias, continuação)
Já disse que não quer limitar a campanha aos mesmos temas, mas o Parque Mayer e o túnel são incontornáveis...
Felizmente, já estão todos em seu sítio, com a sua pequeníssima importância. Arranquei com o tema de arrumar a casa, que significaria a diminuição da burocracia, a melhoria dos circuitos para acelerar os procedimentos da câmara. Tem uma importância enorme para restabelecer a confiança dos cidadãos e para a economia da cidade. O presidente tem de ser um líder para dentro da Câmara, para a Junta Metropolitana e um parceiro incontornável das decisões do Governo, que têm um impacto imediato na cidade, como o aeroporto ou o TGV. O segundo ponto é o da revitalização, onde o Parque Mayer e o túnel não entram.
Mas foram os assuntos que dominaram o mandato...
E iam dominando a campanha! Vou ser imodesta ainda bem que cheguei! É irrelevante. O túnel pretende facilitar a entrada na cidade, quando do que precisamos é de actuar nas causas dessa entrada.
Não concorda com a obra?
O túnel não era prioritário e esgotou todo o mandato de Santana Lopes. O Parque Mayer também está longe de ser algo verdadeiramente necessário e a solução é inexequível. O projecto assenta em pressupostos que não se verificam. Não precisamos de mais espaços culturais e não temos conteúdos para espaços dessa dimensão. Os custos de funcionamento serão de tal ordem que todo o orçamento cultural da Câmara fica "comido" aí. É uma má ideia para Lisboa.
Qual será a sua prioridade?
É a questão da economia da cidade, que se liga ao conceito de revitalização. Não há nenhuma cidade que possa progredir sem uma economia forte. No caso do rio, por exemplo, não se pode esquecer o Porto de Lisboa que, directa ou indirectamente, cria 37 mil empregos. Não vejo Lisboa com parque lúdico de entretenimento. Vejo os lisboetas a necessitar de trabalhar. É fundamental privilegiar a economia da cidade, sendo certo que a zona ribeirinha tem de ser beneficiada. Mas o rio é um factor da economia da cidade, não é apenas para andar a passear. Aliás, Lisboa tem gente de mais a passear, muitos desempregados, muita gente idosa. Tem 50,1% de pessoas sem rendimento de trabalho ou de actividades económicas, que vivem de subsídios ou à custa das famílias. Infelizmente, temos demasiadas pessoas desocupadas. É preciso inverter isto e tornar Lisboa uma cidade de classe média activa.
Qual a solução para fazer isso?
Fazendo tudo ao contrário do que se fez até agora. A CML tem um instrumento privilegiado para a questão da habitação de arrendamento. Há muitos anos que se diz que Lisboa está desertificada, deixámos que tivesse clivagens muito violentas, quer geracionais, quer socioeconómicas. Para trazer as pessoas, é preciso dar-lhes habitação de arrendamento, com rendas compatíveis, não subsidiadas, nem sociais, que sou contra. Há zonas em Lisboa que são mais caras que a 5.ª Avenida, em Nova Iorque! É um mercado que tem de ser corrigido e é exactamente para isso que a Câmara teria de entrar com parte do seu património.
O que sugere?
A Câmara tem um património vastíssimo, que está muito mal rentabilizado. Deveria constituir fundos imobiliários para a gestão do património de rendimento e pegar numa parte do património, numa ou duas zonas da cidade, e afectá-lo à criação de habitação de arrendamento. É um trabalho que faria em parceria com privados, que teriam margens de lucro menores do que as que estão habituados, e que iria disciplinar o mercado.
Há património para fazer isso?
Sim. Uma parte está ocupado por idosos, que vivem isolados, em regra em andares altos, com pouca mobilidade. Bastaria pegar num imóvel e fazer uma residência assistida, para onde seriam transferidos, com serviços comuns e vantagens óbvias para eles.
Quem é que as asseguraria?
Poderia ser a Misericórdia, que está em vias de fazer duas. É um conceito hoje muito usado nas cidades que envelheceram. É uma perspectiva muito diferente da que tem sido usada não é a Câmara como empresa de construção e imobiliário, mas a fazer uma política destinada à reabilitação e à criação de habitação de arrendamento, com rendas para a classe média. Estas pessoas instalam-se e criam imediatamente necessidades. É a resposta a essas necessidades que cria a dinâmica da revitalização. Uma classe média activa era ouvida e exigente.
Sabe quantos fogos estão nessas condições?
Muitos. Volto aos números dos 1457 milhões de euros do plano de actividade, entre 2002 e 2004, só 115,5 foram para a reabilitação urbana. Mas só conseguiram gastar 54,6 milhões de euros...
Houve ineficácia?
Só 4,7% da dotação do plano de actividades foi aplicado em obras de reabilitação urbana. Ao contrário das despesas correntes e dos gastos com pessoal, que aumentaram, as despesas de investimento diminuíram muito na CML. A máquina não teve capacidade de cumprir o plano de actividades.
Pelos seus números, estes quatro anos foram desastrosos...
Foram muito maus. Partiu-se do princípio de que se podia governar duplicando as estruturas. Se a máquina não for operacional, não se vai conseguir fazer nada.
Em termos sociais, quais são as suas preocupações?
Há muitas cidades ocultas. Temos de denunciar isso. Há um problema muito grande com os bairros de realojamento, deslocalizaram e fecharam os problemas. Além disso, a questão da imigração, dos refugiados e sem-abrigo. Há ainda áreas muito degradadas e uma tendência de substituir os bairros por urbanizações e condomínios fechados, onde a rede social de proximidade não existe.
Tinha indicação de que seria reconduzida na SCML?
Tinha. Mas a recondução por si só não é suficiente. Preciso muito de condições de eficácia no trabalho.
E não as tinha? Porquê?
Não, não tinha. Por uma razão muito natural, que compreendo perfeitamente muda o Governo, muda a orientação política. Os governos anteriores deram-me a liberdade de definir a minha orientação para a Misericórdia. E, neste caso, não tinha. Compete a cada Governo dizer qual a orientação política para a Misericórdia e saber quem são as pessoas que melhor a desenvolvem. E eu não seria, certamente. Este Governo tem um entendimento diferente daquele que eu propus antes.
O que é que iria mudar?
Queriam a dependência da Misericórdia do Governo, de novo a alteração do protocolo entre a Misericórdia e o Ministério da Segurança Social, que foi um ponto muito importante para redefinir a missão e, eventualmente, alguma dúvida sobre a repartição das receitas dos jogos... um conjunto de questões que alterava completamente o que tinha sido o formato desta gestão.
Há quanto tempo está a Misericórdia sem provedor?
Há mês e meio, mas há duas pessoas da minha equipa que se mantiveram em gestão e que serão substituídas hoje, dia 22, quando falarei com o futuro provedor para me pôr à disposição e passar a pasta.
Este convite acabou por surgir numa boa altura?
A minha vida tem sido sempre assim. É muito bom estar atento ao fechar dos ciclos, sem ter medo.
Aceitaria ser candidata se Paulo Portas ainda fosse o líder do partido?
Talvez. Se tivesse condições de eficácia. Não houve nada para que Paulo Portas me chamasse que não tivesse ido. Teríamos de conversar.
Como viu a integração do ex-vereador Pedro Feist, que saiu do CDS em conflito com Portas, na lista de Carmona? Pode dividir o eleitorado?
Certamente que não. Não tem efeito nenhum.
Gostaria de o ter a seu lado?
Não. Uma das coisas fundamentais para uma equipa é a confiança e a lealdade.
Pedro Feist não foi leal?
Não estou a dizer isso. Mas agora sente-se bem no PSD, é um direito que tem.
Intitula-se a candidata das pequenas coisas. Qual é a sua bandeira eleitoral?
A revitalização. A cidade não pode estar como está, uma manta de retalhos. É preciso uma gestão que torne tudo o que está dentro de Lisboa interligado. Isso significa olhar para a cidade numa perspectiva que não é de construção civil, nem de obra pública.
Publicado por CDSLX às 09:02 AM
"Maria José Nogueira Pinto fala em dívida de 40 milhões à EPAL"
(Notícia Correio da Manhã, de 22 de Agosto)
"A candidata do CDS-PP à Câmara Municipal de Lisboa (CML), Maria José Nogueira Pinto, revelou ontem que “a autarquia deve só em água 40 milhões de euros”.
Em declarações ao CM, a ex-provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) considerou lamentável que Carmona Rodrigues tenha oferecido uma consultadoria ao Partido da Nova Democracia (PND) em troca de apoio político à sua candidatura à autarquia.
“Eu fico aflita quando vejo um candidato [Carmona Rodrigues, apoiado pelo PSD] a achar que pode dar uma consultadoria a um partido. As consultadorias custam dinheiro e é tanto mais grave quanto a situação financeira da Câmara é muito má”.
Actualmente a dívida total da Câmara de Lisboa é superior a 200 milhões de euros, pelo que a alegada dívida à EPAL representa cerca de um quinto do total. O Orçamento da autarquia Lisboeta é de 803 milhões de euros.
Note-se que boa parte das câmara municipais do País tem dívidas às águas de Portugal, a holding da EPAL.
A candidata do CDS-PP à Câmara Municipal de Lisboa vai visitar amanhã as comunidades religiosas de Lisboa: a comunidade judaica, a muçulmana e a ismaelita. Na quarta-feira será a vez da comunidade católica.
VISITA ÀS COMUNIDADES RELIGIOSAS
“A cidade de Lisboa também tem uma componente espiritual importante e é fundamental que quem vai para a Câmara tenha esse conhecimento”. É com esta convicção que Maria José Nogueira Pinto inicia amanhã uma série de visitas às comunidades religiosas de Lisboa.
Os encontros entre Maria José Nogueira Pinto e os representantes da comunidades religiosas iniciam-se às 9h30 com a visita à comunidade judaica (Sinagoga de Lisboa), seguindo-se a comunidade muçulmana (Mesquita de Lisboa) e a comunidade Ismaelita (Fundação Aga Khan). O encontro da candidata com o Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, ficou marcado para quarta-feira."
José Rodrigues
Publicado por CDSLX às 08:59 AM
agosto 20, 2005
"PS e CDS exigem explicações a Marques Mendes "
"Em causa declarações de Carmona sobre negociação das listas e política de coligações"
(Notícia DN, de 20 de Agosto)
luísa botinas
susete francisco
"PS e CDS/PP exigiram ontem ao PSD que venha explicar se subscreve as declarações de Carmona Rodrigues. Numa entrevista publicada ontem pela revista Sábado, o candidato independente à autarquia de Lisboa - apoiado pelos sociais-democratas - diz que, caso vença sem maioria as autárquicas de Outubro, começará por pedir a colaboração do PS. E afirma também que, face à oposição do PSD à inclusão de um dirigente da Nova Democracia (Jorge Ferreira) nas listas para a Assembleia Municipal, sugeriu "outra forma de participar, algo ligado à autarquia, que poderia passar por uma consultoria ou qualquer coisa".
Uma situação que Miguel Coelho, presidente da concelhia de Lisboa do PS, qualifica como "muito grave, no limiar do sentido de ética". " A consultoria é um trabalho pago pelo município. Carmona Rodrigues está a confessar que sugeriu o uso de meios da câmara para garantir apoio político" da Nova Democracia, acusa o dirigente socialista, desafiando "Marques Mendes, como outros analistas sempre tão lestos a denunciar exemplos de corrupção moral" , a pronunciarem-se sobre esta situação. Já quanto à sugestão de uma coligação com o PS, Miguel Coelho é taxativo "O PS não faz coligações com o PSD. Nunca. Nem no poder nem na oposição."
Também o candidato socialista a Lisboa veio ontem pronunciar-se sobre as declarações de Carmona. Em comunicado, Manuel Maria Carrilho diz que é agora uma certeza que o seu adversário "negociou apoios político-partidários a troco da oferta de lugares remunerados". E acrescenta que a situação "atingiu uma tal gravidade que se torna imperativo saber se estas práticas são ou não caucionadas pelo líder do PSD".
Críticas à direita. O pedido de explicações aos sociais-democratas estende-se ao CDS. Para o presidente centrista, José Ribeiro e Castro, a entrevista ontem publicada deixou "claro que Carmona Rodrigues defende um acordo com o PS e, se necessário, com o PCP". "É indispensável que o PSD esclareça se essa é a sua política de alianças. O eleitorado de Lisboa tem o direito de saber", referiu ao DN. Quanto às negociações entre Carmona e a Nova Democracia, o líder do CDS diz que "é lamentável" "É o partidarismo no seu pior". Também Anacoreta Correia, número dois nas listas do CDS à câmara disse ao DN não achar "normal este tipo de negociações". Quanto ao facto de Carmona eleger o PS e não o CDS como parceiro privilegiado, o também deputado referiu que esta é uma "matéria de relações inter-partidárias que ultrapassa o caso de Lisboa".
Quanto ao PND, Manuel Monteiro afirmou ao DN que a "entrevista vem demonstrar que a Nova Democracia não mentiu". Às afirmações de Carmona - que diz que o PND "não tem expressão para dar apoio a ninguém"-, Monteiro responde que algum peso "deve ter, para ele ter querido fazer um entendimento e sugerir o que sugeriu". O líder da Nova Democracia garante, no entanto, que mantém o apoio à candidatura do actual vice-presidente da câmara, "esperando que situações desta natureza acabem na prática política".
Explicações. Ontem, durante uma acção de pré-campanha no centro histórico de Lisboa, Carmona Rodrigues garantiu que não falou com Jorge Ferreira, sobre a alegada atribuição de uma posição numa empresa municipal em troca da desistência daquele dirigente do PND de um lugar nas listas como deputado municipal. O candidato procurou desmistificar a questão dizendo que tal assunto "não tem pés nem cabeça". "O PND não existe. Falou-se na atribuição de lugares. Mas uma coisa é falar e outra é decidir e, sobre esta matéria, não decidi nada com o dr. Jorge Ferreira. Muita gente vem falar connosco sobre muita coisa mas, daí até ficar tudo definido, vai um grande caminho".
Sobre a colaboração com o PS, Carmona diz estar interessado, sim, num pacto de regime pós-eleitoral sobre assuntos importantes para a cidade. "Questões que exijam um consenso alargado serão objecto dessa procura de entendimento", afirmou o candidato. Que explicou a sua intenção, caso seja eleito, de começar por falar "com os partidos maiores indo até aos mais pequenos. E esta ordem apenas tem que ver com o grau de importância de cada um e com a votação que obtiverem". Quanto à negociação de lugares em empresas municipais com o PPM, Carmona volta a negar tudo o que vai para além do anunciado oficialmente. "O que ficou decidido foi que o PPM teria atribuídos dois lugares para a Assembleia Municipal. Mais nada", acrescentou."
Publicado por CDSLX às 03:39 PM
agosto 19, 2005
Carmona dixit
(Revista Sábado de 19 de Agosto)
"Sábado - Manuel Monteiro repetiu que lhes tinham sido oferecidos lugares. Alguém está a mentir.
Carmona Rodrigues - É assim: o PND procurou-nos para ver se queríamos o apoio deles. Obviamente, na perspectiva de uma candidatura abrangente como a minha, encarei a hipótese. E foi indicada uma pessoa, que seria normal incluir na lista da assembleia Municipal.
Sábado - Que seria Jorge Ferreira (ex-CDS)...
Carmona Rodrigues - Numa segunda reunião foi esse o nome. Mas o PSD reagiu mal. Numa tentativa de estar bem com a minha consciência - sou uma pessoa de princípios - se tinha inicialmente dado abertura de um nome na lista da Assembleia Municipal, e tendo o PSD inviabilizado essa hipótese, disse: olhe, apesar de tudo, se não houver viabiliade para isto, haverá viabilidade de outra forma.
Sábado - O que quer dizer com "outra forma"?
Carmona Rodrigues - Falei de outra forma de participar, algo ligado à autarquia, que poderia passar por uma consultoria ou qualquer coisa. O que aliás são coisas normais.
Sábado - E o que seria essa consultoria?
Carmona Rodrigues - Qualquer coisa, não faço ideia, ficou assim no ar.
Publicado por CDSLX às 06:56 PM
"Ex-provedora reúne-se hoje com Rui Cunha"
Carlos Monteiro, Anacoreta Correia e Nogueira Pinto
(Notícia Correio da Manhã, de 19 de Agosto)
"Maria José Nogueira Pinto, ex-provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, reúne hoje com Rui Cunha, o seu sucessor na instituição, com o objectivo de discutir a passagem de testemunho entre as duas comissões de serviço."
"Segundo a candidata à Câmara de Lisboa pelo CDS-PP, o almoço surge na sequência da impossibilidade de cumprir os últimos dias de mandato na Santa Casa por estar envolvida nas iniciativas de campanha: “O que vou fazer é um relatório mais circunstancial do que deixámos”, explicou ao CM no final de uma vista ao Museu da Carris, acção centrada na mobilidade e nos transportes da cidade de Lisboa.
Em relação ao tempo em que geriu a Santa Casa, Nogueira Pinto deixou falar a saudade: “Foi um bom tempo para mim, uma comissão de serviço que fiz com muito gosto”. Ainda assim, disse estar já “habituada a estas mudanças” e sublinhou: “A afectividade mantém-se, mas não existe um sentimento de pertença. O novo provedor e a sua equipa são livres de desenhar a estratégia que entenderem”.
A candidata do CDS mostrou-se disponível para colaborar com o actual provedor e afirmou estar “muito tranquila” em relação à sucessão: “Passo o cargo com todo o gosto e orgulho”.
No campo da acção política, Maria José Nogueira Pinto apresentou os dez pontos-chave da candidatura no âmbito da mobilidade. Considerou que a Autoridade Metropolitana de Transportes foi “um grande flop”, destacou a necessidade de uma maior “capacidade de liderança do presidente da câmara”, dando como exemplo a “articulação nula” com o porto de Lisboa e “deficiente” com a Carris."
Diana Ramos
Publicado por CDSLX às 06:05 PM
"Nogueira Pinto recupera elevadores para o Castelo "
(Notícia Público, de 19 de Agosto)
Candidata do CDS/PP relançou, ontem uma das ideias que levaram à queda de João Soares na Câmara de Lisboa
JOÃO PEDRO HENRIQUES
Maria José Nogueira Pinto apresentou ontem as propostas da sua candidatura à Câmara de Lisboa no capítulo da mobilidade e transportes avançando, por exemplo, com a ideia lançada em tempos por João Soares de se fazer o acesso ao castelo da cidade por elevador ou funiculares.
"Tem de se pensar nesta forma de acesso a esses bairros [que rodeiam o castelo], até porque há tradição disso em Lisboa", disse a candidata do CDS-PP — que, no entanto, salientou ter estado contra a solução de um único elevador proposta por João Soares, solução essa que suscitou uma enorme controvérsia na altura, não chegando a avançar.
A seu lado nesta conferência de imprensa — que decorreu num velho eléctrico estacionado no Museu da Carris, em Santo Amaro —, o numero dois da lista, Miguel Anacoreta Correia, acrescentou que o "não" do CDS-PP ao elevador de João Soares foi de "ordem técnica" e não em relação ao seu propósito de facilitar os acessos ao castelo. "Não queremos um elevador, queremos elevadores e funiculares", salientou.
Anacoreta Correia explicou também os projectos da candidatura do CDS-PP quanto à extensão do Metropolitano de Lisboa. Os populares defendem, por exemplo, que a Linha Vermelha do Metro (liga a Alameda à Gare do Oriente) se prolongue, a partir da Alameda, para São Sebastião e "para servir Campolide e Campo de Ourique". Na ponta oposta, a partir da Gare do Oriente, a Linha Vermelha deverá ser estendida, segundo a proposta da candidatura de Maria José Nogueira Pinto, para Moscavide, aeroporto, seguindo depois para o Campo Grande, onde faria a correspondência com as linhas Verde e Amarela.
Quanto à Linha Amarela (Rato-Odivelas), o CDS-PP quer que se prolongue, a partir do Rato, até Alcântara, fazendo aqui a ligação à Linha de Cascais e "servindo a Estrela e a Infante Santo". Para a Linha Azul (Chiado/Amadora Este), o CDS defende o prolongamento até à Reboleira, salientando que as "soluções de dissuasão de transporte individual [no centro de Lisboa] só são eficazes se forem oferecidas perto das origem das deslocações e não perto dos destinos".
Além destes vários prolongamentos da linha do Metro, a candidatura de Maria José Nogueira Pinto pretende também que no próximo
mandato autárquico se inicie a construção de uma linha de metro ligeiro de superfície que ligue Algés a Loures, em "perfeita articulação" com as linhas convencionais do Metropolitano."
Publicado por CDSLX às 10:53 AM
"Municipaliza-se a Carris?"
(Notícia Público, de 19 de Agosto - continuação)
Maria José Nogueira Pinto admitiu ainda a hipótese de se vir a municipalizar a Carris. É uma matéria que, no seu entender, "não deve ser um dogma", embora não seja viável sem "uma grande reestruturação da Câmara Municipal de Lisboa".
Aposta, por outro lado, na questão do estacionamento, prometendo cinco mil a sete mil novos lugares para os residentes na cidade nos parques que já existem. Alem disto, quer a construção de novos parques nas entradas de Lisboa, onde os que trabalham na cidade mas vivem fora possam aí deixar os seus carros (65 por cento da população activa de Lisboa mora fora da capital).
O combate ao estacionamento ilegal na capital (inclusivamente de cargas e descargas) passará também, de acordo com o programa da candidatura do CDS-PP, pela videovigilância.
Outra componente do programa é a reestruturação da Autoridade Metropolitana de Transportes (AMT), "um flop", no dizer da candidata. Maria José Nogueira Pinto acha que a AMT "não pode ser uma holding das empresas públicas de transportes , devendo "a sua acção assentar, nesta fase inicial", na "progressiva tomada de responsabilidades na concessão e exploração dos transportes públicos".
"A Câmara Municipal de Lisboa deve ter um papel central neste processo e não ser relegada para um papel subsidiário, como actualmente se prevê, de forma inaceitável, que suceda", defende ainda a candidatura.
Outras propostas passam por dar "prioridade absoluta" à conclusão da Circular Regional Interna de Lisboa (CRIL) e do Eixo Norte-Sul e por fazer cumprir o protocolo que estabelece que em seis ou sete anos 80 por cento dos táxis passem a funcionar a gás."
Publicado por CDSLX às 10:50 AM
"Nogueira Pinto diz que faltou liderança a Lisboa"

(Notícia DN, de 19 de Agosto)
"CDS avança com dez medidas para resolver problema do tráfego e mobilidade na capital
Susete Francisco
Maria José Nogueira Pinto apontou ontem a falta de capacidade de liderança da presidência da câmara de Lisboa como uma das razões que tem impedido a melhoria das condições de tráfego e mobilidade na capital.
Em conferência de imprensa destinada a apresentar as propostas da candidatura do CDS/PP, na área dos transportes e mobilidade, a candidata à autarquia criticou a falta de articulação entre a câmara e empresas como a Carris ou estruturas como o aeroporto ou o porto de Lisboa. Numa crítica ao "consulado" Santana/Carmona Rodrigues, Nogueira Pinto defendeu que a articulação "com o Governo foi o que se viu, a Autoridade Metropolitana de Transportes foi um 'flop'". "A capacidade de liderança não foi muita", concluiu.
Uma "câmara operacional" e um "presidente da câmara com capacidade de liderança" foram, por isso, duas das condições que a candidata qualificou como essenciais para mudar a face da capital na área da mobilidade. Uma aposta que passa pela coordenação dos transportes públicos, de forma a travar a entrada diária de 400 mil automóveis em Lisboa, e pela melhoria das condições para peões.
Para a candidatura centrista, a peça central desta articulação é o metropolitano. A par da expansão das linhas, os centristas propõem o início da construção de um metro ligeiro, entre Algés e Loures.
Aumento do número de corredores exclusivos para transportes públicos, criação de parques de estacionamento gratuitos para veículos de duas rodas ou rigoroso cumprimento do regulamento de cargas e descargas - com recurso a videovigilância nas artérias mais problemáticas - são outras das propostas avançadas pelos democratas-cristãos. Que prometem também especial atenção aos problemas de estacionamento.
Entre as medidas anunciadas, o CDS propõe a criação de mais estacionamento residencial, bem como a definição de tarifas especiais, em parques, para residentes. De acordo com António Carlos Monteiro, vereador e número três nas listas do CDS, determinante é também a criação de parques de estacionamento "dissuasores" - construídos juntos aos interfaces de transportes, sobretudo na periferia de Lisboa. Um projecto que implica a intervenção da Autoridade Metropolitana de Lisboa. Mas não nos moldes em que tem funcionado, sublinhou Nogueira Pinto, criticando a AMP por "excesso de burocracia, gestão ineficiente é, às vezes, incompetente".
Defendendo que as medidas propostas constituem um "programa exequível que não envolve grandes verbas", Nogueira Pinto fez também questão de salientar que o combate aos problemas de tráfego, em Lisboa, passa antes de mais por estancar a saída de habitantes da capital para a periferia."
Publicado por CDSLX às 08:26 AM
agosto 15, 2005
"Nogueira Pinto fala em "fartar vilanagem" no PSD" II
(Notíca Público, de 13 de Agosto, continuação)
"Maria José Nogueira pinto voltou a insistir na ideia de criar bairros administrativos congregando freguesias - uns seis ou oito, o mapa definido pelo CDS/PP não está fechado. Nogueira Pinto salientou que a ideia suscita consenso nas outras candidaturas, explicando ainda que, no seu entender, as lideranças destas nova estrutura intermédia (entre a câmara e as freguesias) deveriam ser atribuídas a técnicos da autarquia e não a políticos. Segundo adiantou, os novos bairros administrativos teriam ainda a virtualidade de "absorver funcionários excedentes".
Todo o projecto de Nogueira Pinto para "arrumar a casa" autárquica em Lisboa visa, segundo explicou, facilitar a vida aos munícipes e, também, sanear a situação económica da Câmara. A candidata democrta-cristã referiu números "pesados" sobre a gestão orçamental na CML: as despesas com pessoal aumentaram de 55 por cento para 66 por cento do orçamento autárquico; as receitas diminuíram (651 milhoes de euros em 2002, 510 milhoes em 2004).
Revelou-se também muito crítica em relação ao negócio da Feira Popular (cujos terrenos foram para a bragaparques), considerando-o passível de anulação judicial." J.P.H.
Publicado por CDSLX às 12:14 PM
"Nogueira Pinto fala em "fartar vilanagem" no PSD" I
(Notícia Público, de 13 de Agosto)
"Maria José nogueira Pinto, candidata do CDS/PP à Câmara Municipal de Lisboa, criticou vivamente os problemas que têm rodeado a feitura das listas do candidato do PSD, Carmona Rodrigues. "É muito mau indício, não se pode transformar isto num fartar vilanagem", disse a candidata, à conversa com jornalistas nos jardins do Campo Grande onde apresentou o seu projecto para "Arrumar a casa" na autarquia.
Segundo disse, o seu projecto, a ser concretizado, inviabilizaria negociações partidárias - como as que têm sido noticiadas a propósito das listas de Carmona - para os cargos de gestão nas empreseas municipais. A candidata do CDS/PP estabeleceu o compromisso de - caso lhe seja dado poder para isso - nomear os ditos gestores "sem critéios políticos ou partidários", apenas com base em aspectos técnicos."
Publicado por CDSLX às 11:51 AM
agosto 13, 2005
"Nogueira Pinto aplaude e critica Santana"
(Notícia Expresso, de 13 de Agosto)
"Maria José Nogueira Pinto aplaude Santana Lopes pela reestruturação da Câmara mas considera que "não a fez como devia". A candidata do CDS critica as mudanças "à pressa", o recurso a assessoria externa de pessoas sem conhecimento das questões da Câmara, além de uma "inversão da pirâmide na estrutura hieráquica".
Publicado por CDSLX às 12:06 PM
agosto 12, 2005
Nogueira Pinto acusa CPLP e UCCLA de serem apenas "caixas vazias"

(Notícia Diário de Notícias, de 12 de Agosto)
Francisco Almeida Leite
"A candidata do CDS/PP à Câmara Municipal de Lisboa (CML), Maria José Nogueira Pinto, considerou ontem que associações como a CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) e a UCCLA (União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa) "são caixas vazias", "uma espécie de tarte sem recheio". Nogueira Pinto chegou a conclusões como esta depois de ter ouvido os corpos dirigentes da Associação Cabo Verdiana, que expressaram à candidata democrata-cristã vários problemas ligados à educação, cultura, exclusão e pobreza.
(..)Neste encontro, a candidata do CDS/PP sustentou que "Lisboa é hoje uma cidade multiétnica e multicultural", pelo que defendeu a ideia de que "não há acolhimento se não houver integração".
"A UCCLA [ que depende da câmara da capital] funcionou mal nos últimos quatro anos", considerou a candidata. Mesmo assim, Anacoreta Correia fez uma pequena exposição de alguns dos projectos que a organização lançada por Krus Abecasis apadrinhou. Mais apoios deste tipo de entidades ou do Conselho Municipal das Minorias Étnicas - órgão criado no mandato de Jorge Sampaio e que depende da Assembleia Municipal - foram das recomendações mais ouvidas pelos dirigentes associativos cabo-verdianos.
Neste encontro, a candidata do CDS/PP sustentou que "Lisboa é hoje uma cidade multiétnica e multicultural", pelo que defendeu a ideia de que "não há acolhimento se não houver integração". Para Nogueira Pinto, os problemas de integração alargam-se à segunda geração de imigrantes, se não forem aplicadas políticas eficazes de inclusão, que passam por melhores soluções urbanísticas, por formar professores - que, para além da cultura portuguesa, ensinem aos seus alunos mais sobre as raízes dos seus pais - ou pela integração de mais cidadãos luso-africanos nas forças policiais.
A candidata recebeu um documento das mãos de Alcestina Pinto, líder da associação, a propósito das várias consequências sociais que o "arrastão" da praia de Carcavelos teve nos jovens cabo-verdianos residentes em Portugal. À tarde, Nogueira Pinto encontrou- -se também com a Associação Guineense de Solidariedade Social.
Publicado por CDSLX às 07:45 AM
"Zezinha desvaloriza discussão absurda"
(Notícia Correio da Manhã, de 12 de Agosto)
A candidata do CDS-PP à Câmara de Lisboa, Maria José Nogueira Pinto, afirmou ontem que não tem propostas para túneis e devalorizou as observações de Manuel Maria Carrilho, candidato socialista à mesma autarquia.
“Acho isso tão absurdo. Não me candidato por um túnel”, destacou.
Recusando entrar no ciclo de críticas e ataques em torno da obra, que colocou em divergência o candidato do PS e o presidente da Câmara Santana Lopes, Nogueira Pinto afirmou ainda: “A única coisa que podemos concluir do túnel é o seguinte: não foi certamente bem projectado, senão não tinha tido estes problemas, pode ser necessário, mas não é essencial”.
Publicado por CDSLX às 07:39 AM
agosto 10, 2005
"Lisboa Segurança"

(Notícia Correio da Manhã de 10 de Agosto, edição imprensa)
"A candidata do CDS à presidência da Câmara Municipal de Lisboa, Maria José Nogueira Pinto, defendeu ontem, após uma visita ao Serviço Municipal de Proteção Civil, a necessidade de implementar "uma cultura de Segurança" nos organismos públicos e a importância de apoiar os Centros de Apoio à População Sinistrada, instalando-os em 4 ou 5 locais e dotando-os de equipamento para informação dos munícipes."
Publicado por CDSLX às 05:35 PM
agosto 09, 2005
"Maria José Nogueira Pinto fica como vereadora"
(Notícia Jornal de Notícias, de 9 de Agosto)
Candidata do CDS-PP promete campanha de custo reduzido com comprimissos úteis e sem promessas inúteis.
A candidata do CDS-PP à Câmara de Lisboa, Maria José Nogueira Pinto, assegurou que assumirá o mandato na autarquia se for eleita para a vereação e defendeu uma campanha de "rigor e parcimónia".
"Eu digo o que faço e faço o que digo. Eu peço o voto dos lisboetas para a presidência da Câmara de Lisboa, se os lisboetas entenderem que não serei presidente da Câmara mas sim vereadora, terei que respeitar os votos da mesma forma", afirmou, citada pela Lusa.
Maria José Nogueira Pinto, que abandonou a Provedoria da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa a 30 de Junho, falava aos jornalistas depois de entregar as listas dos 1.400 candidatos à Câmara, Assembleia Municipal e às 53 freguesias do município, no Palácio da Justiça.
"É um grande esforço, é um sinal de grande vitalidade do partido. Apresentámos as listas na data prevista, apresentámos o programa antes dos cartazes", salientou, garantindo que a sua campanha será "de rigor".
"Rigor e parcimónia"
Ao sublinhar "a situação do país e o período de crise", e sem querer "censurar as campanhas dos outros partidos", Maria José Nogueira Pinto disse que o CDS-PP terá uma campanha de "rigor e parcimónia" em termos de gastos, com "os meios disponíveis".
"A nossa mensagem é clara e consistente, trabalharemos com os lisboetas, muito na rua, até 9 de Outubro, o dia das eleições", afirmou. A candidata democrta-cristã prometeu que irá prosseguir a campanha na linha de "revitalização da cidade" e de "crescimento integrado", frisando que "mais importante são os compromissos úteis do que promessas inúteis".
Publicado por CDSLX às 09:24 AM
"Nogueira Pinto assumirá mandato "
(Notícia Diário de Notícias, de 10 de Agosto)
A candidata do CDS/PP à presidência da Câmara de Lisboa, Maria José Nogueira Pinto, assegurou ontem que assumirá o mandato na autarquia se for eleita para a vereação e defendeu uma campanha de "rigor e parcimónia".
"Eu digo o que faço e faço o que digo. Eu peço o voto dos lisboetas para a presidência da Câmara de Lisboa, se os lisboetas entenderem que não serei presidente, mas sim vereadora, terei que respeitar os votos da mesma forma", afirmou a candidata democrata-cristã.
Nogueira Pinto falava aos jornalistas depois de entregar as listas dos 1400 candidatos à autarquia, assembleia municipal e às 53 freguesias do município, no Palácio da Justiça, em Lisboa. "É um grande esforço, é um sinal de vitalidade do partido. Apresentámos as listas na data prevista, apresentámos o programa antes dos cartazes", salientou, garantindo que a sua campanha será "de rigor".
Considerando "a situação do País e o período de crise" que se vive em Portugal, e sem querer "censurar as campanhas dos outros partidos", Maria José Nogueira Pinto garantiu que o CDS/PP terá uma campanha de "rigor e parcimónia" em termos de gastos, com "os meios disponíveis". "A nossa mensagem é clara e consistente, trabalharemos com os lisboetas, muito na rua, até ao dia 9 [de Outubro], referiu. A candidata disse que irá prosseguir a campanha na linha de "revitalização da cidade" e de "crescimento integrado", frisando que "mais importante são os compromissos úteis do que promessas inúteis".
Publicado por CDSLX às 09:21 AM
"Nogueira Pinto vai cumprir mandato"
(Notícia Correio da Manhã, de 9 de Agosto)
A candidata do CDS-PP à Câmara de Lisboa, Maria José Nogueira Pinto, garantiu que assumirá o mandato na autarquia caso seja eleita para um cargo de vereação.
Eu digo o que faço e falo o que digo. (...) Se os lisboetas entenderem que não serei presidente da Câmara, mas sim vereadora, terei que respeitar os votos da mesma forma”, afirmou. Em declarações aos jornalista após a entrega das listas no Tribunal Constitucional, a candidata do CDS-PP defendeu ainda uma campanha de “rigor e parcimónia”.
Publicado por CDSLX às 09:10 AM
"Nogueira Pinto promete campanha de «rigor e parcimónia»"
(Notícia Diário Digital, de 10 de Agosto)
Candidata do CDS-PP à Câmara Municipal de Lisboa, Maria José Nogueira Pinto garantiu, na terça-feira, que assumirá o mandato para que for eleita na autarquia lisboeta, ao mesmo tempo que defendeu uma campanha de «rigor e parcimónia».
Em declarações aos jornalistas após a entrega no Palácio da Justiça, em Lisboa, das listas com os nomes dos 1400 candidatos à autarquia, assembleia municipal e 53 freguesias do município, Maria José Nogueira Pinto afirmou que se trata de «um grande esforço», «um sinal de vitalidade do partido», uma vez que «apresentámos as listas na data prevista, apresentámos o programa antes dos cartazes».
A ex-provedora da Santa Casa da Misericórdia recordou «a situação do País e o período de crise» por que passa Portugal para, sem querer «censurar as campanhas dos outros partidos», prometer ainda uma campanha de «rigor e parcimónia» em termos de gastos, recorrendo apenas aos «meios disponíveis».
"A nossa mensagem é clara e consistente, trabalharemos com os lisboetas, muito na rua, até ao dia 9 [de Outubro]», garantiu a candidata do CDS-PP, que assegurou ainda que irá prosseguir a campanha na linha de «revitalização da cidade» e de «crescimento integrado», frisando que «mais importante são os compromissos úteis do que promessas inúteis».
Publicado por CDSLX às 08:16 AM
agosto 08, 2005
"1200 candidatos em Lisboa"
(Notícia Correio da Manhã, de 8 de Agosto)
"Os democratas-cristãos vão concorrer a todos os órgãos autárquicos em Lisboa, Câmara Municipal, Assembleia Municipal e às 53 freguesias da capital, apresentando um total de cerca de 1200 candidatos.
A candidata do CDS-PP à Câmara, Maria José Nogueira Pinto, apresenta hoje, às 15 horas, no Tribunal de Lisboa (Palácio da Justiça), todo o processo eleitoral da sua candidatura.
Amanhã, a ex-provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa visitará o Serviço Municipal de Protecção Civil."
Publicado por CDSLX às 12:26 PM
julho 29, 2005
Compromissos Úteis
(Artigo publicado no jornal Público de 29 de Julho)
Tenho como objectivo nesta campanha substituir todas as promessas inúteis por compromissos úteis. Aliás, os últimos anos da política nacional e local demonstram bem como é contraproducente fazer campanhas de promessas para depois apenas oferecer frustrações e desilusões. Assim, o programa que apresentamos aos lisboetas tem dois traços distintos: é um programa sério, porque um programa só pode ser visto como sério quando é para cumprir em tempo útil; mas é também um programa articulado e integrado, que tem soluções para os problemas que comprometem o presente e para os grandes problemas que adiam o futuro. Vamos travar o declínio de Lisboa, revitaliza-la , recuperando o atraso da cidade e criando as condições de futuro para todos.
1. Os lisboetas não têm confiança na Câmara, não conhecem as suas contas mas sabem que o nível de endividamento já ultrapassa todos os limites. Para travar o declínio vamos pôr a máquina a funcionar, motivando o capital humano existente mas desaproveitado, aumentar a capacidade de execução e de resposta aos problemas concretos dos lisboetas. Vamos arrumar a casa, criando uma Câmara que seja facilitadora, vamos dar confiança aos cidadãos e prestar contas, numa cultura de responsabilidade. Vamos sanear financeiramente. Vamos construir circuitos mais rápidos de resposta. Vamos criar os Bairros Administrativos como instância intercalar que permita desconcentrar competências, hoje ineficazmente concentradas exclusivamente na CML. Com uma maior celeridade de resposta, ganha o cidadão lisboeta e a economia da cidade, com o fim das pendências, o fim da burocracia, os pagamentos atempados ou até o planeamento das pequenas obras ou a toponímia. Sei que não basta estabelecer objectivos e alcançá-los, é necessário gerir máquinas complexas e potenciá-las, gerir pessoas e motivá-las. Repudio em absoluto uma presidência que minimize este aspecto. Que subverta a cadeia hierárquica, dispense a capacidade instalada, despreze o capital acumulado de experiência e conhecimentos técnicos que a CML possui, e prescinda do seu capital humano. As instituições devem renovar-se sem rupturas. Só com um presidente, uma equipa, uma máquina bem gerida, um conjunto de Serviços devidamente organizados, dimensionados e enquadrados, será possível fazer em tempo útil. Só quem não conhece o mundo real é que pode minimizar estes aspectos. Queremos uma cidade com infra-estruturas seguras, com tranquilidade pública, menos poluição, mais espaços de convivialidade e melhor limpeza urbana.
2. Lisboa é hoje uma cidade de grande tensão entre os que cá vivem e os que cá entram. Vivemos numa cidade envelhecida, com os mais velhos isolados por políticas sucessivas que expeliram os mais jovens para a periferia. Vamos revitalizar a cidade, que tem de ser vista como um conceito orgânico. Precisamos de um desenvolvimento humano sustentado e de uma modernização efectiva. Através de um conjunto de programas integrados, com uma verdadeira política pública tendo como instrumento parte do património da CML. Essa política terá como objectivos, simultaneamente, reabilitar e criar habitação de arrendamento. Impediremos que Lisboa continue a ser apenas um túnel de passagem para os que vêm de fora. Queremos mais Lisboa para os lisboetas e mais lisboetas para Lisboa. Temos políticas e medidas objectivas para atrair a classe média, a população activa e os jovens para a cidade, ressuscitando as relações de convivialidade intergeracional com os mais idosos. Vamos criar habitação, mas habitação atractiva, com estacionamento residencial, proximidade dos serviços, creches, jardins, segurança e comércio. Queremos reviver o espírito de bairro, contrariando a falta de espírito das urbanizações, com o ambiente valorizado e animação cultural em ruas animadas com comércio e pessoas em segurança. Uma cidade isolada não tem horizontes. O que não está só nas nossas competências – como em matéria de transportes, solidariedade e mobilidade, mas também na Saúde, Cultura e Educação – pode e tem de ser conseguido em rede permanente com as parcerias institucionais, públicas e privadas, o Governo Central, os municípios vizinhos. A CML tem de se dar ao respeito para poder ser respeitada. Lisboa tem de ser ouvida e para ser ouvida tem de ser mais forte. É necessário a capacidade de liderança que impeça que obras ou mudanças estruturais da cidade não aconteçam sem que a Câmara seja ouvida – como aconteceu agora com o caso do aeroporto da Ota. Tudo faremos para que o aeroporto continue em Lisboa, mais perto dos lisboetas.
3. Cedo aprendi que, na área social, ou se previne ou se remedeia – o que tem sempre um maior custo, humano e financeiro – e a nossa cidade de Lisboa já tem muitos remendos a cair. Para uma cidade que integre e que inclua é essencial uma articulação e um planeamento conjunto em rede. Não resulta eleger uma diferente prioridade social de cada vez, se muitos dos problemas estão interligados, temos antes de articular as diversas respostas ao mesmo tempo. O maior exemplo é a solidão, por muitos chamado a “doença do séc. XXI, um drama que existe na vida, isolada, de muitos dos residentes desta cidade. Estes temas têm sido tratados com 15 anos de atraso em relação à capital do país vizinho, e não são um problema apenas dos que sobrevivem nas várias cidades ocultas dentro de Lisboa. Todos, como num corpo, somos afectados pelo ciclo da pobreza, e a sua morbilidade própria, que temos de interromper. No insucesso escolar precoce, no abandono familiar, nos bairros realojamento, no apoio em bens e serviços aos mais dependentes e idosos.
4. Ouço muito falar do futuro, lembro que não conheço nenhum futuro que não tenha sido preparado no presente. O futuro de Lisboa tem de apostar no desenvolvimento, humano e urbano, mais que no crescimento e, sobretudo, mais do que na falsa modernização. Lisboa competitiva passa por preservar (é o caso do aeroporto), criar e reunir os factores de competitividade num quadro regional. Muitos desses factores estão contidos nos objectivos de travar o declínio e revitalizar a Cidade.
Quero protagonizar uma ambição colectiva, não quero compactuar com megalomanias individuais. Oferecer soluções céleres e concretas para resolver problemas do presente e construir o futuro da cidade, tornando a CML numa entidade efectivamente facilitadora da vida dos cidadãos. A nossa ambição é de, dentro de 4 anos, ouvir os lisboetas dizer: Agora vivemos melhor!
Maria José Nogueira Pinto
Publicado por CDSLX às 01:04 PM
julho 27, 2005
"Nogueira Pinto lamenta "alheamento" da CML no processo da Ota"
(Notícia Lusa de 26 de Julho)
Lisboa, 27 Jul (Lusa) - A candidata do CDS-PP à Câmara Municipal de Lisboa (CML), Maria José Nogueira Pinto, lamentou